Sanepar inicia obras da Reserva Hídrica do Futuro para recuperação de 150 km de rios

A Sanepar está realizando uma série de ações que marcam a fase inicial da Reserva Hídrica do Futuro, projeto que prevê a recuperação de 150 quilômetros de rios e a formação de 1.800 hectares de parques entre a região da Serra do Mar e Porto Amazonas, nos Campos Gerais.

A empresa pública já retirou quase 100 mil metros cúbicos de vegetação aquática da Lagoa Corine e do canal de água limpa do Rio Iguaçu, em Piraquara, o que pode levar a um incremento de disponibilidade hídrica de até 20% ao sistema de tratamento de água do Iguaçu.

A limpeza do canal foi feita em uma extensão de 3,7 quilômetros, no trecho da captação até a ponte da Avenida Iraí. Em 112 mil metros quadrados, foram retirados 90 mil metros cúbicos de vegetação. Na Lagoa Corine, com área de 45 mil metros quadrados, a vegetação retirada somou 9 mil metros cúbicos. Os serviços se estendem ainda por um trecho de 2,4 km do canal de água limpa entre a ponte da Avenida Iraí até o Parque das Águas, em Pinhais.

“Em menos de um mês de execução do projeto, já obtivemos ótimos resultados, o que comprova a importância da Reserva Hídrica, que vai deixar um legado de abastecimento com água em maior quantidade e qualidade para as próximas gerações”, afirma o diretor-presidente da Companhia, Claudio Stabile.

No processo de limpeza, é utilizada uma máquina chamada de hidrotractor que faz o corte e o transporte da vegetação até a margem, de onde o material é retirado por uma escavadeira.

“A vegetação aquática retém a vazão que poderia ser aproveitada no abastecimento. A limpeza aumenta essa vazão, melhora o fluxo e a qualidade da água”, explica a gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Amélia de Assis Mendes.

Na segunda quinzena deste mês de dezembro terá início o desassoreamento do canal e, no início do próximo ano, em janeiro, está programada a retirada de lixo das margens da Avenida Metropolitana, paralela à BR-277.

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Dia nacional da Onça-pintada

O dia 29 de novembro é o Dia Nacional da Onça-pintada, espécie símbolo de conservação da biodiversidade no Brasil. A data é uma lembrança para a união de esforços em ações de divulgação sobre a importância ecológica, econômica e cultural deste felino.

A onça-pintada é o animal mais importante para o equilíbrio do ecossistema, sendo uma espécie-chave para a manutenção da biodiversidade e no topo da cadeia alimentar, considerada o maior carnívoro das Américas. Onde tem onça tem condição de vida adequada para os outros animais.

Nos últimos dez anos, Brasil e Argentina trabalharam juntos no monitoramento da população de onças-pintadas da região do parque com censos bianuais. Os esforços conjuntos de todos contribuíram para o crescimento do número de indivíduos na região.

Entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina), a espécie saltou de uma população efetiva estimada em 50 indivíduos em 2008 para 90 indivíduos em 2016. O Projeto Onças do Iguaçu e o Proyecto Yaguareté (Argentina) trabalham em uma parceria produtiva pela conservação das onças-pintadas na região.

O registro de novas onças mostra a qualidade ambiental e o equilíbrio do ecossistema do Parque Nacional do Iguaçu. O desafio é grande e permanente para toda a sociedade. O envolvimento das comunidades e o trabalho de todas as instituições, com cooperação de pesquisa, engajamento e fiscalização, estão contribuindo pouco a pouco para a melhora do quadro.

Em celebração a data especial, nesta segunda-feira (29 de novembro), às 17 horas, o eterno amigo da onça, o pesquisador Peter Crawshaw, ganhará uma homenagem no Parque Nacional do Iguaçu. A antiga base de pesquisa do parque será batizada de Memorial Peter Crawshaw Jr. Peter, que morreu neste ano de 2021, foi o pioneiro no estudo das onças no Brasil e no parque. O resultado do seu trabalho até hoje orienta os esforços para a conservação das onças-pintadas no mundo.

