Paraná ultrapassa 20% da população vacinada com a primeira dose

Um a cada cinco moradores do Paraná já recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. De acordo com o Ranking da Vacinação, da Secretaria da Saúde, o Estado aplicou 2.176.065 primeiras doses até o fim da manhã desta quarta-feira (19). O número corresponde a 20,83% do total da população paranaense, quantitativo estimado com base no censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pequena Diamante do Norte, cidade da Região Noroeste, é proporcionalmente a que mais tem imunizados – 42,65% da população com mais de 18 anos foi protegida parcialmente. Puxa a fila de 255 municípios paranaenses (64% do Estado) que já romperam a barreira dos 20% de moradores que receberam a primeira dose.

Dentro desse grupo, 12 municípios estão com o processo ainda mais adiantado. Além de Diamante do Norte, São Jorge D’Oeste, Kaloré, Pontal do Paraná, Rio Bom, São Manoel do Paraná, Bom Jesus do Sul, Floraí, Nova Santa Bárbara, Santo Antônio do Caiuá, Iguatu e Lidianópolis têm 30% ou mais dos habitantes vacinados.

“Precisamos fazer com que a vacina chegue no braço na totalidade dos paranaenses. Para isso, contamos com o apoio dos municípios para aplicar as vacinas tão logo elas cheguem. É importante continuar o trabalho de imunização em todos os grupos prioritários”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo o Plano Estadual de Vacinação, 4.812.142 pessoas compõem os 28 grupos prioritários da imunização. Além dos profissionais de educação e da segurança, a vacinação atualmente avança nos conjuntos de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas – o maior de todo o plano de vacinação – e pessoas com deficiência permanente grave. Também segue a aplicação da segunda dose em grupos que já iniciaram seu ciclo de imunização, como nas pessoas acima de 60 anos.

Segunda Dose

Ainda de acordo com o Ranking, 1.118.962 moradores do Estado completaram o ciclo protetivo, com a aplicação das duas doses estipuladas pelas farmacêuticas. O número é relativo a 10,71% da população total paranaense, também segundo o censo de 2010 do IBGE.

Nova Santa Bárbara (23,54%), Nova Laranjeiras (21,66%) e Diamante do Norte (20,26%) são as mais adiantadas. Além delas, outras 20 cidades garantiram o encerramento do ciclo vacinal em pelo menos 15% dos habitantes.

“Temos cumprido nosso compromisso de enviar todas as doses aos municípios no menor tempo possível. Temos capacidade de vacinar de 150 a 200 mil paranaenses por dia. Nosso objetivo é sempre acelerar a aplicação para imunizar cada vez mais paranaenses”, destacou Beto Preto.

Até o momento, 4.905.000 doses já foram enviadas ao Paraná pelo Ministério da Saúde, incluindo as vacinas da Pfizer/BioNTech, AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac/Butantan.

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Morre Elza Soares, aos 91 anos

Elza Soares morreu hoje, aos 91 anos, de causas naturais. A informação foi anunciada por meio do perfil oficial do Instagram da cantora. “A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo”, diz o texto assinado por Pedro Loureiro, Vanessa Soares, familiares e a equipe da cantora.

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15h45 em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais. Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”, diz a postagem.

 

Foto: reprodução

 

A força dos consórcios municipais

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes. – Carlos Drummond de Andrade

As pessoas vivem nas cidades e é ali que o poder público deve concentrar o investimento necessário para assegurar a contínua melhoria da qualidade de vida da população. Sabemos bem dos desafios enfrentados pelas prefeituras para dar conta das demandas locais. Há muitos deveres e cada vez menos recursos.

Hoje, a maior parte dos tributos arrecadados ficam concentrados nos cofres da União e, como todos sabemos, Brasília parece cada dia mais distante do Brasil. É prioridade inverter essa lógica de abastecer o caixa federal e de ver minguar as receitas dos Municípios se quisermos reduzir as amarras que dificultam o funcionamento da máquina pública. A descentralização de recursos deveria estar no topo da pauta do pacto federativo.

Temos que rediscutir a distribuição de impostos e contribuições para encontrar soluções que valorizem o protagonismo dos municípios. É necessário aumentar o repasse dos recursos que hoje se perdem no limbo da burocracia federal ou escorrem pelos ralos dos desvios. É hora de fortalecer o municipalismo e não podemos mais adiar este debate.

Trata-se de uma discussão urgente, mas enquanto ela não acontece, temos que olhar para outros mecanismos que podem contribuir com o desenvolvimento local e regional, sem que se acumule mais peso sobre as costas das gestões municipais. Um dos mecanismos disponíveis é a formação dos consórcios intermunicipais para múltiplas funções.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mapeou 601 consórcios públicos no Brasil. Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.723 (84,8%) participam de pelo menos uma associação. O índice no Paraná é de 100%. Ou seja, os 399 municípios estão vinculados a algum dos consórcios intermunicipais identificados no Estado.

A pesquisa nacional informa que 87% dos municípios participantes são de pequeno porte, com até 50 mil habitantes. Do total de consórcios existentes no País, 328 se dedicam a apenas um tipo de atividade, enquanto outros 269 têm múltiplas funções. Daqueles com apenas uma finalidade, 205 foram formados para atuação na área de saúde. Outras áreas que se destacam são as de resíduos sólidos (41 consórcios), infraestrutura (20), meio ambiente (15) e assistência social (9).

A Constituição Federal já autorizava que todas as instâncias de governo poderiam se unir para promover a gestão associada de serviços públicos. Este instrumento ganhou maior atenção e adesão a partir da publicação da lei 11.107/05 e do decreto 6.017/07, que regulamentou o funcionamento dos consórcios públicos. Desde o ano 2000 surgiram cerca de 450 novas organizações no País.

Essa evolução revela a importância que os consórcios alcançaram para melhorar o atendimento em serviços públicos, concretizar estratégias de promoção do desenvolvimento regional, e alavancar objetivos que são comuns aos municípios envolvidos. A cooperação, somada a integração e a economia de esforços e recursos, transformaram estas organizações em uma ferramenta essencial para o progresso coletivo.

A atuação cooperativa ajuda a vencer dificuldades na execução de políticas públicas, sobretudo no âmbito microrregional. Não é novidade que muitas das boas iniciativas que são propostas por gestores municipais têm a execução prejudicada pelas dificuldades financeiras ou por questões estruturais das prefeituras.

Em razão das possibilidades que o consórcio abre para os nossos municípios, sou totalmente favorável ao fortalecimento deste instrumento, com todo o controle e rigor que a lei exige. Sou um entusiasta do municipalismo e considero primordial que os prefeitos tenham todas as condições possíveis para fazer mais e melhor. É preciso entregar à população aquilo que ela necessita. Não podemos esquecer que a política só tem sentido se for para melhorar a vida das pessoas.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná