Bolsonaro diz que é ‘milagre’ ainda estar governando e defende porte de armas para caso Lázaro

 

Ao discursar para eleitores, presidente diz que algumas mídias querem desmoralizar seu governo ao apresentarem números reais da COVID-19 no país. Bolsonaro também defendeu uso de armas domésticas para combater “serial killer”.

Nesta segunda-feira (22) pela manhã, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvarorada, Bolsonaro identificou como um “milagre” o fato de ainda estar governando, apesar da forte pressão popular para o impeachment expressada em protestos no sábado (19), segundo o portal UOL.

O presidente também falou sobre o número emblemático de 500 mil mortos pela COVOID-19 no país e, mais uma vez, afirmou que há uma “jogada política” para que os números sejam maiores do que realmente são, e assim possam prejudicar sua administração.

“As mortes parecem que interessam para a TV Funerária. A TV Funerária entrou em êxtase quando atingiu as quinhentas mil mortes”, disse Bolsonaro em referência à emissora Rede Globo.

A emissora vem sendo alvo do presidente e seus apoiadores que a apelidaram de “Globolixo”. Na visão dos mesmos, o canal foca em desgastar o governo através da divulgação dos números e da situação da pandemia no país.

Em um ato autoritário e de forte hostilidade à imprensa, ontem (21), Bolsonaro mandou uma repórter da emissora “calar a boca” quando a mesma lhe perguntou sobre o porquê de o presidente não ter usado máscara nos passeios de motocicleta que têm feito com eleitores.

Irritado, Bolsonaro disse que “chega como quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não usa”. Em seguida, o mesmo tira a máscara e pergunta se a repórter está feliz.

“Essa Globo é uma m**** de imprensa. São uma porcaria. Cala boca! Vocês fazem um jornalismo canalha”, disse o presidente.


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REUTERS / Ueslei Marcelino

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em passeio de moto em prol do Dia das Mães, em Brasília, 9 de maio de 2021

Porte de Armas

Na mesma conversa com apoiadores, Bolsonaro comentou a pergunta de um deles questionando o caso de Lázaro Barbosa, conhecido como “serial killer do Distrito Federal”, o qual a polícia tenta capturar há duas semanas.

Lázaro Barbosa é procurado desde o dia 9 de junho por ter assassinado quatro pessoas de uma mesma família com tiros e facadas. Desde o início da fuga, o mesmo invadiu pelo menos 12 propriedades rurais e fez uma série de reféns, segundo o G1.

O presidente respondeu que apesar de o criminoso ter entrado em uma casa, ele não ficou no local ficou porque o dono do imóvel portava uma arma, e disse que “no que depender de mim, todo mundo que quiser vai ter arma. Os vagabundos têm”, de acordo com a mídia.

“Parece que ele tentou invadir uma casa aí, não entrou porque o cara estava armado. Não é o Estatuto do Desarmamento que vai dar tranquilidade para você”, disse Bolsonaro.

Em fevereiro, o governo desburocratizou parte dos procedimentos sobre uso de armas no país. A medida, divulgada no site do governo federal, aumentou a clareza sobre a regulamentação, reduziu a discricionariedade de autoridades e deu garantia de contraditório e ampla defesa para quem as possuí.

Em janeiro, a Polícia Federal registrou aumento de 90% em 2020, em comparação a 2019, de novos registros de armas de fogo no Brasil, sendo também o maior número já registro pela PF. Esses números registram apenas as armas de fogo que vão ficar nas mãos de civis, segundo o G1.

 

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Senador Alvaro Dias é o novo Presidente do Podemos no Paraná

Senador Alvaro Dias é o novo Presidente do Podemos no Paraná, Ele foi eleito por aclamação com a presença das lideranças regionais e nacionais.

Na manhã desta terça-feira(25), em Curitiba, na presença dos Senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, da Presidente Nacional do Podemos, Deputada Renata Abreu, do Pré Candidato à Presidência da República, Sergio Moro, do Vice Presidente da Sigla no Paraná, Deltan Dallagnol, e do Secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Augustinho Zucchi, do Depurado Estadual Galo, e de outras lideranças nacionais e do Paraná do Partido, Vereadores e Prefeitos, os membros executivos do Podemos no Estado do Paraná.

Comida Boa a Gente Doa: PL de Giacobo avança no combate à fome

 

Com o objetivo de contribuir com a luta contra a fome no país, o deputado federal Giacobo (PL) protocolou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4163/2021. A proposição visa aperfeiçoar o Banco Solidário de Alimentos, que ganhará o slogan “Comida Boa a Gente Doa”, e será instituído por lei federal, incentivando ações em prol do aproveitamento de alimentos junto às Ceasas (Centrais de Abastecimento) do Brasil e concedendo benefício fiscal a doadores.

As ações tem o propósito de reduzir o descarte de alimentos não comercializados nas Ceasas para que aqueles que estejam aptos para o consumo humano sejam doados. A intenção é criar campanhas educativas para incentivar o reaproveitamento e doação desses alimentos. Os doadores não serão responsabilizados quanto aos alimentos doados, salvo em casos de dolo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros. Somente no estado do Paraná a estimativa é de que 250 mil pessoas integrem esse grupo.

A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, em 2020, destacou que as Ceasas movimentaram 16.351.854 t (dezesseis milhões, trezentos e cinquenta e um mil, oitocentas e cinquenta e quatro toneladas) de hortaliças e frutas, representando aproximadamente R$ 42,3 bilhões. Ou seja, grande parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros passam pelas Ceasas.

“Nosso projeto cria o Banco Solidário de Alimentos por lei federal, ou seja, nós vamos ter Banco de Alimentos em todas as mais de 5 mil cidades do nosso Brasil. Se a fome tem nome, sobrenome, endereço e RG, o combate a ela também vai ter.”, enfatizou Giacobo.

O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa passará a integrará a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, podendo agir em conjunto com as unidades localizadas dentro das Ceasas de todo o país para combater o desperdício e promover a doação de alimentos a quem mais precisa.

CASO DE SUCESSO NO DF

Nas Ceasas é comum observar elevado desperdício de alimentos ao final do dia. Um exemplo de ação bem-sucedida de combate a essa situação é o Programa Desperdício Zero da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). A iniciativa consiste na doação de alimentos fora dos padrões comerciais a instituições cadastradas e famílias em vulnerabilidade social.

As frutas, legumes e verduras que vão os lares e mesas dessas famílias e instituições estão próprias para o consumo humano e fazem a diferença. São produtos levemente danificados ou muito maduros, que costumavam ser descartados pelos agricultores e empresários que comercializam na Ceasa-DF.

Apenas em 2019, foram 323 toneladas de insumos que poderiam ter tido o Aterro Sanitário como destino, mas viraram refeições nutritivas a quem precisa nas 135 instituições cadastradas. Milhares de pessoas foram beneficiadas pelo programa. O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa tem como objetivo priorizar as Ceasas de todo o país, por meio de coordenação do governo federal, evitando o desperdício e possibilitando a doação de alimentos não comercializados.

BENEFÍCIO FISCAL

Para tornar as doações mais atrativas, o projeto de lei contempla um novo benefício fiscal, que se assemelha a outras experiências exitosas, como o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD).

Pessoas físicas e pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir do imposto sobre a renda os valores correspondentes a doações diretamente efetuados em prol de projetos de e ações de captação ou recepção e de distribuição gratuita de gêneros alimentícios executados por Bancos Solidários de Alimentos.

Essa medida reduzirá o custo das doações, contribuindo para o alcance dos objetivos do programa e, consequentemente, para mitigar a grave situação de insegurança alimentar por que passa o Brasil.