Cida autoriza repasse de R$ 19,6 milhões para Santa Casa de Paranavaí

A governadora Cida Borghetti autorizou nesta quinta-feira, 20, o repasse de R$ 19,6 milhões para a Santa Casa de Paranavaí equipar a nova unidade Morumbi. O Estado destinou também R$ 20 milhões de um total de R$ 30 milhões investidos na construção da estrutura.

O hospital é referência para 28 municípios do Noroeste, onde vivem 260 mil pessoas. A nova unidade representa um aumento de mais de 75% na capacidade de atendimento. A governadora afirmou que a Santa Casa se insere nas prioridades do governo, que é a regionalização e descentralização dos serviços de saúde. “Moradores desta região terão a possibilidade de buscar em Paranavaí um serviço de excelência em saúde e o atendimento de alta complexidade”, disse ela.

Com a nova unidade, a Santa Casa passará a ter 126 leitos, sendo 102 SUS, que compõem 80% dos atendimentos. Destes, 13 serão de UTI adulto. Segundo o presidente da Santa Casa, Renato Guimarães, com a nova estrutura a instituição deve dobrar o atendimento pelo SUS. “A unidade Morumbi fará, principalmente, o atendimento de alta complexidade. Há uma demanda muito grande na região por serviço de oncologia e cirurgias cardíacas”, disse ele.

A partir de janeiro, a Santa Casa poderá fazer a licitação dos equipamentos e mobiliários. A previsão é que o atendimento inicie no segundo semestre de 2019.

OBRA — A obra foi feita em duas etapas. Iniciada em julho de 2015, a obra retomou a construção do antigo Hospital Noroeste, que tinha natureza privada e que foi incorporada à estrutura da Santa Casa de Paranavaí, que é uma entidade filantrópica. Com isso, foi possível que o Estado apoiasse o projeto.

“A obra estava inacabada há mais de 20 anos e foi finalizada com o apoio do Governo. Agora, com recursos também para os equipamentos, ela estará preparada para atender a população”, afirmou o secretário da Saúde, Antônio Nardi.

DESAFOGAR – De acordo com o prefeito de Paranavaí, Carlos Henrique Rossato, a nova unidade Morumbi vai desafogar o pronto atendimento do município da Santa Casa. “Além disso, será possível atender muitos pacientes que hoje precisam fazer tratamento em Arapongas, Umuarama e Curitiba. O tratamento fora do município é muito custoso. Além de humanizar o serviço de saúde de Paranavaí, vai gerar bastante economia”, afirmou.

CONSTANTE – O secretário Nardi destacou que a Santa Casa é referência para os 28 municípios da região e que o apoio do Estado é constante. O Governo do Estado investiu R$ 1,3 milhão na ampliação do pronto socorro. A obra permitiu que o hospital quadruplicasse o número de leitos de estabilização.

A unidade recebeu R$ 1,3 milhão para equipamentos destinados à urgência emergência e para estruturar o centro cirúrgico. Também com o apoio do Estado, inaugurou o novo Centro Macrorregional de Oftalmologia e construiu uma nova rampa de acesso entre as duas alas do hospital. Também foram cedidos dois veículos.

Por meio do programa de apoio a hospitais públicos e filantrópicos (Hospsus) o Estado repassa à Santa Casa R$ 6,2 milhões ao ano para garantir o atendimento pela Rede de Urgência e Emergência e Rede Mãe Paranaense.

SEDE DA REGIONAL – A governadora também entregou as obras de ampliação e reforma da sede da 14ª Regional de Saúde, que abrange 28 municípios da região de Paranavaí.O Governo do Estado investiu aproximadamente R$ 1,7 milhão na obra. No local funciona a sede regional da Farmácia Paraná, além de sediar a ouvidoria e as bases de apoio aos municípios.

PRESENÇAS — Participaram da solenidade o deputado federal Ricardo Barros; o chefe da 14a Regional de Saúde, Nivaldo Mazzin; a diretoria da Santa Casa e prefeitos da região.

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Paraná inicia campanha de vacinação infantil contra a Covid-19

Isadora Libânio Despensieri, de 6 anos, foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Paraná. O Estado iniciou a imunização infantil contra a doença neste sábado (15), em Londrina, município em que ocorreu o início simbólico da proteção contra o coronavírus para o púbico de 5 a 11 anos.

“Estávamos esperando muito a vacina, pois eu sei que a vacina é uma maneira de proteger a Isadora. As crianças sofreram muito com a pandemia, sem entender o que está acontecendo. Então, nós sabemos da importância da vacinação” disse a mãe, Gisele Libânio.

Ainda na sexta-feira (14), o Estado enviou o lote de 65.500 vacinas para as 22 Regionais de Saúde em menos de cinco horas. O quantitativo descentralizado representa cerca de 5% da população infantil do Estado, estimada em 1.075 milhão.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Londrina para acompanhar o início da imunização infantil.

“Mais uma vez, o governador Ratinho Junior cumpriu aquilo que havia prometido. Em poucas horas do recebimento da vacina pelo Ministério da Saúde, já havíamos descentralizado o lote para todo o Estado” destacou. “A campanha seguirá acontecendo nos próximos meses. Temos mais de 1 milhão de crianças em todo o Paraná e esse é um passo importante para a proteção de todas” reforçou.

O secretário municipal de Saúde de Londrina Felippe Machado, elogiou a agilidade na distribuição das vacinas no Estado.

“Temos que ressaltar toda a logística em relação à distribuição de vacinas. Nenhum outro Estado se organizou como o Paraná. Agradeço ao governador Ratinho Junior e ao secretário de Saúde Beto Preto para que pudéssemos iniciar a vacinação das crianças” frisou.

A vacinação seguirá diretrizes semelhantes às dos adultos, sendo iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade, iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Outros municípios do Paraná devem começar a vacinação infantil entre hoje e segunda-feira (17).

Foto: Danilo Avanci/SESA

O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/