Primeira da América Latina: Cuba autoriza uso emergencial para vacina local contra COVID-19

O imunizante cubano possui uma eficácia de 92,28% com seu esquema de três doses com 14 dias de intervalo.

O Centro para o Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED, na sigla em espanhol) de Cuba autorizou nesta sexta-feira (9) o uso emergencial da vacina cubana Abdala contra a COVID-19.

O imunizante Abdala, que foi elaborado pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB, na sigla em espanhol) de Havana, teve autorização emitida assim que se comprovou que atendia aos requisitos e parâmetros exigidos pelos termos de “qualidade, segurança e eficácia”, disse o CECMED em comunicado.

O CECMED indicou que, além de realizar um rigoroso processo de avaliação, foram realizadas inspeções nas plantas envolvidas no processo de produção do medicamento e analisados ​​os dados dos ensaios clínicos das fases I, II e III.

Segundo a autoridade sanitária cubana, os ensaios clínicos do imunizante Abdala demonstraram que a vacina possui uma eficácia de 92,28% na prevenção das formas sintomáticas da COVID -19. A vacina é aplicada em um esquema de três doses com 14 dias de intervalo.

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AP Photo / Ramon Espinosa

Senhor recebe a vacina contra a COVID-19 cubana Abdala, em posto de saúde nos subúrbios de Havana, Cuba, 14 de maio de 2021

Vacinas cubanas

Cuba também possui outra vacina contra o novo coronavírus na última etapa dos testes clínicos: Soberania 02 (Sovereign 02). Este imunizante mostrou ter uma eficácia de 62% no esquema de duas doses com 28 dias de intervalo.

No entanto, na quinta-feira (8), o Instituto Finlay de Vacinas, que desenvolveu o imunizante, informou que a combinação de duas doses da Soberana 02 com uma dose de reforço da Soberana Plus demonstrou eficácia de 91,2% contra o SARS-CoV-2.

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Fiscalização em Foz para cobrar vacina

A Anvisa e a Polícia Federal iniciaram uma operação conjunta visando ampliar as ações de verificação do comprovante vacinal de pessoas que ingressam no Brasil pelas fronteiras terrestres com a Argentina e o Paraguai. Segundo a Anvisa, serão instaladas barreiras para controle de fluxo na Ponte da Amizade e na Ponte Tancredo Neves.

Pfizer: Anvisa autoriza aplicação da vacina contra a covid em crianças

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta manhã a aplicação da vacina da Pfizer contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. A medida deve ser publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (16) .

Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, nenhuma criança será vacinada por enquanto. Isso porque a farmacêutica elaborou uma vacina com dosagem diferente, específica para vacinação infantil, que ainda não foi comprada pelo Ministério da Saúde. A vacina para crianças será identificada pela tampa laranja, e não pela roxa, que identifica as doses para adultos.

“A redução na dosagem para a faixa de 5 a 11 anos se respaldou nos estudos de Fase 1 e 2, que mostraram que essa dosagem (10 microgramas) foi o suficiente para gerar altos títulos de anticorpos com perfil de segurança bastante favorável para a população pediátrica”, informou a Pfizer.

A Pfizer disse, em outubro deste ano, que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com período de intervalo de três semanas entre cada dose. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Os pesquisadores relataram que 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

A vacinação do público de idade inferior a 12 anos já foi iniciada em mais de dez países. O pedido de inclusão da faixa etária de 5 a 11 anos chegou à Anvisa no dia 12 de novembro. O órgão também avalia o pedido para a autorização da CoronaVac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.

Imagem: Luke Dray/Getty Images/Congresso em Foco