Indicador do Ipea mostra que investimentos ficaram estáveis em junho

Os investimentos ficaram praticamente estáveis em junho em comparação com o mês anterior. O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado hoje (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), registrou queda de 0,1% em junho frente a maio deste ano, na série com ajuste sazonal.

O indicador é composto por máquinas e equipamentos, construção civil, outros ativos fixos e a sua evolução representa aumento da capacidade produtiva da economia e a reposição da depreciação do estoque de capital fixo.

Segundo a análise do Ipea, os resultados continuam influenciados, em parte, pelos efeitos das operações envolvendo importações de plataformas de petróleo associadas ao regime aduaneiro Repetro, que elevaram a base de comparação nos primeiros três meses do ano. O Repetro é um regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens que se destinam às atividades de pesquisa.

No resultado acumulado em doze meses encerrado em junho, os investimentos apresentaram expansão de 12% contra 7,2% registrado em maio.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos apresentou queda de 9,9% em junho, encerrando o segundo trimestre com uma queda de 27%. Enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 10,2% em junho, a importação caiu 7% no mesmo período.

“Com isso, as importações caíram 65,9% no segundo trimestre, afetadas pela alta base de comparação no primeiro trimestre do ano, quando ainda foi contabilizado um número significativo de importações de plataformas de petróleo provenientes dos ajustes associados ao regime aduaneiro Repetro”, informou o instituto.

A produção nacional encerrou o segundo trimestre com alta de 3,4%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou aumento de 19,4%.

Já o indicador de investimentos em construção civil avançou 5,3% em junho. Com esse resultado, que representou a quarta alta consecutiva na margem, o segmento registrou crescimento de 11,2% no segundo trimestre.

Segundo o Ipea, na comparação interanual, o bom desempenho foi generalizado. O destaque ficou por conta do componente máquinas e equipamentos, que avançou para um patamar 34,2% superior a junho de 2020. Enquanto o componente outros ativos fixos registrou aumento de 17,6%, a construção civil, por sua vez, teve alta de 28,1%. Na comparação trimestral, os resultados foram positivos.

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Prefeito anuncia antecipação de salário aos servidores para o dia 23 de dezembro

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (20) a antecipação do salário de dezembro aos 6.287 servidores públicos para a próxima quinta-feira (23). O adiantamento foi possível devido às contas em dia e a gestão eficiente das despesas da administração municipal.

Além dos vencimentos (R$18.651.186,31), o município pagará 1/3 de férias (R$4.427.318,45) para 3.837 funcionários e a primeira parcela retroativa das progressões implantadas antes da Lei Complementar 173/2020, equivalente a R$1.387.118,32 milhões.

Ao todo, o Município injetará aproximadamente R$ 24,5 milhões nas contas dos funcionários públicos municipais. “Mesmo diante da crise pela qual passamos com a pandemia da Covid-19, conseguimos ter uma gestão capaz de manter o controle sobre as despesas, garantindo o cumprimento com a legislação e tendo as contas aprovadas pelos Tribunais de Contas do Estado e da União. Isso nos permite ter tranquilidade para antecipar salários e demais benefícios aos servidores”, expressou Brasileiro.

A notícia chega em boa hora para os trabalhadores, tendo em vista que eles ingressarão em período de recesso de feriado de Natal e Ano Novo. O volume de recursos contribui para aquecer a economia local neste período de festividade. “Os servidores representam importante parcela da força locomotora da economia iguaçuense, refletindo no desenvolvimento do município”, complementou o secretário de Administração, Nilton Bobato.

Progressões

O Município começa a pagar o retroativo da primeira de seis parcelas das progressões implantadas até maio de 2020, período em que entrou em vigor a Lei Complementar Federal N°173/2020, que proibiu a estados e municípios efetuarem pagamento de reposições ou quaisquer benefícios aos servidores públicos.

Cerca 1,3 mil servidores serão contemplados com a medida. O montante da primeira parcela é de R$ R$1.387.118,32 milhões de reais, totalizando R$8.322.709,92 milhões ao final da sexta parcela.

Com o fim da vigência da LC 173/2020, o Município também fará o pagamento da reposição salarial na competência de janeiro. A tratativa já havia sido acordada entre a prefeitura e as entidades sindicais ao longo dos últimos meses.

“Informando que conforme os compromissos assumidos por esta gestão com os servidores municipais, já foi encaminhado à Câmara Municipal mensagem com projeto de lei implantando a reposição salarial em parcela única de 8,35% na competência janeiro de 2022, para todos os servidores municipais de Foz do Iguaçu”, explicou Bobato.

Além disso, também será possível implantar as referências previstas nas leis 4.844 e 4.845/2020, na competência janeiro de 2022, além de pagar os avanços a todos os agentes de apoio, cuja implantação não depende de avaliação de critérios.

Fundo

“Ainda não conseguimos o Fundo dos Municípios Lindeiros, que depende de lei específica para isso”, pontua Angeli. A expectativa das lideranças da região é ter um fundo, formado por um percentual da receita do parque, para investimentos nas cidades vizinhas.