Cida inaugura novo bloco do Hospital Universitário de Maringá

A governadora Cida Borghetti inaugura nesta quinta-feira (27), a partir das 15h, novo bloco do Hospital Universitário de Maringá. A nova estrutura inclui 108 leitos clínicos e cirúrgicos para adultos, postos de enfermagem, farmácia e áreas de apoio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paraná inicia campanha de vacinação infantil contra a Covid-19

Isadora Libânio Despensieri, de 6 anos, foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Paraná. O Estado iniciou a imunização infantil contra a doença neste sábado (15), em Londrina, município em que ocorreu o início simbólico da proteção contra o coronavírus para o púbico de 5 a 11 anos.

“Estávamos esperando muito a vacina, pois eu sei que a vacina é uma maneira de proteger a Isadora. As crianças sofreram muito com a pandemia, sem entender o que está acontecendo. Então, nós sabemos da importância da vacinação” disse a mãe, Gisele Libânio.

Ainda na sexta-feira (14), o Estado enviou o lote de 65.500 vacinas para as 22 Regionais de Saúde em menos de cinco horas. O quantitativo descentralizado representa cerca de 5% da população infantil do Estado, estimada em 1.075 milhão.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Londrina para acompanhar o início da imunização infantil.

“Mais uma vez, o governador Ratinho Junior cumpriu aquilo que havia prometido. Em poucas horas do recebimento da vacina pelo Ministério da Saúde, já havíamos descentralizado o lote para todo o Estado” destacou. “A campanha seguirá acontecendo nos próximos meses. Temos mais de 1 milhão de crianças em todo o Paraná e esse é um passo importante para a proteção de todas” reforçou.

O secretário municipal de Saúde de Londrina Felippe Machado, elogiou a agilidade na distribuição das vacinas no Estado.

“Temos que ressaltar toda a logística em relação à distribuição de vacinas. Nenhum outro Estado se organizou como o Paraná. Agradeço ao governador Ratinho Junior e ao secretário de Saúde Beto Preto para que pudéssemos iniciar a vacinação das crianças” frisou.

A vacinação seguirá diretrizes semelhantes às dos adultos, sendo iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade, iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Outros municípios do Paraná devem começar a vacinação infantil entre hoje e segunda-feira (17).

Foto: Danilo Avanci/SESA

O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/