Diretores comemoram com colaboradores nova marca histórica da Itaipu Binacional

Diretores brasileiros e paraguaios da Itaipu Binacional celebraram, nesta quinta-feira (15), juntamente com colaboradores de ambas as margens, a nova marca mundial atingida pela usina na semana anterior: 2,8 bilhões de megawatts-hora de produção acumulada desde o início da geração de energia, em 1984. O feito reforça a posição de Itaipu como a usina que mais produziu eletricidade na história.

A cerimônia foi realizada no hall do Edifício da Produção, localizado no ponto central da barragem, com um grupo pequeno de colaboradores, respeitando os protocolos de enfrentamento da pandemia de covid-19. A solenidade foi transmitida pela internet para os demais empregados e empregadas da empresa. 

O diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira, enalteceu a participação dos milhares de trabalhadores brasileiros e paraguaios que, desde o início da construção até os dias de hoje, contribuíram para o atingimento dessa marca. Ele lembrou ter visitado a usina, como turista, ainda em 1984, quando apenas uma unidade geradora estava em funcionamento. E sua satisfação pessoal de agora, como diretor-geral e com a usina em pleno funcionamento com 20 unidades geradoras, presenciar esse novo recorde.

“É uma marca a ser celebrada por todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para que Itaipu se tornasse essa referência na produção de energia limpa e renovável, e que eleva o conceito sobre brasileiros e paraguaios no cenário das nações. Que nós continuemos motivados e unidos para seguir produzindo essa energia tão necessária aos nossos países”, afirmou.

Já o diretor-geral paraguaio, Manuel Cáceres Cardozo, destacou a alta eficiência com que Itaipu produz para suprir as demandas dos sistemas interligados do Brasil e do Paraguai. Em uma época de seca e buscando fazer mais com menos, a binacional vem batendo sucessivos recordes de produtividade. Em junho, a binacional atingiu seu recorde mensal histórico, com 1,1174 MWméd/m³/s. A produtividade do primeiro semestre também foi a melhor já registrada para o período: 1,0926 MWméd/m³/s.

“Essa marca de 2,8 bilhões de MWh, energia suficiente para abastecer o mundo por 45 dias, consolida nossa empresa como líder mundial na produção de energia. Tenho certeza que virão muitas outras conquistas que vão consolidar sempre esta grande obra de integração, irmandade e desenvolvimento de nossos países”, disse o diretor. 

Além dos diretores-gerais de ambas as margens, a cerimônia contou com a participação dos diretores técnicos, Celso Torino (BR) e Luis Gilberto Valdez González (PY); administrativos, Alberto Cabrera Villalba (PY) e almirante Paulo Roberto da Silva Xavier (BR); e de Coordenação, Miguel Gómez Acosta (PY) e general Luiz Felipe Carbonell (BR); e da conselheira paraguaia Maria Antonia Gwynn Ramirez.

Foto: Kiko Sierich/PTI

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Filipe Barros anuncia pré-candidatura ao Governo do PR

arlamentar estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), se reunindo com lideranças da direita

O deputado federal do Paraná, Filipe Barros (PSL), anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná nas eleições deste ano. Ele é o quarto nome que se coloca à disposição para estar à frente do Estado. Parlamentar pela cidade de Londrina, Filipe estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), conversando com lideranças da direita – ele deve receber apoio do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL).

Cumprindo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Filipe já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Londrina entre 2016 e 2018. Em entrevista para um blog de política paranaense, o pré-candidato disse que tenta polarizar uma disputa com o atual governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) – que deve tentar a reeleição. “O governador quer ter palanque para Moro, Lula e Bolsonaro. Não existe isso na política. O presidente Jair Bolsonaro me questionou se eu toparia sair como candidato a governador”, explicou.

Nos bastidores, Filipe Barros tem simpatia do líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), que pode indicar o vice na chapa de direita. Na entrevista, ele fez críticas ao atual governador. “Um dos piores, senão o pior governo da história do Paraná. Como um rato, ele se esconde. Ele não deixou legado no Estado”, ressaltou.

Apesar do anúncio, Filipe também chamou a atenção quando se colocou como candidato à Prefeitura de Londrina em 2020. Na ocasião, acabou recuando da decisão. O pré-candidato bolsonarista ao Governo do Estado também disse que deixará o Partido Social Liberal (PSL) – futuro União Brasil, com a junção com o Democratas. O União Brasil tem se aproximado do pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro (Podemos).

Outros candidatos

Além de Filipe Barros, os outros nomes que devem concorrer para governador do Paraná são: Ratinho Junior (PSD), Cesar Silvestri Filho (PSDB) e Roberto Requião (sem partido).

Romanelli apoia ação do PSB em favor da vacina contra a covid

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 25, a ação do seu partido que recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular a recente nota técnica do Ministério da Saúde para o uso de hidroxicloroquina contra a covid-19. O documento também desqualifica o potencial das vacinas para combater a doença.

“Está comprovado que as vacinas salvam vidas. Milhares de pessoas poderiam estar aqui entre nós hoje se a vacinação tivesse sido iniciada no tempo certo. Mas tem gênios no governo federal que não querem enxergar este fato. Chega a ser ridículo”, afirma Romanelli. “Não há evidência de que cloroquina e hidroxocloroquina tenham efeito sobre a doença”.

O PSB protocolou um pedido de liminar para a suspensão da nota técnica, sustentando que o medicamento é comprovadamente ineficaz, que a orientação do Ministério da Saúde desconsidera uma série de atos legais e infralegais e que a política de vacinação deve ser priorizada para combater a pandemia.

Investigação – O partido também pediu a suspensão dos efeitos de outras duas portarias e solicitou que o STF abra uma investigação administrativa e cível contra Hélio Angotti Neto, que assina o recente documento do Ministério da Saúde.

Na petição enviada ao Supremo, o PSB defende uma nova análise das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19, formuladas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), “com amparo em critérios estritamente técnicos”.