Romanelli destaca aprovação de lei para incentivos filantrópicos

Líder do governo, RomanelliO deputado deputado estadual, Luiz Claudio Romanelli (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) informou que foi aprovado nesta quarta-feira, 29, o projeto de lei nº 88/2017, do Poder Executivo, que estabelece normas para a participação complementar da iniciativa privada nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a lei, será permitido o repasse de recursos para custeio, execução de obras e compra de equipamentos, beneficiando serviços de saúde estratégicos para o SUS. Somente para este ano, estão previstos em orçamento R$ 300 milhões aos hospitais filantrópicos..

De acordo com Romanelli (PSB), que foi relator do projeto, a lei federal 13.019/14 impede o repasse de incentivos a instituições filantrópicas, causando prejuízos a 98 hospitais, pois o Estado não poderá renovar ou formalizar novos contratos e convênios com as entidades. “A medida aprovada é necessária pois a lei federal impede o repasse de incentivos a instituições filantrópicas. O HospSUS foi criado para que hospitais prestem serviço de saúde com qualidade à população e já enfrenta dificuldades. Com o corte destes recursos, seria impraticável a sustentação do atendimento pelo SUS”, disse.

Romanelli salientou que com a aprovação da lei será possível dar continuidade à política de valorização dos hospitais filantrópicos que prestam um serviço de excelência à população. “A lei é uma segurança jurídica ao Estado em relação à continuidade de políticas públicas de incentivo aos hospitais. Hoje em dia, 70% dos leitos ligados à hospitais filantrópicos do Paraná estão voltados à rede pública de saúde e são responsáveis por 53% das internações e 70% dos procedimentos de alta complexidade realizados pelo SUS”, explicou.

Agora a lei segue para sanção do governador Beto Richa que também definirá os critérios técnicos para elegibilidade das instituições e aplicação dos recursos.

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Retomada do crescimento no país passa pela redução das desigualdades, diz Romanelli

 

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta quinta-feira (6) que a retomada econômica do país deve estar ligada à ampliação dos investimentos públicos, à redução das desigualdades e ao aumento da eficiência do Estado.

“O Brasil precisa de um Estado forte e resolutivo, que faça investimentos públicos em obras estruturantes para criar empregos, gerar renda e oportunidades. E, sobretudo, ações urgentes para reduzir as desigualdades sociais”, completa.

Para Romanelli a redução das desigualdades deveria ser o objetivo central do governo federal. “A pandemia piorou uma situação que já era muito ruim e escancarou o despreparo do governo do presidente Jair Bolsonaro”.

Sem rumo – O parlamentar afirma que o processo de retomada deveria ser liderado pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que segundo ele, faz uma gestão “temerária, para dizer o mínimo”.

“Estamos entre os piores resultados econômicos dos países do G-20. Creio que nem os mais pessimistas imaginariam uma situação dessas. Temos um enorme potencial em diversas áreas, e isso vem sendo boicotado por quem deveria auxiliar. O país está estagnado e quem está em Brasília parece viver em um mundo paralelo”, disse.

O deputado acrescenta que o país precisa de estabilidade e de tranquilidade para retomar o crescimento. “Infelizmente essa sinalização não vem. É um governo sem rumo, um governo que se diz conservador, mas que não se preocupa com as famílias que mais necessitam da mão forte do Estado”.

Diagnóstico – Romanelli destacou a série de artigos publicados no jornal Folha de S. Paulo dos candidatos a presidente ou seus responsáveis pelas propostas na área econômica. “Há uma concordância, eu diria até um uníssono, que o principal desafio do Brasil na retomada do crescimento passa pela redução da desigualdade que recrudesceu na última década”.

“Tenho posições pessoais absolutamente divergentes com parte dos candidatos e até com parte dos receituários macroeconômicos apresentados, mas os diagnósticos são precisos, uma análise correta da realidade brasileira”, completa Romanelli.

Economia vai pautar agenda política em 2022, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta segunda-feira, 3, que a economia vai pautar a agenda política nas eleições de 2 outubro. Ele afirma que a equipe econômica do governo federal perdeu o rumo, com a inflação chegando aos dois dígitos e a recessão que está penalizando os mais pobres com a falta de renda e de empregos no país.

“O debate eleitoral vai ser muito intenso em 2022 e preocupante porque a política econômica do governo federal está no rumo errado. Todo mundo já percebeu isso. Outros países que enfrentaram a pandemia fizeram investimentos importantes para resolver o problema de quem ficou sem renda, mas no Brasil isso ficou mal articulado e acabou gerando um problema grave”, disse Romanelli em entrevista a TVCI.

A falta de renda, segundo Romanelli, afeta desde o comércio, a indústria e outros setores da produção de bens e serviços. “O comércio está patinando e o crescimento da indústria está menor do que se esperava. Estamos passando por um período em que precisamos ter uma política econômica nova no Brasil. Já está mais que demonstrado que o atual ministro (Paulo Guedes) da Economia não tem condições, não sabe tocar de fato a economia brasileira”.

Inflação – Romanelli considera “inaceitável” que depois do Plano Real em 1994, o país volte a enfrentar a inflação de dois dígitos. “Para combater a inflação, o Banco Central aumentou a taxa de juros e o custo de vida vai ficando mais caro para todo mundo. Quem está indo ao supermercado, sabe muito bem como é que os preços estão subindo cada vez mais”.

O deputado aponta ainda o fracasso do governo federal no controle do preço da moeda, no caso do dólar e do câmbio. “Foi tamanha incompetência da equipe econômica porque justamente no momento em que mais pudemos exportar as commodities e mais ingressou dólar no Brasil”.

A desconfiança da política econômica, segundo Romanelli, fez o dólar explodir e ficar próximo aos R$ 6. “Isso, obviamente, está gerando um problema muito sério. É o grande debate que vamos ter em 2022, sobre os rumos do Brasil e especialmente da política econômica porque é o que mais interessa”.

“As opiniões das esquisitices não terão a menor importância. O povo vota se a vida melhorou ou não, se está conseguindo comprar a carne para fazer um churrasco ou comprar um camarão, um peixe. Ou seja, as pessoas vão votar em função de como elas estão percebendo a vida”, completou Romanelli.