Bolsonaro faz ataques pessoais contra Barroso: ‘Falta coragem e sobra ativismo judicial’

Em reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro fez ataques pessoais contra o ministro Luís Roberto Barroso nesta sexta-feira (9).

Em conversa com apoiadores nesta manhã (9), Bolsonaro comentava a decisão monocrática do ministro que obriga o Senado a instalar a CPI para investigar as ações do governo federal no combate à pandemia. Segundo Bolsonaro, a CPI seria uma “jogadinha” política com a bancada de esquerda e acusou Barroso de fazer “politicalha”.

“Falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial. […] O país vive momento crítico de pandemia, pessoas morrem e o ministro do STF faz politicalha junto ao Senado”, disse Bolsonaro.

O presidente postou o vídeo dos ataques em sua conta  no Twitter.

Para o presidente, o que merece uma investigação são “os desvios de recursos de governadores”, que teriam desviado “bilhões” que seriam originalmente destinados ao combate à pandemia.

“[A CPI] é contra o presidente Jair Bolsonaro. É exatamente isso, a CPI não é para apurar desvios de governadores, é para apurar, segundo está na ementa lá do pedido de CPI, omissões do governo federal. Ou seja, uma jogadinha entre Barroso e a bancada de esquerda no Senado para desgastar o governo”, afirmou.

O presidente destacou a existência dos pedidos de impeachment contra ministros do STF que estão arquivados no Senado. Bolsonaro provocou Barroso a determinar a análise destes pedidos. Além disso, lembrou que Barroso foi advogado de defesa do italiano Cesare Battisti, que estava no Brasil e foi extraditado para seu país de origem em 2019, onde é acusado de homicídios.

“Barroso, nós conhecemos teu passado, tua vida, o que sempre defendeu e como chegou ao STF, inclusive defendendo o terrorista Cesare Battisti. Se você tiver um pingo de moral, Barroso, mande abrir processo de impeachment contra alguns dos seus companheiros do STF”, finalizou.

Segundo o site Poder360, há pelo menos dez pedidos de impeachment contra ministros do STF. Entre eles, há até um pedido para retirar todos os integrantes do Supremo – mas nenhum pede o afastamento pessoal de Barroso. O ministro mais visado pelos pedidos de impeachment é Alexandre de Moraes, que foi indicado por Michel Temer em 2017.

com informações da Agência Sputink

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Colômbia espera US$ 1,4 bilhão de investimentos privados do Brasil

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse hoje (19) que espera cerca de US$ 1,4 bilhão de investimentos privados do Brasil no país vizinho, em diversas áreas. Os compromissos foram firmados durante encontro, em São Paulo, como mais de 60 empresários brasileiros. Segundo Duque, o valor pode superar US$ 2,4 bilhões se agregados investimentos em infraestrutura.

“Há uma grande relação comercial e de investimento que queremos seguir fortalecendo”, disse Duque em declaração à imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O colombiano se reuniu, na manhã desta terça-feira, com o presidente Jair Bolsonaro para tratar de diferentes temas da agenda bilateral entre os dois países.

Durante o encontro foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de serviços aéreos, agricultura, pesquisa e desenvolvimento, meio ambiente e saneamento, segurança e cooperação fronteiriça, comércio e investimentos e serviços de aprendizagem profissional.

A Colômbia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina, com um intercâmbio bilateral de US$ 3,6 bilhões em 2020. Nos oito primeiros meses de 2021, a corrente de comércio entre os dois países alcançou crescimento de quase 50% em relação ao ano anterior e, de acordo com o Itamaraty, poderá encerrar o ano em patamares superiores aos registrados antes da pandemia.

Amazônia

Tanto Bolsonaro quanto Duque destacaram o interesse comum na preservação da Amazônia e eles querem levar o tema para a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), prevista para novembro, em Glasgow, na Escócia.

“A Amazônia, para nós, é território valioso e a cuidamos dentro da nossa soberania. É importante que essa defesa traga consigo uma luta eficaz contra os crimes ambientais”, afirmou Duque.

Para o presidente colombiano, é preciso deixar registrada, durante a COP26, a disposição dos países da região de proteger esse território, destacando a capacidade da floresta em retirar carbono da atmosfera.

“Uma reafirmação que a nossa voz não é somente pela transição energética e redução de emissões [de gases de efeito estufa], mas também de alcançar a neutralidade de carbono com a proteção das florestas tropicais e da Amazônia”, disse o presidente da Colômbia.

Aquecimento global

O Acordo de Paris, que será discutido na conferência em Glasgow, foi firmado durante a COP21, em 2015, na França. No documento, resultado de mais de 20 anos de negociação, as nações definiram objetivos de longo prazo para limitar o aquecimento da temperatura global em níveis abaixo de dois graus Celsius, se possível a 1,5 grau, até o final deste século.

Para isso, cada país definiu suas metas de redução de emissões e de alcançar a neutralidade. A neutralidade de carbono (ou emissões líquidas zero) é atingida quando todas as emissões de gases de efeito estufa que são causadas pelo homem alcançam o equilíbrio com a remoção desses gases da atmosfera, que acontece, por exemplo, restaurando florestas. Isso significa também mudar a matriz energética para fontes sustentáveis que não dependem de queima de combustíveis fósseis, em setores como transporte, geração de energia e na indústria.

Para outras fontes, a cada tonelada de gás carbônico emitida, uma tonelada deve ser compensada com medidas de proteção climática, com o plantio de árvores, por exemplo. Entre os principais temas a serem debatidos na COP26 estão o mercado de carbono e os procedimentos financeiros para alcançar a redução das emissões.

EUA vão aceitar CoronaVac para entrada de visitantes estrangeiros

Os Estados Unidos vão aceitar a entrada de visitantes vacinados com vacinas contra a covid-19 autorizadas pelos órgãos reguladores dos EUA e também aquelas autorizadas para uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters na noite de sexta-feira (8).svg%3Esvg%3E

Segundo a agência, Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse que seis vacinas aprovadas pela FDA, a agência reguladora norte-americana e listadas para uso emergencial pela OMS atendem aos critérios para que o visitante possa entrar nos EUA.

Atualmente, a lista da entidade inclui, para uso emergencial, os imunizantes CoronaVac, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca, Janssen, Moderna e Sinopharm.