Créditos fotografias: Emílio White e Guia de Convivência Onças do Iguaçu

Serviço
Dia Nacional da Onça-pintada
29 de novembro – Homenagem no Parque Nacional do Iguaçu às 17 horas.

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Onça-pintada: símbolo brasileiro de conservação da biodiversidade

Celebração terá dois atos em Foz: domingo (28), intervenção cultural na Feirinha da JK, e segunda (29), homenagem a Peter Crawshaw Jr., no Parque Nacional do Iguaçu

O dia 29 de novembro foi escolhido pelo Brasil para ser o Dia Nacional da Onça-Pintada. Trata-se de uma data para unir esforços em ações de divulgação sobre a importância ecológica, econômica e cultural dessa espécie que se tornou símbolo de conservação da biodiversidade do nosso país.

A realização do sonho de festejar e atrair especial atenção para a espécie, em uma data comemorativa, foi concretizada a partir da Portaria do Ministério do Meio Ambiente nº 8, de 16 de outubro de 2018, após esforços conjuntos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e Onças do Iguaçu, projeto do Parque Nacional do Iguaçu.

O registro de novas onças mostra a qualidade ambiental e o equilíbrio do ecossistema do Parque Nacional do Iguaçu. A onça-pintada é uma espécie-chave para a manutenção da biodiversidade. Nos últimos dez anos, Brasil e Argentina trabalharam juntos no monitoramento da população de onças-pintadas da região com censos bianuais. Os esforços conjuntos de todos contribuíram para o crescimento do número de indivíduos na região.

Importância da onça para o planeta

Cenário diferente dos anos 1990, quando a população de onças-pintadas na região teve uma drástica redução, chegando perto da extinção local. O envolvimento das comunidades e o trabalho de todas as instituições, com cooperação de pesquisa, engajamento e fiscalização, estão contribuindo pouco a pouco para a melhora do quadro.

Entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina), a espécie saltou de uma população efetiva estimada em 50 indivíduos em 2008 para 90 indivíduos em 2016. O Projeto Onças do Iguaçu e o Proyecto Yaguareté (Argentina) trabalham em uma parceria produtiva pela conservação das onças-pintadas na região, um exemplo de como dois países podem unir-se para salvar uma espécie.

O desafio é grande e permanente para toda a sociedade. Em toda a Mata Atlântica, estima-se uma população de apenas 250 onças-pintadas. A região tem a responsabilidade de manter essa população de onças, animais importantes para o equilíbrio de nossos ecossistemas, espécie considerada ainda o maior carnívoro das Américas.

*Conversa sobre onça com o povo* – No dia 28 de novembro, domingo, a equipe do Projeto Onças do Iguaçu vai estar com sua Barraca da Onça, na Feirinha da JK, no centro de Foz do Iguaçu. Para o local, os organizadores planejam intervenções com exposição, pintura de rosto, bate-papo sobre as onças, pintura para crianças e boas conversas. A atividade começará às 8h30 e seguirá até às 12 horas.

Memorial

Já na segunda-feira, 29 de novembro, o eterno amigo da onça, o pesquisador Peter Crawshaw, ganhará uma homenagem simbólica no Parque Nacional do Iguaçu. A antiga base de pesquisa do parque será batizada de Memorial Peter Crawshaw Jr. Peter, que morreu neste ano de 2021, foi o pioneiro no estudo das onças no Brasil e no Parque Nacional do Iguaçu. O resultado do seu trabalho até hoje orienta os esforços para a conservação das onças-pintadas no mundo.

Atuação local

O Onças do Iguaçu é um projeto institucional do ICMBio, desenvolvido em parceria entre o Parque Nacional do Iguaçu, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros e o Instituto Pró-Carnívoros. Sua missão é promover a conservação da onça-pintada como uma espécie-chave para a manutenção da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu.

Apoio

As iniciativas do Dia Nacional da Onça em Foz do Iguaçu são uma realização do Parque Nacional do Iguaçu e Projeto Onças do Iguaçu com apoio do ICMBio, Cataratas S.A., Instituto Conhecer para Conservar e Prefeitura de Foz do Iguaçu.

(Parque Nacional do Iguaçu)