O meio ambiente precisa de nós

“Das mãos de Deus recebemos um jardim; aos nossos filhos não podemos deixar um deserto”. (Papa Francisco)

Luiz Claudio Romanelli

Quando uma pessoa procura um médico, ao sentir algum sintoma diferente no organismo, ela busca um diagnóstico para, imediatamente, iniciar o tratamento e resolver o problema de saúde. Caso este roteiro lógico fosse aplicado quando o assunto é o bem estar do ambiente em que vivemos, poderíamos estar num estágio muito melhor que o atual.

Não faltam diagnósticos alertando que a natureza está doente. Também não faltam indicações de tratamento para sustar ou evitar uma degradação ainda maior do meio natural. Mas falta protagonismo à espécie humana para aplicar a profilaxia necessária. Falta que cada pessoa assuma a responsabilidade pela preservação e recuperação do Planeta.

Os sintomas das moléstias afetam o globo e são sentidos por todos. A crise hídrica vivida pelo Paraná é uma chaga bem próxima de nós. A onda de calor no Hemisfério Norte causou mortes em algumas das sociedades mais desenvolvidas do mundo. Temporais e incêndios apavoram a Europa e o norte da África. Não à toa, o fenômeno que causa estes estragos foi batizado de Lúcifer.

A estes eventos recentes se somam frequentes situações climáticas trágicas. Há diversas catástrofes registradas ao redor do mundo nos últimos anos. As ocorrências estão cada vez mais fortes e não há razão para não acreditar que isso tudo é consequência da ação do homem sobre o meio ambiente.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou dados nesta semana que nos colocam no banco dos réus. Em resumo, o estudo diz que as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis, irreversíveis e causaram um aumento expressivo da temperatura do planeta.

O relatório do órgão, que é ligado à ONU, mostra que o mundo aqueceu cerca de 1,2°C desde o início da era industrial. E não há perspectiva de reversão. A realidade é muito ao contrário. A previsão é que o aquecimento avance de 1,5º C a 2º C nas próximas décadas se não houver profunda redução nas emissões de CO² e de outros gases de efeito estufa.

Ou seja, se nada for feito, as próximas gerações conviverão com um clima ainda mais descompensado e enfrentarão os efeitos disso na pele, literalmente.

Não é de hoje que há avisos da degradação ambiental e de suas consequências. Vamos nos concentrar nos últimos 50 anos. Em 1972, a Conferência de Estocolmo já alertava sobre os efeitos da poluição humana. Em 1988, o climatologista James Hansen deu outro grito de alerta. Aí vieram a conferência Rio 92 e o Protocolo de Kyoto, de 1997. Mais recente, foi assinado o Acordo de Paris, em 2015.

Desde 1992 as nações anunciam boas intenções, mas ainda nos confrontamos com os mesmos temas que animaram aquele encontro realizado pelas Nações Unidas no Rio de Janeiro. E o recente relatório do IPCC nos condena por aquilo que deixamos de fazer em favor do meio ambiente.

O estudo do IPCC demonstra que os governos, as empresas e os indivíduos falharam. Muitos dos compromissos assumidos nas últimas três décadas estão mais no papel do que na prática. A Carta da Terra, elaborada a partir dos preceitos acordados no início dos anos de 1990, parece que não chegou a todos os destinos.

Por óbvio, estamos mais conscientes. Houve algum aprendizado. Contudo, o resultado disso são conquistas que ocorrem numa espécie de voo de galinha, aquele que não tem sustentação, é desconjuntado e curto. Além disso, é bastante episódico e ocorre mais em razão de sustos ou necessidades imediatas.

A novidade em relação ao tema ambiental é a (re)entrada dos Estados Unidos neste debate, agora com a firme disposição do presidente Joe Biden de transformar o País numa economia mais sustentável. É como colocar em movimento uma potente locomotiva, com capacidade para puxar o trem da história, independentemente do número de vagões.

