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Paraná sofre com risco de desabastecimento em remédios para intubação de pacientes

Paraná sofre com risco de desabastecimento em remédios para intubação de pacientes Os hospitais do Paraná têm enfrentado sérias dificuldades para abastecer os estoques de medicamentos sedativos, fundamentais para atender pacientes internados em UTIs covid-19. O risco de faltar esses itens é real e foi alertado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta-feira (16), durante reunião com o Ministério da Saúde.

Os hospitais do Paraná têm enfrentado sérias dificuldades para abastecer os estoques de medicamentos sedativos, fundamentais para atender pacientes internados em UTIs covid-19. O risco de faltar esses itens é real e foi alertado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta-feira (16), durante reunião com o Ministério da Saúde.

A situação é mais grave em relação a cinco medicamentos utilizados para intubação dos pacientes: Cisatracúrio, Atracúrio, Norepinefrina, Midazolan e Fentanila. Estima-se que o consumo desses fármacos tenha aumentado em 500% nos últimos meses.

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Durante a reunião, o secretário Beto Preto questionou o Ministério da Saúde sobre o fato do Paraná não estar na lista de Estados que serão contemplados nos próximos dias com esses medicamentos.  A compra foi centralizada pelo governo federal.

“Recebemos agora há pouco, do Conass, a notícia a desta primeira etapa e nós ficamos de fora. Precisamos estar juntos neste momento, senão nós vamos ficar desabastecidos”, alertou o secretário. Há também uma preocupação em relação às bombas de infusão, que servem para a administração de medicamentos e nutrientes em pacientes internados em UTIs.

Alerta – 
Embora o Ministério da Saúde tenha anunciado que repassará recursos para que os Estados realizem a compra, o Paraná alega que tem dificuldades para formalizar a aquisição, porque tais bombas de infusão sumiram do mercado.

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O deputado Michele Caputo (PSDB), que há mais de um mês vem alertando sobre o risco de desabastecimento em medicamentos, afirma que o Ministério da Saúde deve dar prioridade ao Paraná, diante da grave situação que o Estado vai enfrentar nos próximos dias.

“Estamos vivendo o pior momento da pandemia até agora. A curva se acentuou drasticamente, as pessoas estão adoecendo e a pressão no sistema de saúde será ainda maior. Por isso, não podemos deixar que falte medicamentos neste momento tão difícil”, reforçou o deputado, que é coordenador da Frente Parlamentar do Coronavírus na Assembleia Legislativa do Paraná

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