Paraná reduz 13,4% o número de homicídios

O número de homicídios reduziu 13,4% em todo o Paraná no período de janeiro a setembro de 2018, comparado com o mesmo período do ano anterior. Foram 227 homicídios a menos em todo o Estado nos três primeiros trimestres do ano. Em 2017 foram 1.691 registros, contra 1.464 em 2018.

Dos 399 municípios do Paraná, 43% (172) não registraram homicídios de janeiro a setembro deste ano, e 29,5% (118) registraram apenas um ou dois homicídios no período. Os números foram divulgados pela Secretaria de Estadual de Segurança Pública.

Para o secretário estadual da Segurança Pública, Julio Reis, um dos motivos desta importante redução criminal é a integração entre todas as forças de segurança do Estado. Segundo ele, um conjunto de fatores desde policiamento ostensivo mais eficiente, a Polícia Militar atuando com muito mais ênfase, um aperfeiçoamento no trabalho de investigação que é realizado pela Polícia Civil, com capacitações na Escola de Polícia para quem atua nas investigações de homicídios, uma Policia Científica com novos médicos legistas que foram contratados este ano, novos IMLs, como o de Curitiba, este conjunto inteiro fez com que este número de homicídios tivesse esta importante redução que está levando o Estado a ter o menor número de homicídios dos últimos 11 anos. “Esta sinergia entre as instituições, PM, PC e Científica, tem dado excelente resultado aqui no Paraná”, afirmou o secretário.

De acordo com o relatório de crimes relativos a mortes elaborado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape), a 20ª Área Integrada de Segurança Pública, com sede em Londrina, foi a que registrou maior redução em todo o Estado — 55,6% (foram 115 homicídios de janeiro a setembro de 2017, contra 51 casos durante o mesmo período neste ano).

Somente no município de Londrina a redução foi ainda maior, de 60%: em 2018 foram 34 homicídios, e em 2017 foram 86, resultando em 52 casos a menos no período.

INVESTIMENTOS – O delegado-geral da Polícia Civil, Naylor Robert de Lima, disse que a queda nos índices se deve também aos investimentos do Governo do Estado para a segurança pública. “Com relação à Polícia Judiciária, acreditamos que o reflexo direto nos bons números são decorrentes dos estímulos aos policiais civis que sentiram a boa intenção do Governo do Estado na estruturação na área investigativa de homicídios”, disse.

Ele citou também a criação da Divisão de Homicídios na Capital, Delegacias de Homicídios nas maiores subdivisões do interior do Estado e demais investimentos, entre os quais, talvez o principal, na capacitação do profissional da área.

REGIÕES – A tendência de queda também pode ser analisada nas regiões de Cascavel (-36,2%), Apucarana (-29,4%), Francisco Beltrão (-28,5%), União da Vitória (-26,6%), Toledo (-25,5%) e Rolândia (-21,8%).

Em toda a Região Metropolitana de Curitiba, que correspondente a 2ª AISP, ocorreram 70 homicídios a menos do que no ano anterior. Nos três primeiros trimestres de 2017 foram 379 registros e no mesmo período deste ano foram 309, uma redução de 18,4%.

O município de São José dos Pinhais apontou queda de 39% (31 homicídios a menos durante o período).

A comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, atribui a redução dos homicídios e da criminalidade, em todas regiões do Estado, também ao trabalho árduo dos militares estaduais que dia e noite patrulham as ruas, prevenindo crimes e realizando prisões e apreensões. “O mais importante é a segurança dos cidadãos, pois é para eles que trabalhamos cada minuto”, afirmou.

No Litoral do Estado, houve aumento de 5% no número de homicídios. Foram registrados quatro homicídios a mais em 2018 do que no período de janeiro a setembro do ano passado.

Na capital do Estado a queda foi de 15%, que em números absolutos mostram 42 ocorrências a menos que em 2017 (de janeiro a setembro de 2017 foram 280, e em 2018 foram 238).

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Multinacional busca recém-formados para programa de trainee focado em diversidade; salário é de R$ 10 mil

Uma multinacional do ramo de alimentos está com inscrições abertas até 4 de fevereiro para programa de trainee focado em diversidade direcionando todas as vagas para minorias dos grupos LGBTQIA+, étnico-racial, pessoas com deficiência e mulheres.

O programa tem duração de 20 meses e ao final do processo seletivo os candidatos serão alocados em uma das cidades participantes que são: CuritibaSão Paulo ou Vitória de Santo AntãoO salário oferecido é de R$ 10 mil.

As inscrições podem ser feitas pelo site do processo seletivo. O início do programa está previsto para março deste ano. O número de vagas disponível não foi divulgado.

Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Aeroporto de Foz está entre os 12 do país com certificado operacional obtido pela Infraero em 3 anos

A chancela demonstra que infraestrutura é segura e adequada aos diversos tipos de aeronaves para transporte de passageiros e cargas. O aeroporto iguaçuense recebeu mais de 984 mil passageiros no ano passado.

Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas está entre os 12 terminais com certificação operacional obtida pela Infraero nos últimos três anos. O documento atesta que o equipamento cumpre os regulamentos técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a segurança operacional e em relação à resposta emergencial.

O aeroporto iguaçuense fechou o ano de 2021 com 948,9 mil passageiros, entre embarques e desembarques. Esse movimento é 14,3% superior ao do ano anterior, quando passaram 829.689 pessoas pelo terminal. Para este mês de janeiro, a expectativa é que cem mil passageiros utilizem o aeródromo.

Segundo a Infraero, o certificado operacional gera benefícios diretos e indiretos. “Possibilita o aumento da oferta de voos e mais opções de conectividade pelas empresas aéreas, fomentando o turismo e colaborando com o desenvolvimento da economia da região e do país”, informa a empresa.

A certificação também define os tipos de operações aéreas que o aeroporto está autorizado a receber. A obtenção dessa chancela é por conta das normas da agência reguladora do setor, fruto de um trabalho conjunto entre equipes dos aeroportos e áreas técnicas da sede da Infraero para o atendimento de todos os requisitos.

Nos últimos anos, a Infraero fez o acompanhamento “robusto dos processos de certificação”, afirma o diretor de Operações da Infraero, brigadeiro André Luiz Fonseca e Silva. Assim, chegou-se à finalização dos termos de ajuste de conduta (TACs) dos aeroportos certificados e à obtenção dos 12 novos certificados.

Além de Foz do Iguaçu, receberam as certificações operacionais: Bagé, Joinville, Londrina, Macaé (concedido), Navegantes, Palmas, Ponta Porã, Santarém, São Luis, Teresina e Uberlândia. Outros três aeroportos estão em processo de certificação, sendo Congonhas, Santos Dumont e Montes Claros.

Fonte: H2Foz

Foto: Jonathan Campos/Agência Estadual de Notícias