Cida inaugura UTI da Santa Casa e anuncia mais R$ 20 milhões para a saúde de Londrina

Londrina vai fortalecer o atendimento na área de saúde com o apoio do Estado. Nesta sexta-feira (14), a governadora Cida Borghetti inaugurou a UTI, a Unidade de Internação e o serviço de nutrição e dietética da Santa Casa. Cida também anunciou R$ 20 milhões para compra de equipamentos, custeio, ampliação, melhorias e reformas de hospitais e complexos de saúde da cidade. “Investir em saúde é prioridade da nossa gestão, que não mede esforços para garantir o melhor atendimento possível às pessoas”, disse a governadora.

A nova ala de UTI tem 20 novos leitos e a unidade de internação conta com 30 leitos. A Santa Casa de Londrina recebe pacientes de toda a região, faz cerca de 14 mil cirurgias e 16 mil internamentos por ano, além de 500 mil exames complementares e mais de 220 mil atendimentos ambulatoriais.

RECURSOS – Dos recursos anunciados, R$ 3,7 milhões foram destinados para obras, reforma da unidade de internação e do laboratório de urgência e também para a aquisição de equipamentos para a Santa Casa de Londrina. As obras vão trazer mais modernidade ao mais antigo hospital da cidade, afirmou o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad.

“O investimento do Estado é muito importante para colocar à disposição da população o que tem de mais moderno em tecnologia e infraestrutura, seguindo as normas de segurança e garantindo mais conforto aos pacientes”, afirmou Haddad.

De acordo com o secretário Antônio Carlos Nardi (Saúde), o Estado repassa, por meio do Hospsus, R$ 3,1 milhões por ano (R$ 260 mil ao mês) à unidade para custear os atendimentos da rede de urgência e emergência. “O Paraná trabalha junto com os hospitais filantrópicos, que prestam um serviço importante à população pelo SUS. Com o investimento há uma melhoria integral no atendimento, garantindo saúde de qualidade para mais perto da população”, afirmou.

Para o prefeito Marcelo Belinati, os investimentos terão grande alcance social. “São mais leitos de UTI, mais leitos de internação e equipamentos que vão propiciar uma melhor estrutura para atendimento de qualidade à população. Quando o projeto é feito com respeito, colocando sempre o cidadão em primeiro lugar, tem resultados práticos e efetivos”, afirmou ele.

MAIS HOSPITAIS – Foram anunciados, ainda, mais R$ 8 milhões para o Hospital Universitário (HU), pertencente à Universidade Estadual de Londrina; R$ 900 mil para custeio de alta e média complexidade e equipamentos para o Hospital do Câncer de Londrina; R$ 500 mil para a reforma da Maternidade Municipal Lucilla Ballalai e R$ 2,7 milhões para a reforma de 20 unidades de saúde no município.

O investimento no Hospital Universitário é destinado à aquisição de equipamentos, ampliação e reforma do pronto socorro e da maternidade. Os recursos são da Secretaria da Saúde e Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “Todos os hospitais universitários do Paraná estão recebendo recursos significativos para atender rapidamente os pacientes”, disse Cida Borghetti.

Também será assinado convênio para o repasse de R$ 4,5 milhões para a construção da sede do Complexo Regulador Macrorregional Norte. O espaço abrigará as sedes do Samu (administrativo e operacional), que abrange 21 municípios da região, e da Central de Regulação de Leitos. O terreno foi cedido pela prefeitura, que também fez o projeto da estrutura.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários de Estado da Fazenda, José Luiz Bovo, e da Família e Desenvolvimento Social, Nádia Oliveira de Moura; os deputados federais Luiz Carlos Hauly e Reinhold Stephanes e profissionais da área de saúde.

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Paraná inicia campanha de vacinação infantil contra a Covid-19

Isadora Libânio Despensieri, de 6 anos, foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Paraná. O Estado iniciou a imunização infantil contra a doença neste sábado (15), em Londrina, município em que ocorreu o início simbólico da proteção contra o coronavírus para o púbico de 5 a 11 anos.

“Estávamos esperando muito a vacina, pois eu sei que a vacina é uma maneira de proteger a Isadora. As crianças sofreram muito com a pandemia, sem entender o que está acontecendo. Então, nós sabemos da importância da vacinação” disse a mãe, Gisele Libânio.

Ainda na sexta-feira (14), o Estado enviou o lote de 65.500 vacinas para as 22 Regionais de Saúde em menos de cinco horas. O quantitativo descentralizado representa cerca de 5% da população infantil do Estado, estimada em 1.075 milhão.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Londrina para acompanhar o início da imunização infantil.

“Mais uma vez, o governador Ratinho Junior cumpriu aquilo que havia prometido. Em poucas horas do recebimento da vacina pelo Ministério da Saúde, já havíamos descentralizado o lote para todo o Estado” destacou. “A campanha seguirá acontecendo nos próximos meses. Temos mais de 1 milhão de crianças em todo o Paraná e esse é um passo importante para a proteção de todas” reforçou.

O secretário municipal de Saúde de Londrina Felippe Machado, elogiou a agilidade na distribuição das vacinas no Estado.

“Temos que ressaltar toda a logística em relação à distribuição de vacinas. Nenhum outro Estado se organizou como o Paraná. Agradeço ao governador Ratinho Junior e ao secretário de Saúde Beto Preto para que pudéssemos iniciar a vacinação das crianças” frisou.

A vacinação seguirá diretrizes semelhantes às dos adultos, sendo iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade, iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Outros municípios do Paraná devem começar a vacinação infantil entre hoje e segunda-feira (17).

Foto: Danilo Avanci/SESA

O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/