Câmara de Vereadores de Curitiba economiza R$ 207 milhões em 2018

Para o vereador Serginho do Posto (PSDB), que deixa a presidência da Câmara Municipal de Curitiba, os dois anos em que esteve à frente do legislativo foram marcados por austeridade na gestão, retomada das obras e modernização do Regimento Interno. Foram economizados R$ 207 milhões no período, os setores administrativos do Anexo IV foram remanejados para salas reformadas e os 19 partidos representados na CMC redigiram as regras atuais do processo legislativo. Ele apresentou um balanço da gestão nesta quarta-feira (19), ao final do qual foi aplaudido de pé por parlamentares e funcionários em plenário.

“Procurei fazer o meu papel, como presidente da Câmara”, disse Serginho. “Posso dizer de cara limpa à sociedade quais foram as nossas ações, certo de que vou dormir tranquilo nos próximos anos”, completou.

Serginho do Posto agradeceu o apoio da Comissão Executiva, órgão gestor da CMC, composta pelo presidente, pelo primeiro-secretário, Bruno Pessuti (PSD), e pelo segundo-secretário, Mauro Ignácio (PSB). Despedindo-se do cargo, Serginho agradeceu a todos os parlamentares, diretores e funcionários por terem lhe “suportado” e contribuído para os resultados alcançados.

Mudanças – “Redução orçamentária, racionalização das despesas, repactuação de contratos e novas licitações a preços mais baixos. Com isso, nós fomos, em 2017, proporcionalmente à previsão do orçamento, a Câmara Municipal mais econômica do Brasil entre as capitais. O dinheiro economizado foi devolvido à Prefeitura de Curitiba e revertido em obras e atendimento à população”, destacou Serginho do Posto. “Houve um esforço para que as coisas fossem assim. Várias mudanças administrativas que fizemos contaram com o apoio dos servidores desta Casa. É motivo de muito orgulho ter um quadro técnico tão qualificado quanto esse que a Câmara tem”, afirmou.

O presidente da CMC exibiu em plenário fotografias de 12 setores administrativos, entre eles os que foram realocados em decorrência da decisão de desocupar o Anexo IV, uma vez que havia alerta do Corpo de Bombeiros sobre a ausência de saída de emergência naquele prédio. Também a instalação do para-raios e das diversas adequações de segurança nos outros prédios do Legislativo. “Tudo que exigia o termo de ajuste de conduta assinado pela Mesa anterior [com os Bombeiros e com o Ministério Público do Paraná], nós cumprimos”, disse Serginho.

Também foi exibida a inauguração do Espaço de Convivência, da Diretoria de Apoio às Comissões, que ganhou sala multimídia e votação eletrônica dos pareceres às proposições, e a Galeria das Vereadoras. Estão em andamento uma área dedicada ao registro das legislaturas, a reforma das recepções, o projeto de nova fachada para o Anexo II, o PAB da Caixa Econômica (que opera a folha de pagamento da CMC), a manutenção dos elevadores e a reforma dos banheiros, cuja concorrência foi transmitida ao vivo pelo Facebook da CMC, iniciativa inédita na história do Legislativo municipal.

Diálogo e transparência – “Tivemos diálogo e transparência”, afirmou Serginho do Posto, referindo-se às 36 reuniões dos vereadores com secretários municipais nestes dois anos. Ele lembrou da votação do Plano de Recuperação, que teve “contribuição para o ajuste fiscal do município”. A votação de quatro projetos de iniciativa da Prefeitura ocorreu na Ópera de Arame, após sucessivos protestos de servidores públicos municipais terminarem com a invasão do Palácio Rio Branco. “Na história recente da democracia em poucos parlamentos aconteceu o que vimos no ano passado”, disse. “Não merecemos mácula por exercer o papel de legislar”, ponderou.

Serginho do Posto revelou que lançará um novo Portal da Transparência em breve, faltando apenas a consolidação dos dados que estarão dispostos na nova ferramenta. Lembrou que nestes dois anos “a Câmara não desviou dos questionamentos da imprensa e dos órgãos de controle”. Ele frisou a ampliação da CMC nas mídias sociais, com o recente lançamento do perfil oficial do órgão no Instagram, como uma das medidas da Casa para se aproximar da população.

O presidente ainda destacou convênios com diversos órgãos públicos, entre eles com o Ministério Público do Paraná de combate à corrupção e com a Prefeitura de Curitiba para a digitalização e guarda temporária de documentos antigos. Este último resultou o projeto Os Manuscritos – Documentos Antigos de Curitiba, um hotsite que disponibiliza documentos com mais de 300 anos de existência, desde a fundação da cidade, para qualquer cidadão que tenha interesse em pesquisar a história da capital.

No fim da sua exposição, o presidente da Câmara anunciou que haverá “pela primeira vez” uma transição oficial da administração. Isso ocorrerá depois desta sexta-feira (21), quando os vereadores elegem a nova administração do Legislativo.

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Em 2021, preço da gasolina subiu 46% e do etanol, 56%, segundo Ticket Log

Levantamento feito pela Ticket Log aponta que o preço da gasolina fechou 2021 com alta de 46,7% nos postos brasileiros. Em dezembro, porém, houve queda de 0,52%, refletindo redução nos preços de refinaria promovida pela Petrobras e pela Acelen, dona da maior refinaria privada brasileira.

Segundo a Ticket Log, o preço médio da gasolina em dezembro foi de R$ 6,890 por litro, contra R$ 4,696 no mesmo mês de 2020. Em novembro, antes da redução nas refinarias, o combustível foi vendido nos postos, em média, a R$ 6,926 por litro.

A alta é bem superior à inflação do período: em dezembro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 10,42%% em 12 meses, o maior índice em seis anos. A escalada dos preços dos combustíveis foi um dos principais motores da alta no indicador.

De acordo com os dados da Ticket Log, o preço do etanol hidratado subiu 56,5% nos postos em 2021, chegando em dezembro a uma média de R$ 5,779 por litro. Como ocorreu com a gasolina, o preço do biocombustível recuou na comparação com novembro, com queda de 1,26%.

O chefe da área de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, diz que o resultado pesquisa indica tendência de estabilidade no rimo de alta dos preços. “Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros”, afirmou.

A escalada dos preços acompanhou a recuperação das cotações internacionais do petróleo após as restrições à circulação de pessoas no início da pandemia e a desvalorização do real frente ao dólar em meio a crises institucionais no país.