Nono caso da variante Delta é confirmado no Paraná; paciente é de São José dos Pinhais

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou neste sábado (17) o nono caso da variante Delta no Estado. Trata-se de um homem, de 46 anos, que reside no município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, área da 2ª. Regional de Saúde Curitiba.

O sequenciamento genômico da amostra foi realizado pelo Laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, com material enviado pelo IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná). A data da coleta do RT-PCR foi 11 de junho, no início dos sintomas. O paciente não registra comorbidade associada e não necessitou de internamento. O quadro do paciente evoluiu para recuperação e o homem está bem.

Este é o segundo caso da variante Delta confirmado no município de São José dos Pinhais. O outro caso foi divulgado na quarta-feira, dia 14, de uma mulher de 46 anos, que foi a óbito.

Além dos 2 casos de São José dos Pinhais, outros casos da variante Delta foram confirmados nos municípios de Apucarana (4 casos/16ª Regional de Saúde Apucarana), Rolândia (1 caso/17ª Regional de Saúde Londrina); Mandaguari (1 caso/15ª Regional de Saúde Maringá) e Francisco Beltrão (1 caso/8ª Regional de Saúde Francisco Beltrão).

INVESTIGAÇÃO – Há uma semana está sendo realizada no Paraná uma investigação sobre os casos da variante Delta, com a coordenação do Ministério da Saúde e participação das equipes da Secretaria do Estado da Saúde e da vigilância dos municípios. A pesquisa é realizada em todos os municípios com casos confirmados, além de suas redes de contatos secundários e terciários, com o objetivo de avaliar o nível da transmissão.

As equipes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (Episus) já finalizaram a etapa da coleta de dados em Francisco Beltrão e iniciam hoje o mesmo trabalho de pesquisa investigativa em São José dos Pinhas.

A pesquisa aprofundada com a coleta de informações ainda segue nos municípios de Apucarana, Rolândia e Mandaguari. A data para o encerramento da investigação não está definida e só após deverá ser divulgado o grau da transmissão no Paraná.

“A variante Delta é considerada de atenção pelo Ministério da Saúde, por isso esta investigação se tornou fundamental para a Vigilância Epidemilógica e nos apoiará na decisão de novas medidas de enfrentamento e controle da pandemia”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Enquanto aguardamos o resultado do inquérito, reafirmamos à população a importância das medidas preventivas contra a Covid-19, que são o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social”, enfatizou. Dos nove casos confirmados no Paraná da variante Delta, 4 foram a óbito.

DADOS – Até o momento 676 amostras foram sequenciadas no Paraná, sendo 422 para a variante P.1 (Gama, brasileira). Dessas, dois pacientes coletaram duas amostras em períodos diferentes, sendo constatado P.1 em ambas, portanto, foram contabilizadas apenas uma vez. Assim, são considerados 420 casos de P.1.  e também 1 caso de P.1.1 e 4 casos de P.1.2.

Quanto à variante B.1.1.7 (Alpha – Reino Unido) são 10 resultados confirmados. Para a variante B.1.617.2 (Delta – indiana), até o momento são 9 confirmados. Três casos confirmaram para reinfecção até o momento.

As demais linhagens detectadas até a data de hoje são:  92 casos de P.2; 78 casos de B.1.1.28; 23 resultados de B.1.1.33; 11 de B.1; 4 para B.1.1.1; 4 de B.1.375; 3 casos de B.1.1; 2 resultados para B.1.195; 2 para B.1.1.119. Apresentando uma amostra sequenciada para cada uma das seguintes variantes de atenção: B.1.1.220; B.1.98; B.1.498; B.1.617.2; B.1.566; B.1.1.250; B.1.243; B.1.1.304; B.1.501; B.1.1.114; A, N.9. (AEN)

Foto: Jéssica Natal/UEPG

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Filipe Barros anuncia pré-candidatura ao Governo do PR

arlamentar estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), se reunindo com lideranças da direita

O deputado federal do Paraná, Filipe Barros (PSL), anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná nas eleições deste ano. Ele é o quarto nome que se coloca à disposição para estar à frente do Estado. Parlamentar pela cidade de Londrina, Filipe estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), conversando com lideranças da direita – ele deve receber apoio do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL).

Cumprindo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Filipe já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Londrina entre 2016 e 2018. Em entrevista para um blog de política paranaense, o pré-candidato disse que tenta polarizar uma disputa com o atual governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) – que deve tentar a reeleição. “O governador quer ter palanque para Moro, Lula e Bolsonaro. Não existe isso na política. O presidente Jair Bolsonaro me questionou se eu toparia sair como candidato a governador”, explicou.

Nos bastidores, Filipe Barros tem simpatia do líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), que pode indicar o vice na chapa de direita. Na entrevista, ele fez críticas ao atual governador. “Um dos piores, senão o pior governo da história do Paraná. Como um rato, ele se esconde. Ele não deixou legado no Estado”, ressaltou.

Apesar do anúncio, Filipe também chamou a atenção quando se colocou como candidato à Prefeitura de Londrina em 2020. Na ocasião, acabou recuando da decisão. O pré-candidato bolsonarista ao Governo do Estado também disse que deixará o Partido Social Liberal (PSL) – futuro União Brasil, com a junção com o Democratas. O União Brasil tem se aproximado do pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro (Podemos).

Outros candidatos

Além de Filipe Barros, os outros nomes que devem concorrer para governador do Paraná são: Ratinho Junior (PSD), Cesar Silvestri Filho (PSDB) e Roberto Requião (sem partido).

Romanelli apoia ação do PSB em favor da vacina contra a covid

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 25, a ação do seu partido que recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular a recente nota técnica do Ministério da Saúde para o uso de hidroxicloroquina contra a covid-19. O documento também desqualifica o potencial das vacinas para combater a doença.

“Está comprovado que as vacinas salvam vidas. Milhares de pessoas poderiam estar aqui entre nós hoje se a vacinação tivesse sido iniciada no tempo certo. Mas tem gênios no governo federal que não querem enxergar este fato. Chega a ser ridículo”, afirma Romanelli. “Não há evidência de que cloroquina e hidroxocloroquina tenham efeito sobre a doença”.

O PSB protocolou um pedido de liminar para a suspensão da nota técnica, sustentando que o medicamento é comprovadamente ineficaz, que a orientação do Ministério da Saúde desconsidera uma série de atos legais e infralegais e que a política de vacinação deve ser priorizada para combater a pandemia.

Investigação – O partido também pediu a suspensão dos efeitos de outras duas portarias e solicitou que o STF abra uma investigação administrativa e cível contra Hélio Angotti Neto, que assina o recente documento do Ministério da Saúde.

Na petição enviada ao Supremo, o PSB defende uma nova análise das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19, formuladas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), “com amparo em critérios estritamente técnicos”.