SUS gatou quase R$ 1 bilhão por internações devido a queimadas na Amazônia, diz Fiocruz

O SUS (Sistema Único de Saúde) gastou R$ 960 milhões com internações hospitalares devido a problemas respiratórios causados ou agravados por queimadas na Amazônia Legal entre 2010 e 2020.

É o que indica um estudo, realizado pela pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o WWF-Brasil, que analisou dados dos cinco estados da Amazônia Legal que concentram os piores índices de incêndios florestais: Pará, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Acre.

“Entre janeiro de 2010 e outubro de 2020, foram registradas 1.252.834 de internações hospitalares por doenças do aparelho respiratório para todos os estados analisados. Em geral, todas as unidades da federação apresentaram tendência decrescente da taxa de morbidade hospitalar por doenças respiratórias de 2010 a 2015, assumindo em seguida comportamento estável até outubro de 2020”, diz a nota da Fiocruz, conforme publicado pelo portal UOL.

Queimadas na Floresta Amazônica, em Porto Velho (RO)

De acordo com a pesquisa, as hospitalizações de baixa complexidade custaram R$ 774 milhões ao SUS, nos cinco estados, ao longo da última década.

Para as internações de alta complexidade, nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), o sistema de saúde precisou de R$ 186 milhões para atender a demanda de internações.

O estudo diz que os valores diários de poluentes nestes estados são “extremamente elevados” e contribuíram para aumentar em até duas vezes o risco de hospitalização por “doenças respiratórias atribuíveis à concentração de partículas respiráveis e inaláveis finas [fumaça]”.

“No Amazonas, 87% das internações hospitalares no período analisado estão relacionadas às altas concentrações de fumaça [partículas respiráveis e inaláveis]. O percentual foi de 68% no Pará, de 70% no Mato Grosso e de 70% em Rondônia”, informou a nota.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Colômbia espera US$ 1,4 bilhão de investimentos privados do Brasil

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse hoje (19) que espera cerca de US$ 1,4 bilhão de investimentos privados do Brasil no país vizinho, em diversas áreas. Os compromissos foram firmados durante encontro, em São Paulo, como mais de 60 empresários brasileiros. Segundo Duque, o valor pode superar US$ 2,4 bilhões se agregados investimentos em infraestrutura.

“Há uma grande relação comercial e de investimento que queremos seguir fortalecendo”, disse Duque em declaração à imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O colombiano se reuniu, na manhã desta terça-feira, com o presidente Jair Bolsonaro para tratar de diferentes temas da agenda bilateral entre os dois países.

Durante o encontro foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de serviços aéreos, agricultura, pesquisa e desenvolvimento, meio ambiente e saneamento, segurança e cooperação fronteiriça, comércio e investimentos e serviços de aprendizagem profissional.

A Colômbia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina, com um intercâmbio bilateral de US$ 3,6 bilhões em 2020. Nos oito primeiros meses de 2021, a corrente de comércio entre os dois países alcançou crescimento de quase 50% em relação ao ano anterior e, de acordo com o Itamaraty, poderá encerrar o ano em patamares superiores aos registrados antes da pandemia.

Amazônia

Tanto Bolsonaro quanto Duque destacaram o interesse comum na preservação da Amazônia e eles querem levar o tema para a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), prevista para novembro, em Glasgow, na Escócia.

“A Amazônia, para nós, é território valioso e a cuidamos dentro da nossa soberania. É importante que essa defesa traga consigo uma luta eficaz contra os crimes ambientais”, afirmou Duque.

Para o presidente colombiano, é preciso deixar registrada, durante a COP26, a disposição dos países da região de proteger esse território, destacando a capacidade da floresta em retirar carbono da atmosfera.

“Uma reafirmação que a nossa voz não é somente pela transição energética e redução de emissões [de gases de efeito estufa], mas também de alcançar a neutralidade de carbono com a proteção das florestas tropicais e da Amazônia”, disse o presidente da Colômbia.

Aquecimento global

O Acordo de Paris, que será discutido na conferência em Glasgow, foi firmado durante a COP21, em 2015, na França. No documento, resultado de mais de 20 anos de negociação, as nações definiram objetivos de longo prazo para limitar o aquecimento da temperatura global em níveis abaixo de dois graus Celsius, se possível a 1,5 grau, até o final deste século.

Para isso, cada país definiu suas metas de redução de emissões e de alcançar a neutralidade. A neutralidade de carbono (ou emissões líquidas zero) é atingida quando todas as emissões de gases de efeito estufa que são causadas pelo homem alcançam o equilíbrio com a remoção desses gases da atmosfera, que acontece, por exemplo, restaurando florestas. Isso significa também mudar a matriz energética para fontes sustentáveis que não dependem de queima de combustíveis fósseis, em setores como transporte, geração de energia e na indústria.

Para outras fontes, a cada tonelada de gás carbônico emitida, uma tonelada deve ser compensada com medidas de proteção climática, com o plantio de árvores, por exemplo. Entre os principais temas a serem debatidos na COP26 estão o mercado de carbono e os procedimentos financeiros para alcançar a redução das emissões.

EUA vão aceitar CoronaVac para entrada de visitantes estrangeiros

Os Estados Unidos vão aceitar a entrada de visitantes vacinados com vacinas contra a covid-19 autorizadas pelos órgãos reguladores dos EUA e também aquelas autorizadas para uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters na noite de sexta-feira (8).svg%3Esvg%3E

Segundo a agência, Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse que seis vacinas aprovadas pela FDA, a agência reguladora norte-americana e listadas para uso emergencial pela OMS atendem aos critérios para que o visitante possa entrar nos EUA.

Atualmente, a lista da entidade inclui, para uso emergencial, os imunizantes CoronaVac, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca, Janssen, Moderna e Sinopharm.