Itaipu, Fundação de Saúde e Unioeste de Foz, firmam convênio para contratação de 100 bolsistas

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu.

A Itaipu Binacional, a Fundação Municipal de Saúde e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Foz do Iguaçu, firmaram nesta terça-feira (11) um convênio para a contratação de 100 bolsistas da área da saúde, dentro da parceria “Ações de intervenção para o enfrentamento da Covid-19”. São 30 vagas para profissionais recém-formados em Enfermagem e 70 vagas para acadêmicos de instituições públicas e privadas dos cursos de Enfermagem e Medicina. 
Os bolsistas já começaram a atuar no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, de Foz do Iguaçu, em atividades no Plantão Covid-19, para atendimento remoto de casos suspeitos, na triagem de pacientes e no apoio às unidades de terapia intensiva (UTI Covid) e ambulatório. A seleção dos bolsistas foi feita pela Unioeste, no mês de março, na assinatura do plano de trabalho do projeto. 
O investimento será de R$ 2,050 milhões, recursos da margem brasileira de Itaipu. O valor inclui compra de material pedagógico e insumos para as atividades e a contratação de profissionais para o programa Melhor em Casa Covid-19, de assistência domiciliar. A vigência do convênio é de um ano.
“Faremos uma ação abrangente, que atuará na linha de frente do combate à covid, com estagiários, recém-formados, suporte de profissionais, mestres e doutores, em uma ação extremamente necessária no combate à pandemia”, afirmou o diretor-geral do campus da Unioeste em Foz do Iguaçu, Fernando José Martins, destacando o papel das universidades no enfrentamento da crise sanitária. “Além disso, o projeto é uma ação educativa integral, que proporcionará aos participantes uma sólida formação na qual teoria e prática interagem efetivamente.”
O diretor-presidente do hospital municipal, Sergio Fabriz, destacou a gravidade da pandemia e a importância das parcerias para a superação da crise. “Em meio ao cenário vivido em função da pandemia de covid-19, a Itaipu Binacional, sensível ao momento crítico vivenciado, consolidou parceria com o projeto da Unioeste e Fundação Municipal de Saúde, tornando seu apoio de fundamental importância no enfrentamento à covid-19, no atendimento das demandas da comunidade, como também na qualificação desses profissionais”, reforçou. 
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira, disse que o convênio tem aderência à missão e às Políticas e Diretrizes Fundamentais da empresa, que preveem ações de promoção do respeito ao ser humano e de desenvolvimento sustentável regional. O investimento soma-se a outros cerca de R$ 85 milhões destinados pela binacional, desde o início da pandemia, em ações de enfrentamento à covid-19 na região, que compreende a 9ª Regional de Saúde do Paraná. O rol de ações inclui celebração de convênios, compra de equipamentos hospitalares, testes em massa, apoio ao turismo e medidas de auxílio eventual a públicos vulneráveis. “O momento exige a união de esforços e as parcerias vão nos ajudar a sair da crise mais rapidamente”, disse.
O prefeito Chico Brasileiro agradeceu ao empenho da Itaipu, que vem realizando vários investimentos em Foz do Iguaçu, entre eles o enfrentamento da pandemia. “A saúde é hoje uma questão estratégica e a Itaipu respondeu rapidamente, desde o início da crise, com investimentos no Hospital Costa Cavalcanti, com apoio às universidades, entre outras medidas que vêm nos ajudando a vencer a pandemia. Agora, este investimento em capacitação profissional, certamente, vai ajudar a salvar ainda mais vidas”, afirmou o prefeito. 
Como vai ser
Para o Plantão Covid-19 foram destinadas 70 bolsas para alunos de Enfermagem e Medicina, no valor de R$ 900 mensais. O serviço é feito por meio de contato telefônico, a partir da Central de Plantão Covid, e tem o objetivo de orientar a população, reduzir as filas nos hospitais e a exposição desnecessária de usuários e profissionais de saúde ao novo coronavírus.  
Para a UTI Covid, foram contratados 30 egressos do curso de Enfermagem com até dois anos de formação, que receberão bolsa de R$ 2.350 mensais. Também foram previstas bolsas para coordenação, orientação técnica e auxílio nas atividades administrativas.


Histórico
Grande parte dos R$ 85 milhões investidos pela Itaipu foi destinada à implantação de uma ala de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC). Só com a Fundação Itaiguapy foram assinados dois convênios, cada um com valor aproximado de R$ 26 milhões. Um deles foi para a reformulação da infraestrutura do HMCC para atender pacientes com a doença, compra de equipamentos, de testes de PCR e de insumos do hospital, que atende pacientes de covid-19 com algumas comorbidades pelo SUS, sem custo para o Estado. 

