Ibope confirma Richa favorito em 2014

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A pesquisa Ibope divulgada na semana confirma o favoritismo do governador Beto Richa para a reeleição em 2014. Quando perguntados sobre as eleições, 76% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Richa nas eleições de outubro de 2014. Um dado novo: 62% afirmaram que gostariam que o prefeito da sua cidade apoiasse Beto Richa.

O Ibope confirma levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, de dezembro último, que mostrou ampla vantagem de Beto Richa na corrida eleitoral. O Ibope mostra Richa com 73% de aprovação da população paranaense e com nota 8, numa escala de 0 a 10. Em dezembro, pelo Paraná Pesquisas, Beto tinha 69,5% de aprovação.

Beto Richa preferiu não comentar as questões eleitorais da pesquisa e disse que o que importa é a avaliação da sua administração. “Estamos trabalhando muito, conquistando avanços para os paranaenses em todas as áreas. A pesquisa mostra que o governo está no caminho certo, essa é a avaliação mais importante”, afirmou.

O Ibope ouviu 2.002 entrevistados em 12 regiões do Estado, de 16 a 22 de fevereiro, considerando as variantes de sexo, idade, grau de instrução e renda familiar. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Nas questões relativas às eleições de 2014, apenas 19% disseram que não votariam em Richa e 5% não responderam. Quanto ao apoio de seus prefeitos, 23% dos paranaenses disseram que gostariam que o prefeito apoiasse outro candidato e 15% não responderam.

Força no interior – A avaliação e a projeção de Richa para 2014 são bem recebidas pelos prefeitos das 18 associações de municípios. “O governador vem sempre ao interior, conversa com os prefeitos, dispõe de programas, recursos e projetos nas mais diversas áreas e as prefeituras precisam desse apoio fundamental do Estado”, disse o prefeito de Tomazina, Guilherme Saliba Costa, presidente da Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro).

“Hoje podemos dizer que o Norte Pioneiro está recebendo a atenção que merece. Durante anos a população sofreu com um governo que não dialogava e não atendia às necessidades, principalmente dos pequenos municípios”, completou o prefeito. O Norte Pioneiro deu 77% de aprovação e nota 8,4 para Richa – avaliações superiores as médias estaduais.

O Norte Pioneiro é o exemplo da força de Richa no interior. Em 10 regiões das 12 pesquisadas, sua avaliação é superior a média estadual. No Noroeste, governador tem aprovação de 91%, Centro Ocidental (89%), Sudoeste (88%), Oeste (86%), Norte Pioneiro (77%) e Centro Sul (77%). As notas dadas ao governador também são superiores no Centro Ocidental (8,9), Noroeste (8,7), Sudoeste (8,6), Sudeste (8,4), Centro Oriental (8,4), Norte Pioneiro (8,4), Oeste (8,4) e Centro Sul (8,3).

Saúde – A pesquisa Ibope também levantou quais os maiores problemas na opinião dos paranaenses. A área de saúde foi a mais mencionada, com 33%. Segurança ficou em segundo lugar, com 21%, e educação em terceiro, com 10%. Os paranaenses nomearam ainda como maiores problemas o desemprego (9%), as estradas (7%) e o pedágio (6%).

Hélio Gastaldi, diretor do Ibope, avalia que saúde, segurança e educação são problemas conjunturais no Brasil, áreas sempre mal avaliadas nas pesquisas, municipais, estaduais ou federais. “Em todas as pesquisas, essas áreas são questionadas pela população porque são vitais, com grandes carências em nosso País, por mais que os governos façam boas ações, a população sempre vai exigir mais”, afirmou.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.