Deputado Galo cobra providências contra a violência em Paranaguá

O silêncio das autoridades responsáveis pela área da segurança pública do Paraná, em relação aos casos de extrema violência registrados nos últimos dias em Paranaguá, no litoral do Estado, revoltaram o deputado Galo (PODE) durante a sessão plenária desta terça-feira (30) na Assembleia Legislativa do Paraná, quando ocupou a tribuna da Casa para, de forma indignada, pedir providências imediatas para que os assassinatos sejam apurados.

As críticas foram endereçadas principalmente ao Secretário Estadual de Segurança, Coronel Rômulo Marinho, e ao Delegado-Geral da Polícia Civil, Sílvio Rochemback, que segundo o deputado “apesar de tantos pedidos, apelos e tentativas de contato, simplesmente não atendem ligações telefônicas, watts-app ou outro contato qualquer, para que forneçam alguma informação, se algo está sendo feito e se estes órgãos de segurança têm conhecimento do que está acontecendo em Paranaguá e a razão desses assassinatos, nada menos que 80 neste ano, e os mais recentes, que chocaram a população local nestes últimos  dias”.

Na segunda-feira (29) foram dois homicídios, sendo um no Emboguaçu e outro no bairro Beira-Rio, que vitimaram um jovem de 20 anos e um menino de 12 anos, atingido por um tiro quando estava brincando em um local público. Nesta terça, um outro jovem foi assassinado por dois indivíduos que atiraram e fugiram num trapiche em plena luz do dia. Algumas testemunhas ouvidas dizem que o alvo seriam pessoas adultas que estavam nos locais das ocorrências e não os jovens, mas não souberam dar maiores informações.

Em sua fala, o deputado pediu que os órgãos de segurança pública se manifestem sobre os casos, e o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), garantiu ao deputado Galo que providências imediatas serão tomadas pelo Governo.

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76% são a favor da Operação Lava Jato, diz pesquisa

Pesquisa nacional do Instituto Dataveritas em parceria com o IRG e a Uninter divulgada nesta sexta-feira, 24, aponta que 76% da população são a favor da Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014 e “uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história recente do Brasil”, segundo o MPF (Ministério Público Federal).

Os contrários à operação somam 20% e não sabe/não respondeu, 4%. Para 69%, a Lava Jato fez mais bem ao Brasil e 25%, consideram que faz mal ao país. Os que não opinaram ou não responderam somam 6%.

Sobre a continuidade da operação, 64% responderam que “sim” souberam do fim da Lava Jato, enquanto 35% afirmaram que “não” tiveram conhecimento e 1% não soube/não respondeu.

Regiões
O maior apoio da Lava Jato está nas regiões norte (83%) e centro-oeste (82%). Na sequência estão as regiões sul (79%), sudeste (77%) e nordeste (70%). Os moradores do norte (80%) e centro-oeste (76%) são os que consideram que a operação fez mais bem ao Brasil. Este percentual positivo atingiu 72% no sul, sudeste (71%) e nordeste (61%).

Escolaridade
Em relação à escolaridade, a operação teve apoio similar nas três faixas pesquisadas: ensino médio completo ou incompleto (80%), ensino superior completo ou incompleto (78%) do analfabeto ao ensino fundamental completo (71%).

Idade
O maior apoio se concentra na faixa etária entre 16 e 24 anos (82%), entre 25 a 34 anos (79%), de 35 a 44 anos (79%), de 45 a 59 anos (75%) e acima de 60 anos (68%).

Renda familiar
A Lava tem maior ainda entre os que renda familiar com mais de R$ 5,5 mil (84%), de R$ 3,3 mil a R$ 5,5 mil (79%), de R$ 1,1 mil a R$ 2,2 mil (78%), de R$ 2,2 mil a R$ 3,3 mil (75%), até um salário mínimo e R$ 1,1 mil (73%), não declarou rendimento (63%) e sem rendimento (37%).

Dados
A pesquisa entrevistou 1,8 mil eleitores entre os dias 16 e 23 de dezembro em 225 cidades de todos os estados e Distrito Federal. A margem de erro é 2,4% e o grau de confiança, 95%.

A partir de 1º de janeiro, as pesquisas eleitorais só podem ser divulgadas se registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Segurança

Ministros da área de segurança do Brasil, Paraguai e Uruguai debateram em Ciudad del Este o fortalecimento da cooperação para segurança nas áreas de fronteiras. Entre os pontos discutidos estão operações conjuntas, troca de informações sobre o combate ao crime nas áreas de fronteira, a consolidação da cooperação contra a criminalidade e controle migratório. A atualização do acordo do “Comando Tripartite” também foi pauta da reunião.

Integração
Ficou declarado, via documento assinado pelos ministros, o fortalecimento da integração dos órgãos de segurança nas esferas investigativa, operacional e de inteligência na região, bem como os esforços de cooperação no combate ao crime. O próximo encontro entre os países da tríplice fronteira será em Foz do Iguaçu, no próximo ano.