Outro convênio foi feito para atender a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), com repasse tanto para a 9ª Regional, quanto para 10ª Regional. 

A Itaipu assinou ainda um convênio com a Fundação Municipal de Saúde, que administra o Hospital Padre Germano Hauck, de Foz do Iguaçu, no valor de aproximadamente R$ 26 milhões. Outro convênio foi assinado com Fundação Araucária, do governo do Paraná, para a contratação de 870 estagiários na área de saúde. Esses bolsistas foram contratados para atuar no Paraná inteiro. O valor investido foi de R$ 4 milhões. Já em auxílio eventual, com benefício direto a diversas entidades em relação à covid-19, foram investidos cerca R$ 5 milhões. 

Assessoria

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Professores da Unioeste e Unila confrontam “bancada do vírus” na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu

“As vacinas são uma conquista da humanidade”, diz trecho do abaixo assinado dos professores enviado ao legislativo municipal

Os professores da Unioeste e da Unila encaminharam nesta quinta-feira, 27, abaixo assinado ao presidente da Câmara de Vereadores, Ney Patrício (PSD), em que manifestam preocupação sobre projetos de lei que tentam impedir a aplicação de ferramentas de saúde, notadamente o passaporte vacinal – medida que evita a proliferação da variante ômicron na terceira onda da covid.

“As vacinas são uma conquista da humanidade. Através da vacinação em massa que o Brasil conseguiu reduzir drasticamente a mortalidade infantil, extinguiu a varíola humana e tem conseguido prolongar as vidas de milhões de idosos, com a vacina contra a gripe por exemplo. Ademais, é exatamente por causa da vacinação que o Brasil hoje, mesmo com o avanço da variante Ômicron, possui a maioria dos casos de Covid-19 sendo leves e assintomáticos”, diz o manifesto assinado por 183 professores, pesquisadores, mestres, doutores e cientistas de duas universidades.

Para os professores, é importante também trazer de forma clara alguns conceitos de epidemiologia e infectologia. “Nenhuma vacina no mundo contra qualquer doença existente, tem a capacidade de bloquear a infecção individual de imediato. As vacinas têm a função de fazer com que o organismo vacinado, após ser infectado, possa gerar uma resposta eficaz.

Resposta imunológica – A pessoa vacinada, diz o manifesto, apresenta uma carga viral mais baixa, reduzindo a transmissão viral, a gravidade da doença, a chance e tempo de de hospitalização e também a morte. “A estratégia de vacinação nunca deve ser baseada nos indivíduos e sim na busca da imunidade coletiva. A vacinação em massa promove resposta imunológica na maior quantidade de pessoas possíveis num mesmo período, e desta forma, fazer com que um determinado microrganismo não consiga obter êxito em gerar a doença numa população e por consequência diminuindo a pressão no sistema de saúde, com menor ocupação de leitos”.
As vacinas, reafirmam os professores, são reconhecidas nacional e internacionalmente como a intervenção de saúde pública mais eficaz e com melhor custo-benefício. “De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu, no mês de janeiro de 2022 (até o dia24), 90% dos óbitos por Covid-19 e 75 % dos casos hospitalizados por essa doença  foram de pessoas não imunizadas”.

“Em resumo, a vacinação é um processo individual que tem um objetivo coletivo. Poucas pessoas fora do ambiente acadêmico conseguem entender, mas o que estamos vivendo é uma guerra pela sobrevivência da nossa espécie contra um inimigo invisível, o vírus Sars-Cov-2 que causa a doença Covid-19”, completam.
Bancada do vírus – Os professores pedem ainda união em torno da maior arma contra a pandemia, que é a vacinação em massa de toda a população. “Estamos enfraquecendo as nossas defesas coletivas e facilitando o trabalho do vírus”. “Por isso ferramentas de conscientização a exemplo do passaporte vacinal são muito importantes para vencermos a guerra contra a Covid-19”.

Por fim, os professores manifestam apoio ao decreto municipal 4.329, de 21 de janeiro de 2022 que estabelece a obrigatoriedade da apresentação do certificado de vacinação atualizado contra a covid. “Somos contra qualquer iniciativa desta casa que vá contra os passaportes vacinais, que gerem dúvida sobre as vacinas na população e que prejudique as nossas defesas coletivas contra a pandemia”.

