Embalado pela campanha “Vem pra Foz”, turismo da Itaipu segue tendência de crescimento em 2021

Complexo Turístico ficou aberto o ano todo e teve crescimento gradual na capacidade de atendimento e número de visitantes. Campanha divulga o turismo seguro em Foz do Iguaçu.

O turismo da Itaipu segue tendência de crescimento em 2021 com aumento gradual de visitantes ao longo do primeiro semestre do ano. Considerando as visitas institucionais e turísticas apenas da margem brasileira da usina, 30.025 pessoas passaram pelos atrativos no mês de julho. O crescimento acompanhou a evolução da capacidade de atendimento que foi de 30% entre janeiro e março, 50% de abril a julho, chegando aos atuais 70%, seguindo os decretos estadual e municipal.

Os números refletem o sucesso da campanha “Vem para Foz!”, capitaneada pela Comunicação Social de Itaipu em parceria com o trade turístico da cidade. Além de mostrar a variedade de opções turísticas do Destino Iguaçu, a iniciativa mostra que os atrativos são seguros para receber os turistas, devido à adoção de práticas sanitárias no combate à pandemia da covid-19, desde o ano passado.

A cobertura da imunização de Foz do Iguaçu, que já supera 90% da população vacinada com a primeira dose, também tem colaborado para frear a doença e atrair ainda mais visitantes.

“Estamos trabalhando para retomada da atividade turística por meio de campanhas, como o “Vem para Foz!”, e o investimento em capacitação dos serviços, com a oferta de treinamentos para os trabalhadores do ramo”, considerou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira. Segundo ele, quando tudo voltar à normalidade, o Destino Iguaçu saíra na frente dos outros destinos turísticos do País.

Ao longo do ano houve uma evolução gradual nas visitas aos atrativos de Itaipu. Desconsiderando os meses de janeiro e fevereiro, que são períodos de férias e de maior movimentação, o número de visitantes cresceu mês a mês, saindo dos 7.799 turistas em março até os mais de 30 mil, em julho. O carro-chefe foi a Visita Panorâmica, que atraiu 21.803 turistas no mês passado.

Por conta da pandemia, o Complexo Turístico Itaipu (CTI) está operando apenas com três atrativos – a Visita Panorâmica, o Ecomuseu e o Refúgio Biológico. Também são oferecidas as visitas institucionais panorâmica.

Outra mudança significativa aconteceu a partir de abril, com o encerramento do atendimento às terças-feiras, utilizado para manutenção e para garantir maior segurança sanitária aos turistas nos outros dias da semana. Até então, o CTI atendia sete dias por semana.

Turismo em alta

Com o mote “Natureza, emoção e muita energia. Várias viagens num só destino”, a campanha “Vem para Foz” tem o objetivo de mostrar que a região tem um grande pacote de atrativos, como as Cataratas do Iguaçu, a Itaipu, o Marco das Três Fronteiras, aliados a shows e diversão para toda as idades, boa hotelaria e estrutura de conforto que inclui compras e gastronomia diversificada.

Além da campanha, o cuidado dos atrativos em se adaptar rapidamente aos protocolos de segurança sanitária estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou a confiança dos turistas em visitar a cidade. Em 2020, os atrativos receberam o Certificado de Responsabilidade Sanitária e o Selo de Ambiente Protegido.

Essas duas medidas trouxeram resultados. No mês de julho, por exemplo, foram 50.253 embarques e desembarques na Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu, uma alta de 20,1% em relação ao mês anterior. Na média, houve um aumento de 15,6% nos últimos três meses.

A alta movimentação na cidade também refletiu no aumento de turistas às Cataratas do Iguaçu. No mês de julho foram vendidos 56.819 ingressos no Parque Nacional do Iguaçu, um aumento de 104,8% no comparativo a junho.

A expectativa que a visitação aumente anda mais até o final do ano, por conta dos feriados prolongados, a reabertura gradual da fronteira da Argentina, prevista para começar até meados de outubro; e a retomada dos grandes eventos de fim de ano, como o Natal de Água e Luzes, voltado para turistas e comunidade local.

Traveller’s Choice

Em agosto, o turismo da Itaipu recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o selo Traveller’s Choice do site de viagens TripAdvisor. Os vencedores do prêmio são selecionados, anualmente, com base no feedback de milhões de usuários do Tripadvisor. Os melhores dos melhores destacam, não apenas as escolhas populares, mas as experiências verdadeiramente excepcionais que fazem os viajantes voltarem.

