Escassez de café

A escassez global de café arábica, com previsão de ser a maior em pelo menos duas décadas, pode persistir além da próxima temporada devido ao impacto do clima seco nas safras do Brasil, segundo uma das maiores tradings da commodity. Com os sinais de que a demanda começa a se recuperar com a reabertura das economias após as restrições da pandemia, pode levar anos para que a oferta acompanhe a demanda diante da menor produção do Brasil, disse a Olam International, com sede em Cingapura. O país é o maior produtor de grãos arábica. Esse cenário é acompanhado pelo aumento dos preços do café, e grandes tradings, como a suíça Volcafe e a Neumann Kaffee Gruppe, de Hamburgo, projetam um grande déficit. Os futuros do arábica acumulam alta acima de 30% nos últimos 12 meses, e o prêmio do grão robusta, mais barato e usado para café instantâneo, é o mais alto desde 2015.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Café paranaense

A estiagem prolongada nos últimos meses, agravada pelas altas temperaturas e chuvas escassas, vem preocupando os cafeicultores nos quase 7 mil hectares de café atendidos pela Capal Cooperativa Agroindustrial. A safra de café 2020/2021 evoluía satisfatoriamente por conta dos bons índices pluviométricos alcançados desde o ano passado, mas a tendência foi interrompida entre os meses de fevereiro e março, quando foi registrada a última chuva significativa da região. De acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o mês de abril apresentou o maior índice de seca dos últimos 23 anos (desde 1998) em diversas cidades do Paraná.

Produção de milho

A estiagem que marcou o mês de abril em grande parte do Centro-Sul do Brasil se agravou na primeira semana de maio, de acordo com levantamento da AgRural. Esse fato, aliado às previsões de continuidade do tempo seco, levou a consultoria a fazer um novo corte em sua estimativa de produção na safrinha 2021 de milho, que foi revisada na semana passada para clientes. Projetada em 73 milhões de toneladas em boletim divulgado em 19 de abril -quando foi feito um corte de 2,4 milhões de toneladas em relação a março-, a produção do Centro-Sul é estimada agora em 65,1 milhões de toneladas. O número baseia-se em área de 12,9 milhões de hectares, volume 6% superior à do ano passado e inalterada na comparação com abril e em produtividade média de 84,1 sacas por hectare – a menor desde 2018.