UE permitirá entrada de viajantes de fora do bloco que estejam totalmente vacinados contra COVID-19

Diplomatas disseram que, de acordo com as novas regras, viajantes que demonstrarem que receberam o número necessário de doses de uma vacina aprovada pela União Europeia poderão entrar em um dos países do bloco.

Os Estados-membros da União Europeia (UE) concordaram nesta quarta-feira (19) em reabrir as fronteiras do bloco para pessoas que foram totalmente vacinados contra o SARS-CoV-2.

“Os embaixadores da UE concordaram em atualizar a abordagem para viagens de fora da União Europeia. O conselho agora recomenda que os Estados-membros abrandem algumas das restrições atuais, em particular para os vacinados […]. O conselho também deve expandir em breve a lista de países que não são da UE com uma boa situação epidemiológica, onde viagens são permitidas com base nos novos critérios acordados hoje”, afirmou Christian Wigand, porta-voz da Comissão Europeia em entrevista coletiva.

Reunidos em Bruxelas, os diplomatas também concordaram em aumentar a taxa de novos casos de COVID-19 para que um país seja declarado inseguro, uma medida que permitirá viagens de mais localidades para a UE. As recomendações serão adotadas pelos ministros da UE na sexta-feira (21).

Turistas de Manchester chegando ao Aeroporto de Faro no primeiro dia de reabertura das fronteiras de Portugal para turistas britânicos, Faro, Portugal, 17 de maio de 2021

Restrições de viagens

Atualmente, viagens não essenciais para os 27 membros da UE estão proibidas, exceto por um pequeno número de países considerados seguros por causa de sua baixa taxa de casos do novo coronavírus.

Diplomatas disseram que, de acordo com as novas regras, os viajantes que pudessem demonstrar que receberam o número necessário de doses de uma vacina aprovada pela UE poderiam entrar em um dos países do bloco.

Além disso, o número de casos por 100.000 habitantes que um país poderia registrar em duas semanas e ainda ser considerado para a lista verde aumentará de 25 para 75.

Isso ainda excluiria viajantes não vacinados de grande parte do mundo, mas poderia permitir viagens, por exemplo, Reino Unido, que está bem avançada em sua campanha de vacinação.

Esta semana, Portugal se antecipou à UE e reabriu para turistas da maioria dos dos países do bloco, além do Reino Unido. A expectativa é de que 25 mil britânicos cheguem ao Aeroporto de Faro até o fim desta semana.

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Governo reduzirá de 5 para 4 meses o intervalo da dose de reforço contra a Covid-19

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou na tarde deste sábado, 18, via redes sociais, que o governo vai reduzir de cinco para quatro meses o intervalo para aplicação da dose de reforço das vacinas contra covid-19. De acordo com o chefe da Saúde, um dos principais motivos seria ampliar a proteção contra a variante Ômicron.

“A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, publicou o ministro no Twitter.

Segundo Queiroga, a portaria com a modificação será publicada nesta segunda-feira (20). “Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez”, pontuou o ministro.

A variante Ômicron, que tem preocupado as autoridades de Saúde, já foi identificada em 89 países, segundo resumo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado na sexta-feira (17) com dados até o dia anterior.

Imagem: reprodução

Pfizer: Anvisa autoriza aplicação da vacina contra a covid em crianças

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta manhã a aplicação da vacina da Pfizer contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. A medida deve ser publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (16) .

Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, nenhuma criança será vacinada por enquanto. Isso porque a farmacêutica elaborou uma vacina com dosagem diferente, específica para vacinação infantil, que ainda não foi comprada pelo Ministério da Saúde. A vacina para crianças será identificada pela tampa laranja, e não pela roxa, que identifica as doses para adultos.

“A redução na dosagem para a faixa de 5 a 11 anos se respaldou nos estudos de Fase 1 e 2, que mostraram que essa dosagem (10 microgramas) foi o suficiente para gerar altos títulos de anticorpos com perfil de segurança bastante favorável para a população pediátrica”, informou a Pfizer.

A Pfizer disse, em outubro deste ano, que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com período de intervalo de três semanas entre cada dose. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Os pesquisadores relataram que 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

A vacinação do público de idade inferior a 12 anos já foi iniciada em mais de dez países. O pedido de inclusão da faixa etária de 5 a 11 anos chegou à Anvisa no dia 12 de novembro. O órgão também avalia o pedido para a autorização da CoronaVac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.

Imagem: Luke Dray/Getty Images/Congresso em Foco