Cida sanciona lei que institui as Patrulhas Maria da Penha

A governadora Cida Borghetti sancionou nesta quinta-feira (20) a lei que institui no Paraná as Patrulhas Maria da Penha, no âmbito da Polícia Militar, para atuar no enfrentamento da violência contra as mulheres. Atualmente, 19 cidades contam com as patrulhas. Com a nova lei, as patrulhas serão levadas a todo o Estado. “Ao ser convertida em legislação estadual, a política pública fica assegurada de forma permanente”, disse a governadora. “Iniciamos aqui uma ação importante e esperamos que aos poucos todo município possa contar com a Patrulha Maria da Penha, instrumento de extrema importância na prevenção e combate à violência contra as mulheres”, afirmou.

De acordo com a coordenadora de Enfrentamento da Violência Doméstica e Contra a Mulher e desembargadora do Tribunal de Justiça, Lenice Bodstein, nesta quarta-feira (19) o governo federal estabeleceu e autorizou financiamentos próprios aos municípios para as questões de proteção à mulher. “A governadora, muito atenta e alinhada às ações do âmbito federal, assina hoje esse documento tornando os municípios autorizados a ter a Patrulha Maria da Penha”, disse.

A desembargadora destacou que espera que os prefeitos se utilizem desta determinação, visto a importância da presença das patrulhas nas cidades. “A patrulha atua tanto no cumprimento de medida protetiva quanto na prevenção, fazendo com que as pessoas entendam que a lei está sendo cumprida e a proteção está próxima”, afirmou Lenice.

COMBATE À VIOLÊNCIA – Ao todo, a governadora Cida Borghetti já entregou 19 viaturas no Estado para o atendimento para as medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Ela destacou que os veículos destinados para o uso da patrulha antes eram usados pelos secretários estaduais. “Agora esses veículos atendem demandas importantes. Isso também gerou uma economia nos cofres públicos, já que os secretários passaram a utilizar aplicativos para chamar os veículos quando necessário”, afirmou a governadora.

“Seguindo a determinação da governadora estamos entregando mais esse veículo, que antes era utilizado pela Comunicação Social para reforçar o trabalho de combate à corrupção e à violência. Estamos deixando o Estado melhor do que encontramos”, afirmou o secretário estadual da Comunicação Social, Alexandre Teixeira.

A titular da Delegacia da Mulher, Eliete Kovalhuk disse que esse veículo vai reforçar o atendimento às vítimas de violência doméstica e sexual em Curitiba, não só nas investigações mas também na parte administrativa. Segundo a assessora de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres de Curitiba e que atua na Casa da Mulher Brasileira, Terezinha Beraldo, esse veículo vem atender a uma demanda da Delegacia da Mulher, que trabalha em parceria com a Casa da Mulher Brasileira, isso trará mais celeridade ao trabalho dos profissionais. “O Estado tem o dever de suprir as demandas dos serviços que atendem o público feminino, parabenizo a governadora que é historicamente comprometida com as politicas públicas relacionadas as mulheres”.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Nádia Moura; o delegado-geral da Polícia Civil, Naylor Gustavo Robert de Lima, e o deputado federal Ricardo Barros.

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Paraná confirma participação nas comemorações dos 200 anos de nascimento de Anita Garibaldi

A Associação Giuseppe Garibaldi confirmou nesta segunda-feira (04) a participação do Paraná nas ações de comemoração dos 200 anos de nascimento da heroína Anita Garibaldi, que ocorrerão em 2021 na Itália, no Uruguai e no Brasil.

O convite oficial aconteceu na sede da associação, em Curitiba, durante palestra do diretor do Instituto Cultural Anita Garibaldi, Adílcio Cadorin. O Instituto é um dos organizadores das comemorações no país.

A presidente da Garibaldi, Cida Borghetti, que recentemente esteve em Santa Catarina participando de eventos semelhantes em Florianópolis e Laguna, agradeceu o convite e garantiu uma participação comprometida da Associação e da diretoria da entidade.

“Anita é uma mulher reconhecida pelas suas bravuras aqui no Brasil e na Itália. Por onde passou deixou uma marca importante. Estamos honrados com o convite e estamos dispostos a colaborar com este belo e importante projeto”.

Cida também agradeceu a palestra realizada por Cadorin que fez um resgate histórico e narrou diversas curiosidades da vida Anita Garibaldi. “Uma história que merece ser contada. Uma homenagem a Anita Garibaldi e a todas as famílias de descendentes italianos que vivem aqui no sul do país”, acrescentou.

