Cascavel é referência de comunicação no Paraná

A prefeitura de Cascavel se tornou nos últimos anos referência em comunicação social para órgãos públicos do Paraná. Aliando conteúdos para a imprensa (jornais, rádios, tevês e portais) às redes sociais (facebook, instagram, twitter, youtube, tik-tok, telefones, entre outras), o prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) faz hoje o que se chama de ‘comunicação direta’ com a população. É comum as transmissões on-line na internet, informando sobre o andamento das obras e serviços e prestando contas das ações da prefeitura.

“É muito importante os municípios estarem atentos, especialmente os profissionais de comunicação, porque há uma mudança de comportamento no consumo de conteúdo. Esse consumo passou de uma forma passiva, através de impressos ou rádio, por exemplo, com interação mínima, para uma comunicação mais direta através de todas as plataformas que a imprensa, de forma geral, já se adaptou”, disse o secretário de Comunicação de Cascavel, o jornalista Jeffersoun Lobo, à assessores da área das prefeituras reunidos pela Amop (associação dos municípios do oeste).

Hoje, o cidadão participa, segundo Lobo, e essa participação é bem mais ativa e requer mais atenção na produção dos conteúdos, que deve ter linguagem própria para cada plataforma. “A comunicação tem retorno rápido, através de contrapontos, opiniões, críticas e até destaques”. 

Interação – “Tem que ter a capacidade de criar conteúdos que divulguem de forma mais detalhada os serviços públicos, traduzam e entendam a necessidade da população e transforme-os em solução através da informação. Temos ter também a capacidade de como buscar atender a população quando as dúvidas surgem porque ela interage. Hoje não há uma fórmula pronta, um conteúdo estático, a informação é volátil, de consumo rápido”, completou. 

A maioria dos municípios, principalmente os menores, reafirma Lobo, não tem estrutura eficiente de comunicação e sofre com a aceitação ou com a aprovação da população aos atos púbicos, obras e serviços. “Isso se dá por desinformação, desconhecimento e às vezes, o profissional que está lá, distante de um centro de informação ou de soluções que possam dar a ele um caminho, um norte para potencializar a sua comunicação e alinhar de acordo com a expectativa das pessoas”.

Estrutura – Em Cascavel, Paranhos é o condutor dessa nova dinâmica e um dos vídeos que viralizou é o que mostra as condições e falta de leitos de UTI-covid nos hospitais e unidades de saúde de Cascavel. O prefeito chamou atenção nacional, recebeu a visita do ministro da Saúde e mais vacinas contra o coronavírus.
Nos vídeos, Paranhos já cobrou por obras e serviços atrasados e já mandou um recado curto e grosso a um certo vivente que tentava receber uma verba extra de comunicação da prefeitura. “Eu te conheço e pilantra comigo, não tem vez”.

A Secretaria de Comunicação também monitora os assuntos mais relevantes e as demandas mais prementes, e dessa forma a resposta, por parte da prefeitura, é mais rápida, ágil e à contento do cidadão. Para isso, a secretaria tem uma equipe de profissionais enxuta, porém disposta a atender os reclames da população e divulgar as ações da prefeitura. “A informação tem que chegar na ponta, mas requer braço”, sintetiza Lobo.

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Morre Elza Soares, aos 91 anos

Elza Soares morreu hoje, aos 91 anos, de causas naturais. A informação foi anunciada por meio do perfil oficial do Instagram da cantora. “A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo”, diz o texto assinado por Pedro Loureiro, Vanessa Soares, familiares e a equipe da cantora.

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15h45 em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais. Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”, diz a postagem.

 

Foto: reprodução

 

A força dos consórcios municipais

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes. – Carlos Drummond de Andrade

As pessoas vivem nas cidades e é ali que o poder público deve concentrar o investimento necessário para assegurar a contínua melhoria da qualidade de vida da população. Sabemos bem dos desafios enfrentados pelas prefeituras para dar conta das demandas locais. Há muitos deveres e cada vez menos recursos.

Hoje, a maior parte dos tributos arrecadados ficam concentrados nos cofres da União e, como todos sabemos, Brasília parece cada dia mais distante do Brasil. É prioridade inverter essa lógica de abastecer o caixa federal e de ver minguar as receitas dos Municípios se quisermos reduzir as amarras que dificultam o funcionamento da máquina pública. A descentralização de recursos deveria estar no topo da pauta do pacto federativo.

Temos que rediscutir a distribuição de impostos e contribuições para encontrar soluções que valorizem o protagonismo dos municípios. É necessário aumentar o repasse dos recursos que hoje se perdem no limbo da burocracia federal ou escorrem pelos ralos dos desvios. É hora de fortalecer o municipalismo e não podemos mais adiar este debate.

Trata-se de uma discussão urgente, mas enquanto ela não acontece, temos que olhar para outros mecanismos que podem contribuir com o desenvolvimento local e regional, sem que se acumule mais peso sobre as costas das gestões municipais. Um dos mecanismos disponíveis é a formação dos consórcios intermunicipais para múltiplas funções.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mapeou 601 consórcios públicos no Brasil. Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.723 (84,8%) participam de pelo menos uma associação. O índice no Paraná é de 100%. Ou seja, os 399 municípios estão vinculados a algum dos consórcios intermunicipais identificados no Estado.

A pesquisa nacional informa que 87% dos municípios participantes são de pequeno porte, com até 50 mil habitantes. Do total de consórcios existentes no País, 328 se dedicam a apenas um tipo de atividade, enquanto outros 269 têm múltiplas funções. Daqueles com apenas uma finalidade, 205 foram formados para atuação na área de saúde. Outras áreas que se destacam são as de resíduos sólidos (41 consórcios), infraestrutura (20), meio ambiente (15) e assistência social (9).

A Constituição Federal já autorizava que todas as instâncias de governo poderiam se unir para promover a gestão associada de serviços públicos. Este instrumento ganhou maior atenção e adesão a partir da publicação da lei 11.107/05 e do decreto 6.017/07, que regulamentou o funcionamento dos consórcios públicos. Desde o ano 2000 surgiram cerca de 450 novas organizações no País.

Essa evolução revela a importância que os consórcios alcançaram para melhorar o atendimento em serviços públicos, concretizar estratégias de promoção do desenvolvimento regional, e alavancar objetivos que são comuns aos municípios envolvidos. A cooperação, somada a integração e a economia de esforços e recursos, transformaram estas organizações em uma ferramenta essencial para o progresso coletivo.

A atuação cooperativa ajuda a vencer dificuldades na execução de políticas públicas, sobretudo no âmbito microrregional. Não é novidade que muitas das boas iniciativas que são propostas por gestores municipais têm a execução prejudicada pelas dificuldades financeiras ou por questões estruturais das prefeituras.

Em razão das possibilidades que o consórcio abre para os nossos municípios, sou totalmente favorável ao fortalecimento deste instrumento, com todo o controle e rigor que a lei exige. Sou um entusiasta do municipalismo e considero primordial que os prefeitos tenham todas as condições possíveis para fazer mais e melhor. É preciso entregar à população aquilo que ela necessita. Não podemos esquecer que a política só tem sentido se for para melhorar a vida das pessoas.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná