No Brasil, líderes lançam carta pedindo o ‘fim da perseguição da PF’ contra diplomatas venezuelanos

Movimentos populares e partido políticos lançaram uma petição on-line para pedir ao ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, que suspenda a ação da Polícia Federal contra cinco membros da missão diplomática venezuelana.

A missão diplomática venezuelana está ameaçada de ser deportada do Brasil em maio. A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para iniciar o processo de deportação de cinco membros da missão diplomática da Venezuela.

O documento foi entregue no dia 13 de maio, sendo que o prazo para que os diplomatas enviem uma “defesa técnica” vence em três dias.

A crise deflagrada entre Brasil e Venezuela começou em 2019, quando Jair Bolsonaro reconheceu Juan Guaidó como autoridade venezuelana. Desde então, o Ministério de Relações Exteriores deixou de renovar as credenciais dos diplomatas nomeados por Nicolás Maduro e passou a considerá-los persona non grata no país.

Em abril de 2020, o Palácio do Itamaraty fechou seus consulados e embaixadas na Venezuela e deu 60 dias para que os diplomatas venezuelanos deixassem o território brasileiro. No entanto, uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) bloqueou a expulsão até dezembro do ano passado.

Diante da ação do STF, em setembro de 2020, o Ministério de Relações Exteriores suspendeu a imunidade diplomática dos 16 membros da missão venezuelana e solicitou à Polícia Federal verificar a situação migratória dos funcionários.

Com a crise, líderes populares e partido políticos escreveram uma carta pedindo reparação ao povo venezuelano. O documento foi entregue à Sputnik Brasil.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, durante encontro com a chanceler espanhola Arancha González

Segundo o documento, “manifestamos a mais alta preocupação diante da postura agressiva do governo brasileiro para com a missão diplomática da Venezuela no Brasil. Esta posição tanto viola o artigo 4º da Constituição da República Federativa do Brasil, quanto afronta normas e procedimentos internacionais, como a Carta das Nações Unidas e a Convenção de Viena, das quais o Estado brasileiro é signatário”.

Ainda de acordo com o texto, “em nada contribui para a imagem do Brasil associar-se com a flagrante ilegalidade do exercício de uma embaixadora indicada por um ex-deputado venezuelano, cujo governo não é reconhecido pelos órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas e União Europeia”.

A carta, por fim, denuncia três fatos de “extrema gravidade” no que tange às relações Brasil-Venezuela: o corpo diplomático venezuelano está em situação de iminente deportação e tem sido vítima de perseguição da Polícia Federal brasileira; há mais de 11 mil brasileiros que vivem na Venezuela e venezuelanos que moram no Brasil estão sem assistência diplomática ou consular; e o exercício ilegal de María Teresa Belandría como embaixadora da Venezuela no Brasil.

Os signatários da carta ainda sustentam que “a Convenção de Viena faculta ao atual governo brasileiro reconhecer ou não o governo de Nicolás Maduro; contudo, não atribui ao governo brasileiro o direito de escolher entre duas opções de governo estrangeiro de acordo com sua conveniência”.

Entre algumas pessoas que assinaram o documento estão: Gonzálo Vecina, ex-diretor da ANVISA; Gleisi Hoffmann, presidente do PT e deputada federal; Jandira Feghali, deputada federal (PCdoB-RJ); a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Inácio Arruda, ex-Senador da República; o MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra); além de diversos políticos e sindicatos.

Em Brasília, o presidente brasileiro Jair Bolsoanro (à esquerda) recebe o líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó (à direita), em 28 de fevereiro de 2019

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Pastor antivacina morre após ser hospitalizado por Covid-19

O pastor americano Marcus Lamb, conhecido por suas pregações contra as vacinas da Covid19, morreu depois de ser hospitalizado com Covid-19, anunciou sua família ontem, segundo informações da CNN. Marcus costumava se manifestar contra as vacinas em seu programa televiso. Em um episódio no início deste ano com os ativistas antivacinas Robert F. Kennedy Jr. e Del Bigtree, Lamb disse que a vacina Covid-19 “não era realmente uma vacina”, mas uma “injeção experimental” que era “perigosa. Marcus Lamb alegou que pessoas estavam morrendo ou tendo distúrbios neurológicos por causa da vacina.

Sua esposa, Joni Lamb, anunciou a morte. Segundo ela, seu marido tinha diabetes, mas era saudável e foi hospitalizado após ser diagnosticado com Covid-19. “Ele nunca falava sobre isso, mas tinha diabetes, mas controlava. Ele era muito saudável, comia saudável, mantinha o peso baixo e sempre mantinha o açúcar em bom nível. Mas tentando tratar Covid e a pneumonia, os diferentes protocolos usados, incluindo muitos dos protocolos de que falamos aqui no Daystar, e usamos esses, e eu os usei e passei por Covid.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA afirmam que as vacinas da Covid-19 “são seguras e eficazes” e que quaisquer eventos adversos após a vacinação “são raros, mas podem ocorrer”. Pessoas que não foram vacinadas contra Covid-19 tinham 11 vezes mais chances de morrer da doença e 10 vezes mais chances de serem hospitalizadas com a doença, de acordo com um estudo publicado pelo CDC.

 

Dólar cai após cinco altas seguidas e fecha abaixo de R$ 5,60

Num dia de ajustes de fluxos cambiais, o dólar contrariou as principais moedas dos países emergentes e iniciou a semana com a primeira queda após cinco altas seguidas. A bolsa de valores recuou quase 1%, influenciada pelo mercado externo.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (22) vendido a R$ 5,594, com leve recuo de 0,27%. A divisa oscilou ao longo do dia, chegando a R$ 5,61 no início da manhã e perto do fim das negociações. No entanto, a cotação caiu na maior parte do tempo, atingindo R$ 5,56 na mínima do dia, por volta das 11h.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 0,92% em novembro. Em 2021, a alta chega a 7,8%. O real teve, nesta segunda, o melhor desempenho entre os países emergentes. O dólar subiu perante o peso mexicano, o rand sul-africano, o rublo russo e a lira turca.

O otimismo no mercado de câmbio não se estendeu à bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 102.122 pontos, com queda de 0,89%. Nas seis últimas sessões, o indicador só subiu na última sexta-feira (19). O índice começou o dia em alta, chegando aos 104,6 mil pontos no início da tarde, mas perdeu força perto do fim das negociações.

As ações de empresas mineradoras e de siderúrgicas subiram, influenciadas pela valorização do minério de ferro no mercado externo. No entanto, os papéis de empresas de tecnologia, inclusive fintechs (startups do setor financeiro), caíram por causa da queda no Nasdaq, principal índice de ações empresas tecnológicas nos Estados Unidos.

Em relação ao dólar, o mercado de câmbio foi influenciado pelo movimento de alguns bancos brasileiros. No mercado externo, a moeda norte-americana subiu perante o euro e a maioria das divisas, após a confirmação de que o presidente Joe Biden pretende reconduzir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) para mais um mandato.

A manutenção de Powell no comando do Fed indica que a instituição continuará com o ritmo de retirada dos estímulos monetários concedidos durante a pandemia de covid-19. A alta de casos da doença em países europeus, que voltaram a anunciar medidas de restrição social, também pressionou o dólar em relação às principais moedas estrangeiras.