Doria critica Lira: ‘Não tem compromisso democrático’

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Após o pronunciamento em rede nacional feito pelo presidente da Câmara ante os atos de ontem (7), governador de São Paulo lamenta postura de Lira e diz que “não é nas palavras, mas com atitude, que se faz a democracia”.

Nesta quarta-feira (8), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o discurso feito mais cedo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), sobre os atos do dia 7 de setembro.

Por não ter citado o impeachment do presidente Jair Bolsonaro nas declarações, Doria disse que Lira “não tem compromisso com a democracia”, segundo o G1.

“Lamento que ele não tenha compromisso com a democracia, porque se tivesse, estaria colocando em pauta o impeachment do presidente Bolsonaro. Eu lamento, sinceramente, a postura, a atitude e o descompromisso do presidente da Câmara com a democracia brasileira”, afirmou.

Na continuação de seus comentários, Doria ainda afirmou: “Que ele [Lira] proceda, dentro da democracia e dos procedimentos do Congresso Nacional, a apresentação do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é apenas na palavra, é na atitude que se faz democracia”, completou.

Na terça-feira (7), o governador manifestou, pela primeira vez, ser a favor do impeachment do presidente da República. Doria disse que esperava que Lira submetesse o pedido aos demais parlamentares.

“Depois dos arroubos, do afrontamento que tivemos ontem [7] à Constituição, à democracia, à Suprema Corte, o mínimo que poderia se esperar de um presidente de uma Câmara era submeter aos seus parlamentares, já que a decisão não é dele, não é monocrática, e sim da Câmara e do Senado, que pudesse submeter e dar andamento ao pedido de impeachment”, declarou.

Segundo a mídia, o governador foi questionado sobre possível aliança com o PT e uma formação de bloco contra Bolsonaro, em sua resposta, Doria disse que é uma decisão que cabe ao presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.



com informações da Agência Sputink

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Batoré, ator e humorista, morre em São Paulo

Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, estava com câncer. Ele fez o papel do delegado Queiroz na novela ‘Velho Chico’, da Rede Globo.

O ator e humorista Ivanildo Gomes Nogueira, de 61 anos, conhecido como Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), em São Paulo. Ele estava com câncer.

Batoré morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. “As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido”, diz nota da Prefeitura.

Ivanildo nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas.

Continue lendo em G1 Globo

Foto: reprodução

Eleições 2022: confira as regras para propaganda eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em dezembro, todas as normas que valerão para as eleições gerais de 2022, incluindo aquelas referentes à propaganda eleitoral. As informações são da Agência Brasil.

Entre as principais novidades está o endurecimento das regras relativas à produção e compartilhamento de informações sabidamente inverídicas sobre candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral.

Tais condutas já eram vedadas e coibidas pela Justiça Eleitoral, mas a nova resolução prevê a responsabilização penal mais severa de quem espalhar desinformação.

Quem divulgar, na propaganda eleitoral ou durante a campanha, fake news sobre candidatos e partidos, por exemplo, fica agora sujeito à pena de detenção de dois meses a um ano, além de multa.

A mesma pena se aplica a quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo inverídico acerca de partido ou candidato. A punição é acrescida de um terço se a conduta for praticada por meio de rádio, televisão ou redes sociais.

Pena ainda maior – de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil – está prevista para quem contratar terceiros com a finalidade de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação.

A resolução ainda deixa explícito ser proibida a divulgação e compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.

“Isso quer dizer que eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”, alertou o TSE.

Assim como em eleições anteriores, segue também vedado o disparo em massa de comunicações via aplicativos de mensagens instantâneas, embora seja possível contratar o impulsionamento de conteúdo na internet, desde que o serviço seja contratado junto a empresas previamente cadastradas no TSE.

Showmício

Segue vedada ainda a realização, seja de forma presencial ou via transmissão pela internet, dos chamados showmícios – eventos culturais com o objetivo claro de promover candidato ou partido. Contudo, fica permitida a realização de shows e eventos com objetivo específico de arrecadar recursos de campanha, desde que não haja pedido de votos.

Essas e outras regras específicas sobre propaganda eleitoral já foram publicadas  no Diário da Justiça Eletrônico e podem ser acessadas aqui.