Rosa

O cônsul-geral da Itália no Paraná e Santa Catarina, Rafaelle Festa, que também é um dos idealizadores do projeto, agradeceu o envolvimento da Associação Giuseppe Garibaldi.

“Resolvemos começar desde agora a celebrar o aniversário desta heroína. Graças ao envolvimento de todos, conseguimos uma parceria com a Itália e vamos recuperar a memória e ligação histórica com Anita Garibaldi”.

De acordo com o cônsul, as festividades de 2021 começarão com um gesto simbólico que se chama uma ‘Rosa para Anita’. Rosa para Anita é uma  iniciativa do Museu e Biblioteca Renzi, de San Giovanni in Galilea.

Foi desenvolvida uma muda híbrida de rosa batizada de “Anita Garibaldi”, a planta foi doada Instituto Técnico Garibaldi-Da Vinci, de Cesena. No Brasil a muda está sendo cultivada no laboratório da Unisul em Santa Catarina.

“Uma semente será trazida aqui para o Brasil e ficará no Jardim da Associação Garibaldi. Um gesto simbólico do espírito da liberdade e democracia”.

Curitiba

De acordo com o assessor de relações internacionais da orefeitura de Curitiba, Rodolpho Zannin Feijó, o Palácio Garibaldi o evento vem reforçar a importância e a relevância da comunidade italiana na vida cultural, histórica e política de Curitiba e do Brasil.

“A prefeitura de Curitiba apoia este evento, apoia essa iniciativa e se coloca à disposição também para levar adiante e plantar a semente da “Rosa pela Anita” e multiplicar todos os seus ideais de justiça e igualdade social na cidade de Curitiba”.

Palestra

“Dois Mundos e Uma Rosa para Anita” foi o projeto apresentado por Aldício Cadorin, um dos grandes estudiosos de Anita Garibaldi.

Cadorin detalhou diversos episódios da vida e da obra daquela que é chamada de heroína dos dois mundos por sua participação em batalhas históricas no Brasil e na Itália.

“Este grande projeto vai envolver quatro países e agora também conta com a presença do Paraná. Há muita boa vontade de toda a equipe do Palácio Garibaldi. Uma grande responsabilidade”, afirmou o palestrante.

Cadorin falou também dos sete sepultamentos da ilustre catarinense, com a projeção de imagens originais.

Presenças

Estiveram também presentes o vice-presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, Alain Tissier, e diretores e sócios da Associação Giuseppe Garibaldi.

Outubro Rosa: Palácio Garibaldi sedia evento para arrecadar recursos ao HC

Com objetivo de conscientizar sobre o câncer de mama e arrecadar recursos para o Hospital das Clínicas (HC), o Palácio Garibaldi recebe no domingo (20) o evento “Tecendo Solidariedade – artesanato e cultura”.

Das 10h às 15h, os jardins e salões do centenário palácio, localizado  no centro histórico de Curitiba, receberão um bazar do projeto “Tecendo Solidariedade”, apresentações culturais e palestras sobre os hábitos que podem afastar os riscos do câncer de mama.

Serão colocadas à venda peças produzidas por voluntárias com a participação de pacientes do Centro de Mama do HC. Toda a renda será doada aos Amigos do HC.

“É uma satisfação para a direção da Sociedade Giuseppe Garibaldi receber esse evento beneficente. A boa informação aliada com a prevenção são ferramentas essenciais para o combate à doença”, afirma a presidente da entidade, Cida Borghetti.

Cida Borghetti é uma das principais referências no país em ações de combate ao câncer de mama. Quando deputada federal articulou os recursos para a aquisição de quatro Centros de Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Mama, um deles está instalado no HC.

PROJETO – O “Tecendo Solidariedade” foi idealizado e criado pela médica radiologista do HC, dra Maria Helena Louveira, que utiliza o valor terapêutico do artesanato para reduzir sentimentos como medo, solidão e angústia de pacientes e acompanhantes.

“Pensamos em oferecer a essas mulheres a oportunidade de aprender e de colocar na sua prática diária pequenas atividades com crochê. Ensinamos, incentivamos, orientamos e, finalmente, demos vida as peças produzidas por elas em peças de artesanato, como almofadas e mantas”, explica Louveira.

“Os relatos das pacientes surpreenderam: muitas melhoraram a qualidade sono, ficaram mais calmas e aceitaram melhor a doença e o tratamento. Também houve melhora no ambiente da recepção. Elas passaram a se comunicar entre elas e a criar vínculos de amizade, já que tinham um assunto em comum: o artesanato”, acrescenta.