Serviço aeromédico, referência para São Paulo, já é legado no Paraná, diz Michele Caputo

O deputado Michele Caputo (PSDB) disse nesta quinta-feira, 15, que a procura da cidade de São Paulo sobre os detalhes de funcionamento do aeromédico do Paraná mostra a importância deste serviço prestado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todo país. “É mais um legado que colocou o Paraná como referência em saúde pública no país”, disse Michele Caputo que implantou o serviço em 2014 pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

“Quando anunciamos que faríamos, muita gente disse que era impossível, que era apenas uma promessa. Mas a equipe da Secretaria de Saúde trabalhou arduamente para implantar este serviço, que já salvou milhares de vidas. Instalamos quatro bases de helicóptero, em Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, e ainda melhoramos o serviço da base de Curitiba”, completou.
A instalação de novas bases, segundo Michele Caputo, garantiu mais agilidade nos resgates que cobrem todas as regiões do estado. “Além disso, contratamos uma UTI aérea e ampliamos a frota de aeronaves a serviço da Saúde, tanto no transporte de pacientes, quanto no transporte de órgãos”, lembrou.

Nesta quarta-feira, 14, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo procurou junto à Sesa detalhes sobre a efetividade do serviço prestado no Paraná. Os paulistas buscaram informações sobre a estruturação do serviço que deve subsidiar estudos para implantação deste tipo de atendimento para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na maior cidade brasileira.
Técnicos da Sesa apontaram que atualmente a média é de 2,2 mil atendimentos anuais tanto vítimas de trauma como casos clínicos. Os traumas mais comuns são acidentes de trânsito e afogamentos. Os casos clínicos envolvem Acidente Vascular Cerebral (AVC) e emergências cardíacas.

Em paralelo, o Estado conta com um dos mais robustos sistemas de atendimento de transplantes do País, também com suporte aéreo. O Paraná atingiu a marca de 41,5 doações de órgãos por milhão de população (pmp) em 2020, ficando à frente de todos os estados brasileiros e muito acima da média nacional, que fechou em 18,1 pmp.

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Presidente da Alep testa positivo para covid-19

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep),  deputado Ademar Traiano (PSDB), testou positivo para covid-19 na manhã desta sexta-feira (7) e cancelou os compromissos da agenda na região Sudoeste do Estado.

Traiano já tomou as três doses da vacina e, mesmo tomando todos os cuidados como uso de máscara, e distanciamento social, contraiu o vírus pela segunda vez.

Ele ficará cumprindo o período necessário de isolamento em casa, junto com a esposa Rose, que também está com covid.

Nesta semana, o presidente cumpriu expediente na Assembleia após realizar dois testes que deram resultado negativo. O vírus só foi detectado num terceiro teste. Traiano está com sintomas leves de tosse e dor no corpo.

Foto: reprodução

Anvisa aprova registro de insumo da Fiocruz, e Brasil terá vacina 100% nacional contra Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7), o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, o Brasil terá um imunizante produzido totalmente em território nacional (veja mais no vídeo acima).

Essa etapa era a última do processo de transferência de tecnologia da produção da vacina. Agora, o “ingrediente” da vacina (ou seja, o IFA) será produzido no país, em vez de ser importado de fora. No ano passado, a Fiocruz precisou atrasar a entrega de vários lotes de vacina por falta do IFA.

Fiocruz tem o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. A previsão é a de que as primeiras doses do imunizante sejam envasadas ainda em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

ara aprovar o registro do insumo, a Anvisa avaliou estudos de comparabilidade – que demonstraram que o ingrediente fabricado no país teve o mesmo desempenho do importado.

“É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a Covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia de Covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com essa aprovação hoje pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”, destacou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Foto: Michael Melo/Metrópoles