Mastercard e Ambev anunciam que não vão promover suas marcas na Copa América no Brasil

O torneio de futebol entre seleções sul-americanas acontecerá entre os meses de junho e julho, e foi anteriormente negado pela Argentina e pela Colômbia.

A gigante de pagamentos Mastercard e a empresa brasileira de bebidas Ambev informaram nesta quarta-feira (9) que decidiram retirar suas marcas da Copa América deste ano. A decisão significa que as empresas não colocaram suas marcas dentro de estádios ou em materiais promocionais no Brasil.

“Após uma análise cuidadosa, decidimos não ativar nosso patrocínio à Copa América no Brasil”, disse a gigante dos cartões de crédito em comunicado, reproduzido pela agência AFP.

Um porta-voz da Mastercard disse que esta foi a primeira vez que a empresa tomou tal decisão desde que começou a patrocinar o campeonato sul-americano de futebol em 1992. No entanto, respeitará o seu contrato como patrocinadora do torneio, cujo valor não foi divulgado.

A decisão da Mastercard e da Ambev ocorre no momento em que a transferência do evento para o Brasil vem recebendo críticas, com o país enfrentando um possível terceiro surto da COVID-19.

Torneio contestado

Na semana passada, os organizadores da Copa América, que começa no domingo (13), mudaram inesperadamente o torneio para o Brasil depois que a coanfitriã Colômbia desistiu devido a distúrbios civis e a Argentina devido a um aumento nos casos de COVID-19.

O presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a gravidade do novo coronavírus e é contra medidas de confinamento, apoiou a realização do torneio no Brasil.

Especialistas em saúde pública, juízes do Supremo Tribunal e jogadores da Seleção Brasileira, todavia, questionaram a conveniência de organizar o torneio em meio a uma pandemia. Senadores que participam da CPI da Covid declararam que o campeonato da Copa América no Brasil seria “o campeonato da morte”.

Mais de 475.000 brasileiros morreram em decorrência da COVID-19 e especialistas alertam que uma terceira onda se aproxima junto com o inverno no hemisfério sul.

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Pastor antivacina morre após ser hospitalizado por Covid-19

O pastor americano Marcus Lamb, conhecido por suas pregações contra as vacinas da Covid19, morreu depois de ser hospitalizado com Covid-19, anunciou sua família ontem, segundo informações da CNN. Marcus costumava se manifestar contra as vacinas em seu programa televiso. Em um episódio no início deste ano com os ativistas antivacinas Robert F. Kennedy Jr. e Del Bigtree, Lamb disse que a vacina Covid-19 “não era realmente uma vacina”, mas uma “injeção experimental” que era “perigosa. Marcus Lamb alegou que pessoas estavam morrendo ou tendo distúrbios neurológicos por causa da vacina.

Sua esposa, Joni Lamb, anunciou a morte. Segundo ela, seu marido tinha diabetes, mas era saudável e foi hospitalizado após ser diagnosticado com Covid-19. “Ele nunca falava sobre isso, mas tinha diabetes, mas controlava. Ele era muito saudável, comia saudável, mantinha o peso baixo e sempre mantinha o açúcar em bom nível. Mas tentando tratar Covid e a pneumonia, os diferentes protocolos usados, incluindo muitos dos protocolos de que falamos aqui no Daystar, e usamos esses, e eu os usei e passei por Covid.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA afirmam que as vacinas da Covid-19 “são seguras e eficazes” e que quaisquer eventos adversos após a vacinação “são raros, mas podem ocorrer”. Pessoas que não foram vacinadas contra Covid-19 tinham 11 vezes mais chances de morrer da doença e 10 vezes mais chances de serem hospitalizadas com a doença, de acordo com um estudo publicado pelo CDC.

 

Pesquisa mostra brasileiros mais preocupados com pobreza e pandemia

Pobreza extrema no mundo, poluição da água e pandemia de covid-19 foram os principais problemas globais apontados pelos brasileiros em pesquisa feita em 31 países. Segundo o levantamento, realizado nos meses de junho e julho de 2021, escassez de água potável, esgotamento de recursos naturais e falta de acesso a cuidados de saúde também são temas que preocupam a maioria dos brasileiros.

Os resultados da Pesquisa Saudável e Sustentável 2021: Um Estudo Global de Percepções do Consumidor – que ouviu 31 mil pessoas adultas no mundo, mil delas do Brasil – mostram que os brasileiros, de modo geral, percebem maior seriedade nos problemas globais, com 15 a 30 pontos percentuais acima da média mundial.

Pobreza extrema no mundo foi considerado um problema “muito sério” por 87% dos brasileiros; poluição da água (85%); pandemia de covid-19 (84%); escassez de água potável (82%);  esgotamento dos recursos naturais (81%); e falta de acesso a cuidados de saúde (79%). Na média dos 31 países, os resultados foram consideravelmente mais baixos: 60%, 63%, 66%, 55%, 63%, e  52%, respectivamente.

“Essa tendência [de os brasileiros perceberem mais gravidade nos problemas] é semelhante às pesquisas dos anos anteriores e fruto, possivelmente, de uma vivência mais direta de alguns dos problemas, como pobreza, poluição das águas e desmatamento”, destaca o texto do estudo.

A Pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2021 foi desenvolvida pelo Instituto Akatu e a GlobeScan, e teve o patrocínio das empresas Ambev, Globo, Mcdonald’s, Mercado Livre, Natura, Nespresso, Nestlé, Tetra Pak, Unilever e Vedacit. O estudo completo pode ser lido aqui.