Prefeitura de Foz inaugurou hoje a nova ala de Unidade de Terapia em Doenças Infecciosas

Trabalhadores que coordenaram o processo técnico foram homenageados durante a cerimônia, transmitida pelas redes sociais. Nova ala foi construída em 25 dias A Prefeitura de Foz do Iguaçu inaugurou, na manhã desta segunda-feira (18), a Unidade de Terapia em Doenças Infecciosas (UTDI) no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. O local, construído em apenas 25 dias, conta com 12 modernos leitos que poderão ser utilizados como Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com a Covid-19.  Durante a cerimônia, transmitida pelo Facebook da Prefeitura, o prefeito Chico Brasileiro, o vice-prefeito e secretário de saúde, Nilton Bobato e o diretor do Hospital Municipal, Sérgio Fabriz homenagearam os trabalhadores envolvidos na construção desta unidade, finalizada em tempo recorde. “Essa obra é um ganho extraordinário. São poucos hospitais do Paraná que possuem essa estrutura, e isso é acima de tudo uma resposta da sociedade iguaçuense, de todos aqueles que nos ajudaram e ajudam a enfrentar essa pandemia com muito esforço e trabalho”, comentou Brasileiro, que agradeceu a todos os(as) colaboradores(as) pelo empenho e a dedicação nesta grande obra. “Vocês ajudaram a construir a história da saúde de Foz”.  Nilton Bobato lembrou que todas as decisões são tomadas em conjunto, ouvindo equipes qualificadas, que se dedicam dia e noite no enfrentamento ao Coronavirus. “Em momentos de crise a gente descobre coisas fundamentais e quem realmente quer uma cidade funcionando. O município optou por tomar decisões importantes e cuidar da saúde da população. Decisões baseadas no principio de ouvir uma equipe técnica competente”, afirmou. Segundo o secretário de saúde, a busca por soluções permanentes foi uma das decisões mais acertadas. “Optamos por não apostar em hospitais de campanha, de custo alto, e que teriam que ser desmontados ao final da pandemia. Além da nova ala, com os 12 leitos, o Hospital coloca em funcionamento nesta segunda-feira um novo tomógrafo. São investimentos que ampliam os serviços do Hospital e permanecem incorporados ao patrimônio do município”, disse Bobato.  Sergio Fabriz, diretor geral do Hospital Municipal também agradeceu a todos os colaboradores, universidades, ao Núcleo de Enfrentamento a Covid e demais parceiros. “Nós não fazemos nada sozinhos. Temos uma equipe altamente qualificada, temos o apoio das universidades, Unila e Unioeste, que cumprem brilhantemente seu papel neste momento tão importante, a Nona Regional de Saúde e todos os parceiros, o nosso muito obrigado. São inúmeras pessoas, mentes e corações que nos fizeram chegar ao dia de hoje”.  A nova unidade conta com 12 leitos de UTI, todos com sistema de renovação de ar, ventiladores mecânicos, camas elétricas e banheiros. A unidade conta também com um posto de enfermagem, farmácia, copa e vestiário. O investimento é de mais de R$ 1 milhão com recursos do município e doações de instituições parceiras.  O Hospital Municipal já possui 20 leitos de UTI e 50 de enfermaria para pacientes com Covid-19.  PresençasTambém participaram da cerimônia o diretor geral brasileiro de Itaipu, General Joaquim Silva e Luna; o Bispo Diocesano Dom Sérgio de Deus; a juíza da Vara de Execuções Penais, Juliana Arantes; o Procurador Alexandre Collares Barbosa,do Ministério Público Federal; a Chefe da Nona Regional de Saúde, Iélita Santos, além de vereadores e  representantes do Comus.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.