Projeto de Michele Caputo garante presença de farmacêutico nas farmácias do Paraná

O deputado Michele Caputo (PSDB) apresentou nesta segunda-feira (12) proposta de alteração à lei 2.888/2000 para tornar obrigatória a presença de farmacêutico durante o expediente das farmácias paranaenses. A medida garante e assegura na legislação estadual a obrigatoriedade, além de proteger o direito do usuário, contrário ao proposto em projetos em tramitação no Congresso Nacional.

“A presença do profissional farmacêutico é fundamental no dia a dia de uma farmácia ou drogaria. É ele quem pode orientar sobre o uso seguro, racional e adequado dos medicamentos, pode fazer o monitoramento de casos de pacientes hipertensos, diabéticos, idosos e gestantes, entre outras funções”, disse Michele Caputo, farmacêutico e ex-secretário de Saúde do Paraná.

O projeto de lei obriga a presença física de farmacêutico responsável técnico habilitado e com responsabilidade anotada junto ao Conselho de Farmácia do Paraná, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento. Também impõe a disposição de farmacêutico responsável substituto para os casos de folgas trabalhistas, intervalos de refeições, impedimentos ou outras ausências do titular.

Conselho de Farmácia
Elaborado com o apoio do Conselho Regional de Farmácia, o projeto é de extrema importância não só para a categoria, mas também para a saúde da população, disse a presidente do órgão, Mirian Ramos Fiorentin. “A assistência farmacêutica vai muito além das orientações. Ela significa a garantia de todos os serviços farmacêuticos, o que chamamos de farmácia clínica, que promove um grande benefício para a saúde da população”.

“Não ter farmacêutico na farmácia seria um retrocesso e um prejuízo para a sociedade. Por isso destacamos a importância desse Projeto de Lei também para a categoria profissional farmacêutica. E agradecemos imensamente o apoio e suporte dado pelo Deputado Michele Caputo, que sempre trabalhou em prol das causas da área de saúde da população paranaense”, completou.

Após protocolado, o pedido de alteração da lei segue para avaliação das comissões e votação em plenário da Assembleia Legislativa e, em seguida, vai para sanção do governador do Estado.

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Morre Elza Soares, aos 91 anos

Elza Soares morreu hoje, aos 91 anos, de causas naturais. A informação foi anunciada por meio do perfil oficial do Instagram da cantora. “A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo”, diz o texto assinado por Pedro Loureiro, Vanessa Soares, familiares e a equipe da cantora.

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15h45 em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais. Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”, diz a postagem.

 

Foto: reprodução

 

Em Foz do Iguaçu, 88% dos internados na UTI Covid não se vacinaram

Até esta quarta-feira (19), dos 60 leitos para atender pacientes com Covid-19, em Foz do Iguaçu, 40 estão ocupados. Destes, 25 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Do total de internados na UTI, 10 não se vacinaram contra a Covid, 12 estão com a dose de reforço atrasada e três estão totalmente imunizados. Somados, os não vacinados e os que não tomaram a dose de reforço, representam 88% dos internados em estado grave.

Ainda nesta quarta-feira, três mortes por Covid foram registrados em Foz do Iguaçu. Dois de pacientes que vieram do Paraguai já com a doença e um caso local de uma idosa de 85 anos, não vacinada.

O chefe da Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu, o enfermeiro Roberto Doldan, lembrou que das mortes pela doença no último mês de dezembro, 87% não eram vacinados ou não tinham esquema vacinal completo.

“Estamos vivendo um aumento de casos de Covid, juntamente com um surto de Influenza. Então, a probabilidade de se infectar é grande. A taxa de transmissão está em 3,9, quando o ideal é de menos de 1. (…) As pessoas com comorbidades e sem o esquema vacinal completo, são essas as pessoas expostas”, disse Doldan.