Bolsonaro estaria apreensivo com quebra de sigilos na CPI que poderia ‘ferrar’ o governo, diz mídia

Segundo comentários que correm no Palácio do Planalto, o presidente estaria tenso com relatórios que estão chegando à CPI da Covid, e tem medo de que informações que venham à tona possam prejudicar seu mandato.

De acordo com o blog do jornalista Vicente Nunes do Correio Braziliense, Bolsonaro estaria muito preocupado com o desenrolar dos fatos investigados na CPI da Covid, e, segundo pessoas próximas ao presidente, ele estaria com medo da CPI “ferrar” o governo.

Ontem (10), foi um dia que pode exemplificar o “medo” do presidente, já que um relatório com uma chamada telefônica transcrita entre ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, chegou às mãos dos senadores da CPI. Na ligação, Bolsonaro teria pedido insumos de hidroxicloroquina ao premiê para empresas privadas brasileiras.

Também há suspeitas entre os senadores de que integrantes do Palácio do Planalto receberam propina de laboratórios fabricantes de cloroquina, e sendo assim, assessores do presidente já estariam correndo para averiguar até que ponto a quebra de sigilos pela CPI pode atingir o Planalto, segundo o jornalista.

Nunes também acredita que o presidente está tentando criar estratégias para desviar a atenção da população sobre as recentes investigações, por exemplo, o fato de Bolsonaro ter declarado ontem (10) que quem já se infectou ou tomou a vacina contra a COVID-19 não precisaria mais usar máscaras de proteção, seria uma delas.

A quebra de sigilo de pessoas “íntimas” do presidente, como a do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello e do ex-chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, pela CPI da Covid noticiada ontem (10) também estaria causando alvoroço no Planalto, pois pode ajudar a complicar o governo.

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Moro é fundamental nas eleições, diz Picler

O professor Wilson Picler, chanceler da Uninter, disse neste domingo, 9, que a participação do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) é fundamental para as eleições de 2 de outubro e até lá deve se consolidar como a terceira via na disputa presidencial. “Moro é fundamental nestas eleições. O povo terá a opção de três projetos distintos. Isto fortalece a democracia e enriquece o debate, além de elucidar as dúvidas remanescentes. No Paraná, Moro ficará um pouco mais forte, com possibilidades de estar à frente de Bolsonaro”, prevê Picler.

O nome de Picler foi destaque na imprensa nacional depois que a coluna radar da revista Veja desta semana aponta-lo como apoiador de Moro no Paraná. A coluna diz ainda que o empresário paranaense foi o maior doador individual, com R$ 800 mil, da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

Picler argumenta ainda que a participação de Moro nas eleições vai ajudar “a desmistificar a inocência” do ex-presidente Lula (PT), condenado pelo ex-juiz por corrupção e com decisão revertida a favor do petista no STF (Supremo Tribunal Federal).

Pesquisas – Na avaliação do professor, tanto Moro como Bolsonaro e Moro têm teto de 30% do eleitorado, o que vai embolar a eleição. Uma parcela deste eleitorado vota em Lula, mas não vota mais em Bolsonaro. “A tendência do Moro é só crescer lenta e constantemente”, diz.

“A eleição pode ser definida nos três minutos da prorrogação e até lá Moro vai crescer consideravelmente. No Paraná, Moro ficará um pouco mais forte com possibilidades de estar à frente de Bolsonaro. Nas pesquisas realizadas até agora, Moro tira votos tanto de Bolsonaro como de Lula, ou seja, tira mais do Bolsonaro do que de Lula”, avalia Picler.

Wilson Picler adiantou que o Instituto Dataveritas, em parceria com o IRG (Instituto Ricieri Garbelini) e a Uninter, fará uma pesquisa nacional por mês sobre a intenção de voto para presidente da República. As pesquisas, se divulgadas, precisam ser inscritas no TSE.

(fotos: divulgação)

O que Joaquim Barbosa diz sobre ser vice de Sergio Moro

Por Igor Gadelha, Metrópoles

Procurado por Sergio Moro (Podemos) para discutir o cenário eleitoral de 2022, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB) avisou a aliados que jamais toparia ser candidato a vice-presidente do ex-juiz.

Segundo pessoas próximas, Barbosa avalia que o desempenho eleitoral de Moro tem um “teto” que impedirá o ex-juiz de chegar ao segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto este ano.

Nesse cenário, o ex-ministro do STF tem avaliado que Moro deveria mesmo era ser candidato ao Senado, disputa na qual Barbosa acredita que o ex-juiz teria mais chances de vitória.

Até agora, Moro alcançou no máximo 11% nas pesquisas de intenção de voto. Na avaliação do ex-ministro do STF, o ex-juiz da Lava Jato já deveria estar com um percentual maior para ser competitivo.