Romanelli defende pedido do Paraná por mais vacina contra covid

Ao deixar nesta quinta-feira, 17, o Hospital da Cruz Vermelha, recuperando da covid, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), destacou a necessidade e a importância da vacinação em massa da população. Romanelli acompanhou a afirmação do governador Ratinho Junior de que o Estado vacinará até 30 de setembro às pessoas acima dos 18 anos até meados de setembro. Ele voltou a pedir igualdade ao governo federal no repasse das doses de vacinas.

“O compromisso do Estado com o apoio dos municípios é acelerar a vacinação e fazer com que a vacina chegue até o maior número de pessoas, no menor tempo possível”, disse  Ratinho Junior. Segundo o governo, 8.736.014 paranaenses devem ser imunizados até setembro.
Romanelli estima que, em 70 dias, o Paraná terá vacinado toda a população adulta. Hoje, pontuou, já foram vacinadas 3.487.926 pessoas com a primeira dose e 1.291,786 com a segunda dose. Foram aplicadas, até agora, 4.779.712 vacinas e distribuídas 5.538.995 doses em todos os municípios do Estado.

A Assembleia Legislativa garantiu mais de R$ 200 milhões ao Estado no auxílio no enfrentamento do coronavírus e tem cobrado o governo federal na definição de um calendário vinculado ao envio de vacinas pelo Ministério da Saúde.

O Paraná, pondera Romanelli, não pode ter menos vacinas do que outros estados em detrimento de sua população. Essas ações junto ao Ministério da Saúde tem surtido efeito. Nesta sexta-feira, 18, Paraná recebeu mais 234.510 imunizantes para dar continuidade ao Plano Estadual de Vacinação.

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Ibama aceitou avaliar o estudo da nova Ferroeste com ramal até Foz

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aceitou avaliar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Nova Ferroeste. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (21). A extensão dos trilhos vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Paraná e prevê um ramal até Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina.
A ampliação da ferrovia faz parte do processo de retomada da malha ferroviária e prevê a construção de uma estrada de ferro até Litoral do Paraná. A estrutura vai facilitar o escoamento das produções de grãos e carnes do Mato Grosso do Sul até o Porto de Paranaguá e até Santa Catarina, por meio dos municípios de Maracaju (MS), Cascavel e Foz do Iguaçu.
Ao todo, serão 1.304 quilômetros de trilhos – 76 quilômetros somente na parte sul-mato-grossense. “É uma ferrovia existente no Paraná e está incorporada no projeto que vai de Paranaguá até Maracaju. Recentemente nós tivemos a autorização da ligação de Dourados a Maracaju que passa a compor a ferrovia com um prazo aí de concessão de 99 anos”, disse o secretário de Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) do MS, Jaime Verruck.

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O País do futuro

“Menos armas e mais comida, menos hipocrisia e mais transparência, mais vacinas distribuídas igualmente e menos fuzis vendidos imprudentemente”. – Papa Francisco

Luiz Claudio Romanelli

O escritor austríaco Stefan Zweig assina o livro Brasil, um país do futuro, no qual descreveu suas percepções sobre o potencial da nossa nação. O ensaio é de 1941, quando o autor vivia em Petrópolis, onde se estabeleceu após fugir das atrocidades da segunda guerra mundial, e onde suicidou-se no ano seguinte à publicação da obra.

O livro expõe uma análise de Zweig sobre o País, baseada no que vê em suas andanças e daquilo que compreende a partir do contato com os brasileiros. Sua admiração pelo povo é que o fez acreditar na construção de uma sociedade mais próspera. Desde então, o Brasil ganhou uma espécie de sobrenome: um país do futuro.

A expressão cunhada há 80 anos nos persegue até o hoje e ao que parece ainda vai nos acompanhar por um bom tempo. O fato é que este futuro nunca chega e, mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, fica cada dia mais distante. É o que prevê a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um estudo divulgado pela instituição avalia que o padrão de vida no Brasil deve ficar estagnado pelos próximos 40 anos. A análise projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional terá um crescimento médio de 1,1% nesta década e de 1,4% entre 2030 e 2060. Para a OCDE, a população economicamente ativa e a taxa de ocupação no mercado de trabalho tendem a ter indicadores negativos.

Na régua que a organização usa para medir o padrão de vida dos países, os EUA estão no ponto mais avançado, que pode ser classificado como um índice 100. Na comparação com os americanos, o Brasil hoje está na casa 23 e deve chegar na 27 até 2060. A China, com uma população quase sete vezes maior que a brasileira, está no patamar 26 e deve saltar para o 51 no mesmo período.

O estudo da OCDE afirma que o inexpressivo progresso brasileiro pode ser alterado, desde que haja avanços nas reformas estruturais. Caso contrário, seguiremos no atoleiro ou andando de lado. A questão fiscal e o controle das contas públicas devem ser os principais focos de atenção, principalmente em razão dos reflexos da pandemia.

Impossível acreditar que o governo que está aí tenha o mínimo de capacidade de lidar com os desafios que o Brasil precisa vencer. O grande feito, até o momento, foi ampliar a parcela de brasileiros na condição de miséria. São 20 milhões de pessoas convivendo com a fome.

Ao contrário de combater a degeneração econômica, para evitar que muitas famílias tivessem que passar pela degradante situação de conseguir um pedaço de osso, pé de galinha ou carcaça de peixe para comer, o presidente preferiu gastar seu tempo combatendo a vacina contra a Covid-19 e questionando a urna eletrônica. Todos sabemos que ninguém come voto impresso!

A agenda política, o negacionismo da crise sanitária e a crença em remédios sem eficácia produziram 620 mil mortes e nenhuma ideia que permita vislumbrar a retomada da economia e da estabilidade. Confirmado o alerta da OCDE, seguiremos com baixas taxas de crescimento e pífios desempenhos na produção de riquezas e de qualidade de vida.

Sem um rumo, a situação brasileira tende a piorar no curto prazo. A rota atual leva a mais exclusão social e mais desesperança. As projeções econômicas para o ano são sombrias. Levantamento do Banco Central junto às instituições financeiras aponta que o PIB vai crescer apenas 0,36% em 2022, e alcançar 1,80% e 2% nos próximos dois anos.

A taxa básica de juros, principal instrumento para segurar a alta de preços, deve fechar o ano em 11,5% e se manter elevada entre 2023 e 2024. A inflação, que bateu 10% em 2021, deve cair para a casa de 5% neste ano. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 é de R$ 5,60.

O histórico da gestão Bolsonaro não nos permite acreditar que este governo consiga reverter o cenário de degradação, nem hoje e nem no futuro. A sensação é de que o presidente e sua equipe apostam no quanto pior melhor, e vivem a expectativa de que qualquer esmola que ofereçam ao povo vai resgatar alguma simpatia.

O povo brasileiro tem pressa, precisa de saúde, emprego e comida na mesa. O Brasil precisa crescer mais rapidamente para trazer o futuro mais perto de todos, e não só da elite. O País merece mais respeito e menos politicagem.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná