Com US$ 50 bilhões, é possível acabar com a pandemia, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou uma proposta para acabar com a pandemia de COVID-19, com um aporte total de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 267,3 bilhões).

A ideia é vacinar pelo menos 40% da população de todos os países até o final de 2021 e deixar, no mínimo, 60% do mundo imunizado até o primeiro semestre de 2022.

Em uma cúpula da saúde organizada pela Comissão Europeia e pelo G20, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que as economias mais ricas seriam não só as maiores financiadoras do projeto, mas também as mais beneficiadas no longo prazo.

“As economias avançadas, solicitadas a contribuir mais para este esforço, provavelmente veriam o maior retorno sobre investimento público na história moderna, capturando 40% dos ganhos do PIB e cerca de US$ 1 trilhão [R$ 5,35 trilhões] em receitas fiscais adicionais”, afirmou Georgieva, conforme noticiado pela Reuters.

Logotipo do Fundo Monetário Internacional (FMI), em foto de 12 de outubro de 2018

Pelos cálculos do FMI, o plano ajudaria a injetar o equivalente a US$ 9 trilhões (R$ 48,1 trilhões) na economia mundial até 2025 devido a uma retomada mais rápida da atividade econômica.

De acordo com o projeto, US$ 35 bilhões (R$ 187,1 bilhões) seriam pagos por meio de doações de países ricos, doadores privados e multilaterais.

Os US$ 15 bilhões (R$ 80,2 bilhões) restantes precisariam ser financiados por governos nacionais, com juros baixos, ou até sem juros, em condições disponíveis nos bancos multilaterais de desenvolvimento.

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Para Romanelli, economia de Guedes afunda o País

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) reafirmou nesta sexta-feira, 16, que o descontrole da política econômica está levando o Brasil ao desastre e que a equipe do Ministério da Economia deveria ser trocada. “O presidente Jair Bolsonaro falava que tinha o Posto Ipiranga na economia, mas pelo que eu percebo, o poste do Posto Ipiranga está apagado. Não sai nada de ideia do tal do Paulo Guedes. É um horror”, afirmou.

Romanelli disse que o ministro já deveria ter sido demitido. “Não entendo a razão do presidente ainda não ter colocado este ministro no olho da rua. O mundo inteiro está retomando a economia e o Brasil está em recessão”, avaliou o deputado. Ele disse que a situação é resultado da incompetência de Paulo Guedes. “O cara vai acumulando erros e afundando o País”.

Na avaliação de Romanelli, o descontrole na política cambial se reflete na inflação, que já passa de dois dígitos. “A nossa economia está dolarizada e tudo sobe de preço. Com o dólar a R$ 5,70 não tem economia que funcione, gera inflação e inflação é o pior imposto do mundo, principalmente para quem vive de salário. Quem paga essa conta são os pobres, os trabalhadores”, analisou.

Deriva – “A gente não vê o governo fazer absolutamente nada para mudar a situação. O Brasil está à deriva na parte econômica”, criticou Romanelli, ao considerar que o País perde muito tempo com a discussão de assuntos secundários. “O que interessa à sociedade é a economia, o bem-estar do povo, é como as pessoas estão vivendo”, ponderou.

Romanelli avalia que a política de aumentar juros para conter a inflação vai causar ainda mais dificuldades aos brasileiros, porque inibe consumo e investimentos. “A pior política é aumentar juros para conter consumo de um País em recessão”, entende o deputado. Ele defendeu a criação de programas de estímulo à economia, com a liberação de crédito barato e juros subsidiados.

O deputado também disse que a retomada da economia poderia acontecer por meio de um grande programa habitacional, uma vez que a construção civil gera empregos rapidamente. Ele considera necessário rever as desonerações de setores privilegiados para que voltem a pagar impostos. “É necessário estabelecer novos mecanismos para incentivar o empreendedorismo”.

Curitiba teve 60% menos voos em 2020; Foz, -65%

O impacto da pandemia da covid no setor aéreo em 2020 levou a uma queda de 60,9% no número de passageiros e de 52,9% no transporte de cargas em Curitiba na comparação com 2019. Os dados foram divulgados pelo IBGE e mostram ainda que a capital paranaense foi uma das cidades mais afetadas no país.

Ao longo do ano passado foram registrados 2,48 milhões de viajantes embarcando ou desembarcando em Curitiba, enquanto em 2019 foram 6,33 milhões. A redução, de 60,9%, foi a terceira maior registrada entre as principais cidades analisadas pelo estudo, atrás apenas de Uberlândia (-64,3%) e Foz do Iguaçu (-64%).