Está evidente que não podemos mais andar em círculos e que os problemas do ambiente só serão resolvidos por ações individuais e coletivas em larga escala. Sem novos comportamentos, o planeta Terra sofrerá, mas não tenha dúvidas de que sobreviverá à ação do homem. Já o inverso é bastante duvidoso.

Mudar nossos costumes só depende da gente. A pandemia do novo coronavírus ensinou que, quando quer, a humanidade se une em torno de uma causa comum. Que esta lição sirva para proteger o nosso planeta de nós mesmos. É hora de agir e garantir a vida das futuras gerações.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná.

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Nova onça-pintada é flagrada no Parque Nacional do Iguaçu

Uma nova onça-pintada foi flagrada no Parque Nacional do Iguaçu, na região de Foz do Iguaçu. O animal é um macho, aparentemente jovem.  A espécie que é ameaçada de extinção, é monitorada pelo Projeto Onças do Iguaçu. De acordo com coordenadora do projeto, Yara Barros o animal nunca havia sido registrado no Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil e nem no Parque Nacional Iguazú (Argentina).
“A presença de novas onças, de uma nova população que está crescendo, que está se reproduzindo, significa um habitat que tem todos os requerimentos que a espécie precisa pra sobreviver. Então, sempre, novos filhotes, novas onças registradas, é sempre um sinal de esperança na recuperação da espécie. Esperança de que a gente possa realmente conservar essa espécie tão ameaçada de extinção”, disse Yara Barros.
A imagem da onça foi  capturada por uma das 60 armadilhas fotográficas do projeto, espelhadas pelo parque, Nela  é possível ver o animal andando pela mata e cheirando uma árvore chamada peroba-rosa, que segundo Yara, é uma planta utilizada por outras onças pardas e pintadas como arranhador.
As onças são identificadas por meio do padrão das manchas, que são únicas em cada animal, como se fosse uma impressão digital.
Por meio dos pontos de monitoramento entre Brasil e Argentina, foram coletadas 693 mil imagens, flagrantes que mostram como as onças se comportam longe da presença do homem.

Assessoria
Foto: reprodução

Filipe Barros anuncia pré-candidatura ao Governo do PR

arlamentar estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), se reunindo com lideranças da direita

O deputado federal do Paraná, Filipe Barros (PSL), anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná nas eleições deste ano. Ele é o quarto nome que se coloca à disposição para estar à frente do Estado. Parlamentar pela cidade de Londrina, Filipe estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), conversando com lideranças da direita – ele deve receber apoio do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL).

Cumprindo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Filipe já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Londrina entre 2016 e 2018. Em entrevista para um blog de política paranaense, o pré-candidato disse que tenta polarizar uma disputa com o atual governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) – que deve tentar a reeleição. “O governador quer ter palanque para Moro, Lula e Bolsonaro. Não existe isso na política. O presidente Jair Bolsonaro me questionou se eu toparia sair como candidato a governador”, explicou.

Nos bastidores, Filipe Barros tem simpatia do líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), que pode indicar o vice na chapa de direita. Na entrevista, ele fez críticas ao atual governador. “Um dos piores, senão o pior governo da história do Paraná. Como um rato, ele se esconde. Ele não deixou legado no Estado”, ressaltou.

Apesar do anúncio, Filipe também chamou a atenção quando se colocou como candidato à Prefeitura de Londrina em 2020. Na ocasião, acabou recuando da decisão. O pré-candidato bolsonarista ao Governo do Estado também disse que deixará o Partido Social Liberal (PSL) – futuro União Brasil, com a junção com o Democratas. O União Brasil tem se aproximado do pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro (Podemos).

Outros candidatos

Além de Filipe Barros, os outros nomes que devem concorrer para governador do Paraná são: Ratinho Junior (PSD), Cesar Silvestri Filho (PSDB) e Roberto Requião (sem partido).