Gleisi e Aécio iniciam vida nova com vaias, expectativas e prêmio de consolação

 

Vaias marcaram o início dos novos mandatos de Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG), que a partir desta sexta-feira (1º) são deputados federais. Os apupos surgiram quando os nomes de ambos foram anunciados e vieram tanto de espectadores nas galerias quanto de alguns dos futuros colegas de parlamento. Gleisi estreia na Câmara, enquanto Aécio volta à casa em que esteve por mais de 15 anos, e que presidiu em 2001 e 2002. As informações são de Olavo Soares na Gazeta do Povo.

A vaga na Câmara surgiu como um prêmio de consolação para os dois, que perderam prestígio político nos últimos anos. Aécio vive um verdadeiro inferno astral desde maio de 2017, quando foi tornado público um diálogo controverso com o empresário Joesley Batista. De lá para cá, ele passou de presidente do PSDB e possível candidato presidencial a figura controversa dentro de seu próprio partido – não são poucos os tucanos que falam abertamente sobre sua expulsão.

Já Gleisi foi contestada por algumas decisões que tomou na presidência nacional do PT – a mais recente, a presença na posse do ditador venezuelano Nicolás Maduro – e o panorama político em seu estado a fez desistir de uma natural candidatura à reeleição.

A opção por tentar uma vaga na Câmara, objetivo de alcance mais fácil, foi explicada publicamente como uma tentativa de composição de forças. Gleisi sairia como uma espécie de “puxadora de votos”, para ampliar o número de deputados federais do PT do Paraná. Ela venceu e acabou como a terceira mais votada no estado, mas o desempenho não impulsionou outros nomes do partido. Foram três deputados federais eleitos em 2018, contra quatro em 2014.

Diferenças
Embora Gleisi e Aécio carreguem semelhanças no fato de que ambos passaram de estrelas do Senado a apenas “mais um” no grande contingente de deputados federais da Câmara, a trajetória dos dois é completamente diferente em um aspecto: o respeito que têm pelos seus pares.

As críticas que Gleisi eventualmente recebe de petistas e de outros integrantes da esquerda não se comparam, nem de longe, com a imagem que Aécio tem hoje em dia dentro do PSDB.

A reportagem da Gazeta do Povo não conseguiu encontrar membros do PSDB que aceitassem falar “em on” – ou seja, se identificando publicamente – sobre a chegada de Aécio Neves à Câmara dos Deputados. Durante a cerimônia de posse desta sexta, os tucanos se esquivavam quando abordados e questionados sobre o tema. Os breves comentários iam na linha do “é um assunto delicado” e “seria melhor para o partido se ele saísse do PSDB”.

Já Gleisi, embora contestada por algumas declarações, tem sua chegada à Câmara celebrada por integrantes do partido. Petistas destacam que a presença dela como deputada pode fortalecer a interlocução entre a bancada e a direção nacional da legenda.

“Ela tem se mostrado, ao longo de sua carreira política, uma pessoa muito aguerrida. Isso será fundamental para as lutas que vamos travar aqui no parlamento. Ela tem também uma experiência acumulada por diversos cargos, como o de ministra da Casa Civil”, disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Expectativas
Em conversa com a Gazeta do Povo, a agora deputada Gleisi afirmou que entre suas prioridades para o mandato está a atuação em duas das comissões mais importantes da Câmara: a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a de Finanças e Tributação (CFT). A petista falou também que não acredita na possibilidade de “conflitos de agenda” pelo fato de continuar no comando nacional do partido.

“A Câmara é um ambiente com muito mais gente, bem mais agitado do que o Senado. No Senado temos a representação dos estados, e aí acaba se tornando um espaço mais de mediação. Aqui temos a disputa política, de ideias”, declarou.

Aécio ainda não falou publicamente sobre seus planos na Câmara dos Deputados. No ano passado, ainda antes das eleições, ele chegou a levantar a possibilidade de se candidatar à presidência da Casa, aspiração que acabou abortada pelas circunstâncias.

O PSDB renovará sua direção nos próximos meses. Fortalecido pela vitória em São Paulo, o governador João Doria deve ser o novo manda-chuva do partido. O ex-deputado federal Bruno Araújo (PE) tende a ser alçado ao comando da legenda, ungido por Doria. É possível que a expulsão de Aécio volte à pauta do partido, um dos principais derrotados das eleições de 2018.

Votações
Aécio Neves foi eleito deputado federal em 2018 com 106.702 votos. Foi o segundo mais votado em seu partido e o 19o no geral em Minas Gerais. Em 1998, na última vez até então em que se candidatou a deputado federal, havia conquistado 185.050 votos, o terceiro colocado no estado. Quando foi candidato a presidente da República, em 2014, recebeu 51.041.155 votos.

Já Gleisi Hoffmann – que na urna adotou o nome de “Gleisi Lula”, em homenagem ao ex-presidente – recebeu 212.513 votos em 2018. Quando foi eleita senadora, em 2010, teve 3.196.468 votos.

link matéria
https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/gleisi-e-aecio-iniciam-vida-nova-com-vaias-expectativas-e-premio-de-consolacao-6uhc1y3wvsj3b4ouy9mikdx6e/

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Batoré, ator e humorista, morre em São Paulo

Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, estava com câncer. Ele fez o papel do delegado Queiroz na novela ‘Velho Chico’, da Rede Globo.

O ator e humorista Ivanildo Gomes Nogueira, de 61 anos, conhecido como Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), em São Paulo. Ele estava com câncer.

Batoré morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. “As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido”, diz nota da Prefeitura.

Ivanildo nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas.

Continue lendo em G1 Globo

Foto: reprodução

Eleições 2022: confira as regras para propaganda eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em dezembro, todas as normas que valerão para as eleições gerais de 2022, incluindo aquelas referentes à propaganda eleitoral. As informações são da Agência Brasil.

Entre as principais novidades está o endurecimento das regras relativas à produção e compartilhamento de informações sabidamente inverídicas sobre candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral.

Tais condutas já eram vedadas e coibidas pela Justiça Eleitoral, mas a nova resolução prevê a responsabilização penal mais severa de quem espalhar desinformação.

Quem divulgar, na propaganda eleitoral ou durante a campanha, fake news sobre candidatos e partidos, por exemplo, fica agora sujeito à pena de detenção de dois meses a um ano, além de multa.

A mesma pena se aplica a quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo inverídico acerca de partido ou candidato. A punição é acrescida de um terço se a conduta for praticada por meio de rádio, televisão ou redes sociais.

Pena ainda maior – de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil – está prevista para quem contratar terceiros com a finalidade de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação.

A resolução ainda deixa explícito ser proibida a divulgação e compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.

“Isso quer dizer que eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”, alertou o TSE.

Assim como em eleições anteriores, segue também vedado o disparo em massa de comunicações via aplicativos de mensagens instantâneas, embora seja possível contratar o impulsionamento de conteúdo na internet, desde que o serviço seja contratado junto a empresas previamente cadastradas no TSE.

Showmício

Segue vedada ainda a realização, seja de forma presencial ou via transmissão pela internet, dos chamados showmícios – eventos culturais com o objetivo claro de promover candidato ou partido. Contudo, fica permitida a realização de shows e eventos com objetivo específico de arrecadar recursos de campanha, desde que não haja pedido de votos.

Essas e outras regras específicas sobre propaganda eleitoral já foram publicadas  no Diário da Justiça Eletrônico e podem ser acessadas aqui.