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Itaipu bate recorde de produtividade pelo terceiro ano consecutivo

Pelo terceiro ano consecutivo, a Itaipu Binacional vai bater o recorde de produtividade. A usina hidrelétrica deve fechar 2021 com a marca de 1,098 megawatt produzido a cada metro cúbico por segundo de água (MWméd/m³/s), a maior produtividade em 37 anos de operação. O valor é maior que a marca de 2020 (1,087 MWméd/m³/s) e de 2019 (1,079 MWméd/m³/s). O mês de maior produtividade foi julho, com 1,1221 MWméd/m³/s.

Em mais um ano seco, então fazer mais com menos foi crucial. A equipe binacional de excelência e a tecnologia customizada ao negócio são nossas melhores ferramentas para atingirmos esses objetivos”, afirmou o diretor-técnico executivo da Itaipu, Celso Torino. “Itaipu está operando com eficiência máxima, mesmo com um ano de seca histórica”, destacou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

Para entender a produtividade e sua relação com as baixas afluências, um bom exemplo é o consumo de combustível de um carro. Quando a intenção é economizar combustível, é necessário dirigir o carro em uma rotação do motor ideal, nem alta e nem baixa. O mesmo ocorre na unidade geradora: quando ela está no melhor ponto de operação, a produção de energia será tal que o consumo de água será o menor possível. E este é o objetivo nos períodos de baixas afluências, fazer mais com menos, como destacou o diretor.

A alta produtividade foi essencial em um ano hidrológico crítico como 2021. A afluência média, ou seja, a quantidade de água que chega no reservatório e que será usada para produção de energia foi de 6.956 m³/s, a pior do histórico desde 1983, correspondendo a 61% da média observada no período.

Com a escassez hídrica, a geração de energia também foi abaixo da média, esperando-se uma produção da ordem de 66,5 milhões de MWh, ou 74% da média anual dos 25 anos anteriores. Ainda assim, essa energia é maior do que um dia do consumo mundial de eletricidade e o suficiente para abastecer o Brasil por um mês e doze dias, o Paraguai por quase quatro anos, o estado do Paraná por dois anos ou o consumo anual de 114 cidades do porte de Foz do Iguaçu.

Produtividade e produção: entenda a diferença

A produtividade é um índice calculado pela relação entre a quantidade de energia gerada e a vazão turbinada (o volume de água que passou pelas unidades geradoras, medido em metros cúbicos por segundo). É diferente da produção, que significa a quantidade absoluta de energia gerada em um determinado período de tempo.

União de fatores

De acordo com Torino, o recorde de produtividade foi atingido graças a uma série de fatores, como a orientação da diretoria binacional da Itaipu para otimizar a produção de energia, a gestão eficiente dos recursos nesses anos de baixas afluências e, principalmente, o comprometimento dos profissionais brasileiros e paraguaios da Diretoria Técnica na execução de suas atividades. “Isso tudo resultou na transformação em energia de cada gota de água que entrou no reservatório”, disse.

O diretor destaca os projetos da Superintendência de Engenharia, que garantem o bom desempenho dos equipamentos de geração e transmissão da usina; a eficiência nas atividades da Superintendência de Manutenção, garantindo a gestão eficiente das anormalidades, a alta disponibilidade e a baixíssima indisponibilidade forçada das unidades geradoras e o monitoramento da segurança de barragem realizado pela Superintendência de Obras.

Além disso, também são fundamentais as ações coordenadas de forma eficiente pelas equipes da Superintendência de Operação nas etapas de análise hidrológica, programação energética, pré e pós-operação e nas ações de supervisão e controle dos equipamentos associados à produção de energia adotadas pelas equipes de operação em tempo real”, concluiu.

Para a Diretoria Técnica, uma série de fatores contribuiu para o bom desempenho da usina e consequentemente a obtenção dos resultados na produtividade. Entre eles, a parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o uso dos softwares do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a coordenação com o Operador Nacional do Sistema (NOS) e Ande.

Também são creditados os estudos realizados pelos grupos da Comissão Mista de Operação, envolvendo Eletrobras, Ande, Furnas e Itaipu Binacional, e as diversas áreas da Itaipu que prestam apoio para a Diretoria Técnica.

Fonte: Assessoria

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

Nova concessão

O secretário Paulo Angeli (Turismo) disse que as demandas de Foz e região foram atendidas na nova licitação do Parque Nacional do Iguaçu. Como exemplo, cita a criação do passe comunitário, que cobra ingressos mais baratos dos moradores lindeiros e desconto para moradores do Mercosul. Foi garantida a participação das cidades da região nas tomadas de decisões do conselho do parque  e o serviço dos atuais agentes de turismo, que atuam no parque, também será preservado.