“Contamos com a sua colaboração para evitar que se forme na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu um conjunto legislativo que possa ser confundindo com uma “bancada do vírus”, que ao invés de nos ajudar no enfrentamento a pandemia de Covid-19, esteja ajudando o vírus”, completa.

Leia o abaixo assinado na íntegra

Nós abaixo assinado, professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e da Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA), vimos por meio desta comunicação pública manifestar nossa preocupação com a apresentação de projetos de leis a esta Câmara de Vereadores, com o objetivo de impedir a aplicação de ferramentas de saúde pública a exemplo do passaporte vacinal.

As vacinas são uma conquista da humanidade, foi através da vacinação em massa que o Brasil conseguiu, através de décadas de vacinação, reduzir drasticamente a mortalidade infantil, conseguiu extinguir a varíola humana e tem conseguido prolongar as vidas de milhões de idosos, com a vacina contra a gripe por exemplo. Ademais, é exatamente por causa da vacinação que o Brasil hoje, mesmo com o avanço da variante Ômicron, possui a maioria dos casos de Covid-19 sendo leves e assintomáticos.

É importante também trazer de forma clara alguns conceitos de epidemiologia e infectologia. Nenhuma vacina no mundo contra qualquer doença existente, tem a capacidade de bloquear a infecção individual de imediato. As vacinas têm a função de fazer com que o organismo vacinado, após ser infectado, possa gerar uma resposta eficaz. O indivíduo vacinado apresenta uma carga viral mais baixa, reduzindo a transmissão viral, reduzindo a gravidade da doença e a chance de hospitalização, reduz o tempo de hospitalização e também a morte. A estratégia de vacinação nunca deve ser baseada nos indivíduos e sim na busca da imunidade coletiva. A vacinação em massa promove resposta imunológica na maior quantidade de pessoas possíveis num mesmo período, e desta forma, fazer com que um determinado microrganismo não consiga obter êxito em gerar a doença numa população e por consequência diminuindo a pressão no sistema de saúde, com menor ocupação de leitos. As vacinas são reconhecidas nacional e internacionalmente como a intervenção de saúde pública mais eficaz e com melhor custo-benefício. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica do município de Foz do Iguaçu, no mês de janeiro de 2022 (até o dia 24), 90% dos óbitos por Covid-19 e 75 % dos casos hospitalizados por essa doença foram de pessoas não imunizadas.

Em resumo, a vacinação é um processo individual que tem um objetivo coletivo. Poucas pessoas fora do ambiente acadêmico conseguem entender, mas o que estamos vivendo é uma guerra pela sobrevivência da nossa espécie contra um inimigo invisível, o vírus Sars-Cov-2 que causa a doença Covid-19. Neste sentido, se não nos unirmos em torno da nossa maior arma contra a pandemia de Covid-19, que é a vacinação em massa de toda a população, estamos enfraquecendo as nossas defesas coletivas e facilitando o trabalho do vírus. Por isso ferramentas de conscientização a exemplo do passaporte vacinal são muito importantes para vencermos a guerra contra a Covid-19.

Senhor Presidente, por fim gostaríamos de deixar claro o nosso apoio ao decreto Nº4.329, de 21 de janeiro de 2022 da PMFI, que estabelece a obrigatoriedade da apresentação do certificado de vacinação atualizado contra a Covid-19. E baseado no acima exposto, somos contra qualquer iniciativa desta casa que vá contra os passaportes vacinais, que gerem dúvida sobre as vacinas na população e que prejudique as nossas defesas coletivas contra a pandemia de Covid-19. Contamos com a sua colaboração para evitar que se forme na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu um conjunto legislativo que possa ser confundindo com uma “bancada do vírus”, que ao invés de nos ajudar no enfrentamento a pandemia de Covid-19, esteja ajudando o vírus.

Certo de sua ajuda e compreensão despedimo-nos. Colocamo-nos também à disposição para maiores esclarecimentos que se façam necessários.

Prefeito de Foz está com covid

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro (PSD), já pode pedir música no Fantástico. Pela terceira vez, agora nesta quinta-feira, 27, Brasileiro testou positivo para Covid. O prefeito começou a sentir os sintomas na tarde desta quarta-feira, 26, e cancelou sua agenda em Curitiba – fez as reuniões por videoconferência. Chico Brasileiro está com sintomas leves, isolado, trabalhando em casa.

Sua mulher, Rosa Jeronymo, secretária municipal de Saúde, também testou positivo para a doença. A secretária está bem, apenas com sintomas leves. Ela segue trabalhando de casa, com reuniões on-line, acompanhando a situação da rede municipal de saúde.