Ratinho Junior conhece detalhes das medidas restritivas das nove cidades do oeste

O governador Ratinho Junior (PSD) conheceu nesta quarta-feira, 12, detalhes das medidas determinadas pelas nove cidades do extremo oeste na prevenção da covid-19. ” O uso de máscara e álcool gel e higiene constante das mãos devem continuar”, disse Ratinho Junior que recebeu o prefeito Chico Brasileiro no Palácio Iguaçu em Curitiba.

“Estamos muito preocupados. Mesmo com a vacinação, as medidas sanitárias devem continuar”, completou Ratinho Junior. O deputado Hussein Bakri, que representa Foz no Legislativo, e o secretário João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano e Obras) acompanharam o encontro.

Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Medianeira, Missal, Serranópolis do Iguaçu, Ramilândia e Matelândia fazem parte da estrutura de atendimento da 9ª regional de saúde.  

Demandas
Chico Brasileiro relatou ao governador Ratinho Junior que a decisão foi tomada de forma conjunta pelas nove cidades e as demandas apresentadas ao Ministério da Saúde em Brasília. O prefeito pediu que  o número de vacinas contra a covid seja proporcional aos moradores que são atendidos na cidade que podem duplicar a população de 255 mil habitantes.

“O governador entendeu bem a recomendação das cidades da 9ª regional e as demandas apresentadas por Foz do Iguaçu em Brasília. Além da vacinas, precisamos de insumos para o teste  (RT-PCR) do coronavírus,  já que temos um convênio importante com a Itaipu Binacional”, completou. O prefeito ainda se reuniu com o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

As nove cidades da região decidiram nesta terça-feira, 11, em Medianeira, adotar medidas mais restritivas aos finais de semana para reduzir o número de casos e hospitalizações. O fechamento das atividades e a restrição da circulação de pessoas acontecerá neste e no próximo final de semana com fechamento do comércio às 17 horas de sábado e toque de recolher das 18h de sábado até as 5h de segunda-feira.

Em Foz do Iguaçu, a ocupação de leitos de UTI está em 100% no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, referência no tratamento para a região Oeste. Nos nove municípios da região são quase 50 mil casos da doença desde o início da pandemia e 1.071 óbitos, 813 em Foz.

“Ao flexibilizarmos as medidas restritivas, o número de casos voltou a subir e a preocupação é viver novamente o que vivemos em março. Será devastador. O hospital municipal está com 100% de leitos de UTI ocupados, mas não temos profissionais para trabalhar, por isso não temos como abrir novos leitos”, disse Brasileiro.

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General Francisco Ferreira pede exoneração da Itaipu Binacional

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general João Francisco Ferreira, comunicou nesta terça-feira (25) seu pedido de exoneração do cargo, por razões pessoais. Ele ocupava o posto desde 7 de abril de 2021, quando sucedeu o também general Joaquim Silva e Luna, que foi nomeado presidente da Petrobras. O novo diretor deverá ter um perfil mais político.
No período em que esteve no cargo, a Itaipu alcançou a marca de 2,8 bilhões de MWh gerados desde o início da operação da usina, consolidando-se como a hidrelétrica que mais produziu energia no mundo, e conquistou as melhores marcas históricas de produtividade – a relação entre a quantidade de água que passa pelas unidades geradoras e a energia efetivamente gerada.
Em sua gestão, também reforçou o apoio às ações de combate à covid-19 na região de Foz do Iguaçu, o que foi determinante para a diminuição acentuada do número de casos de infecção e de internações hospitalares. As obras viabilizadas financeiramente pela Itaipu tiveram importantes avanços no período, como a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a revitalização do Gramadão e diversas outras.

Em Curitiba, Moro defende reformas “sem volta ao passado”

O advogado Sérgio Moro, presidenciável do Podemos, defendeu nesta nesta terça-feira, 25, em Curitiba, um conjunto de reformas no estado brasileiro “sem continuidade e volta ao passado”. Moro disse ainda que o país precisa de “propostas realistas”, conciliando “responsabilidade fiscal com responsabilidade social”. O ex-juiz participou de uma reunião na ACP (Associação Comercial do Paraná) proposta pelo empresário Wilson Picler, membro do Conselho Serro Azul.

Da reunião com o empresariado, participaram ainda o presidente da ACP, Camilo Turmina; os senadores Alvaro Dias, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns; a presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP); o deputado Galo e o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Augustinho Zucchi. No encontro, Alvaro Dias foi confirmado na presidência estadual do Podemos.

“As taxas de juros no Brasil estão entre as mais elevadas do mundo, sem falar na substituição tributária, que é adrenalina na veia. Paga-se os impostos antes de colocar a mercadoria no estoque da loja, imposto recolhido antes de sair do fornecedor. Os tributos sobre consumo no Brasil são leoninos”, disse Turmina ao presidenciável.

Anticorrupção – Sérgio Moro disse que o país não pode mais suportar a lentidão dos governos no encaminhamento das reformas. “Desta forma, cada governo procrastinando e transferindo para o seguinte, o Brasil não sairá da estagnação. É preciso mexer no complexo sistema de impostos para facilitar a vida do cidadão e dos empreendedores. Hoje a empresa tem que dispor de um exército de contadores para entender o sistema tributário. Está na hora de acabar com o jeitinho e resolver de fato este problema que vem travando o crescimento do Brasil”.

Picler pediu detalhes sobre a proposta defendida por Moro da criação de um tribunal nacional anticorrupção nos moldes do criado na Ucrânia em 2019. A corte da Ucrânia, segundo Moro, julga apenas casos de corrupção, funciona em duas instâncias e é composto por 38 juízes escolhidos num rigoroso processo de seleção, feito por magistrados e especialistas internacionais.

Os primeiros casos na corte ucraniana chegaram em setembro de 2019 e, dois anos depois, o tribunal já havia proferido 45 sentenças com 39 condenações e 6 absolvições. Penas de prisão foram aplicadas a 26 pessoas em 21 dos processos julgados. Entre os condenados, há juízes, promotores, advogados e chefes de estatais, por exemplo.