Curitiba fechou 2014 sem dinheiro para pagar todas as obrigações financeiras

Curitiba fechou 2014 sem  dinheiro para pagar todas as obrigações financeiras

A prefeitura de Curitiba fechou o ano com apenas R$ 30,7 milhões de disponibilidade de caixa líquida. Pior: nos chamados recursos livres, faltaram R$ 145,1 milhões para fechar as contas.Segundo o balanço, a prefeitura tinha R$ 472,5 milhões em caixa no final de 2014, e R$ 441,7 milhões em obrigações a serem pagas. Isso significa uma disponibilidade líquida de R$ 30,7 milhões. Entretanto, esses números juntam recursos vinculados, as chamadas “verbas carimbadas”, e recursos não vinculados, ou livres. As informações são da Gazeta do Povo.

Nas verbas “carimbadas”, a prefeitura até apresentava uma certa folga – cerca de R$ 175,9 milhões. Mas a folga é relativa: alguns fundos importantes, como os fundos de saúde e urbanização estavam no vermelho – faltavam, respectivamente, R$ 30 milhões e R$ 33 milhões.

Em recursos livres, usados para a maioria das obrigações da prefeitura, o cenário era oposto: a prefeitura tinha R$ 26,6 milhões e precisava de R$ 171,8 milhões para cumprir suas obrigações – um déficit de R$ 145,1 milhões. Isso significa, de maneira resumida, que a prefeitura até tem dinheiro, mas não pode usá-lo por questões legais.

Em 2014, a receita corrente da prefeitura ficou abaixo do que foi orçado inicialmente (96,2%). A expectativa era arrecadar R$ 6,3 bilhões, mas efetivamente entraram no caixa R$ 6,1 bilhões. Tanto as receitas tributárias quanto as transferências recebidas de outros entes governamentais estiveram abaixo do previsto. Não chega a ser uma situação inédita: em 2013, a prefeitura arrecadou 95,6% do que esperava.

Já a taxa de investimento quebrou recordes negativos. Apenas 2,1% das despesas foram com obras ou aquisição de bens permanentes. Desde 2009, essa taxa oscilava entre 4,7% e 6% – a exceção foi 2010, quando foi investido apenas 2,9%. Em relação ao que foi orçado, a queda foi brutal: de 35,9% em 2013 para 9,7% em 2014. Desde 2009, a prefeitura nunca investiu tudo o que era previsto. O melhor desempenho foi em 2009, quando foi investido 62% do orçado.

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Rodovias que cortam Curitiba começam a ter fluxo intenso para o feriado

A BR-116/PR (Contorno Leste), tem fluxo intenso na região entre São José dos Pinhais e Curitiba. A BR-376, que leva para Santa Catarina, apresenta fluxo normalaté o momento.  As informações são do Bem Paraná.

Com maior flexibilização das medidas restritivas contra a Covid-19, o movimento nas rodovias que cortam a Grande Curitiba devem se intesificar neste fim de ano, para as festas de Natal e Ano Novo, mesmo com as datas restritas ao sábado e domingo neste ano.

A Concessionária Arteris Planalto Sul terá operação especial de tráfego na BR-116, entre Curitiba e a divisa com Santa Catarina, com fluxo estimado em 30% a mais que em dias normais a partir do próximo fim de semana.

A BR-376 igualmente deve ficar mais movimentada já na noite de quinta-feira. A BR-277, sentido Litoral do Paraná, também deve ver o fluxo subir, especialmente na sexta-feira.

Cotas de compras em Foz chegam a US$ 1 mil

Turistas brasileiros podem comprar US$ 500 no Paraguai e mais U$ 500 nas lojas francas instaladas em Foz do Iguaçu

O deputado Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara dos Deputados, confirmou nesta quarta-feira, 22, ao prefeito Chico Brasileiro o aumento na cota de compras em dólares nas lojas francas (duty free). “Aprovamos no Congresso Nacional, dentro do orçamento da União, recursos para renúncia fiscal que envolvem o aumento da cota terrestre de US$ 300 para US$ 500, das lojas francas, e também de US$ 500 para US$ 1.000 (R$ 5,7 mil) quando o passageiro está em transporte aéreo”, disse Ricardo Barros.

O aumento de US$ 300 para US$ 500 dólares (R$ 2.850,00) do limite de compras nas lojas francas no Brasil, iguala o limite autorizado nas cidades gêmeas dos países vizinhos (Argentina e Paraguai). “Vai ser um grande estímulo para as lojas francas, uma vez que esta cota já existe para quem compra do outro lado da fronteira, gerando empregos, impostos e também oportunidade para o desenvolvimento”, disse e o nosso jovem.

Lojas francas
Foz do Iguaçu conta atualmente com duas lojas francas e tem previsão de receber mais duas nos próximos anos. Ainda em maio, o prefeito Chico Brasileiro formalizou o pedido do aumento da cota no Ministério da Fazenda. “É mais uma boa notícia deste final de ano para Foz do Iguaçu. O Congresso Nacional e o governo federal atendem mais uma reivindicação do turismo”, disse.

“A partir de 1º de janeiro, poderá comprar até US$ 1 mil em Foz – US$ 500 da cota de compras no Paraguai e mais US$ 500 nas lojas francas das cidades”, completa o prefeito.

A concessionária que está assumindo o aeroporto internacional das Cataratas já adiantou que pretende instalar um shopping (duty free) de produtos importados no terminal. O mesmo já ocorre em outros grandes aeroportos do país e o processo em Foz deve começar a partir de janeiro.

Cotas
O Orçamento de 2022, aprovado na terça-feira, 21, pelo Congresso Nacional, autoriza uma perda de arrecadação de R$ 39,8 milhões com a alteração do novo limite para compras no exterior. Desde o dia 1º de janeiro estão valendo os novos limites para o brasileiro trazer compras do exterior sem pagar imposto. No free shop de aeroportos, o limite dobrou de US$ 500 para US$ 1.000. Em viagens por terra, rio ou lago, o total subiu de US$ 300 para US$ 500.

Hoje, os bens sujeitos ao pagamento do imposto e que não se enquadrem como de uso ou consumo pessoal, são isentos até o limite da cota de US$ 500. Em dezembro de 2019, os países integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) aprovaram a elevação desse limite em viagens aéreas e marítimas.

Na peça orçamentária, também há a previsão de perda de arrecadação de R$ 380 mil com a mudança do limite de compras nas chamadas “lojas francas” nas fronteiras do país. Consumidores poderão comprar até produtos com valor de até US$ 500 dólares sem o pagamento de taxas.