Apoio financeiro de Itaipu garante duplicação do Contorno Oeste e trecho da BR-277, em Cascavel

Pedra fundamental das duas obras foi lançada nesta segunda-feira (2) pelo governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, e pelo diretor de Itaipu Celso Torino.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, participou nesta segunda-feira (2), em Cascavel, do lançamento da pedra fundamental de duas obras rodoviárias viabilizadas com apoio financeiro da margem brasileira da Itaipu. Os investimentos somam mais de R$ 186 milhões. O diretor técnico executivo da binacional, Celso Torino, representou o diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira.

A primeira obra é a duplicação de um trecho de 5,81 quilômetros da BR-277, entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e o terminal da Ferroeste, por onde passam cerca de 5 mil veículos por dia. Também estão previstas a pavimentação de uma via marginal da rodovia, com extensão de 1,56 quilômetro, e a execução de dois viadutos. As obras foram licitadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), sub-rogadas ao DER-PR e devem ser concluídas até setembro de 2022. São mais de R$ 85 milhões em investimentos neste projeto, incluindo supervisão, desapropriações e outros custos.

A segunda obra é a duplicação integral do Contorno Oeste, conectando as rodovias BR-277 (ligação com Foz do Iguaçu) e BR-163 (Toledo e Sudoeste do Estado), com 14,28 quilômetros de extensão, e a construção de um acesso à Avenida Brasil, na altura do Bairro Santo Inácio, com 4,7 quilômetros – totalizando 19,07 quilômetros. As obras também já foram licitadas pelo Dnit, sub-rogadas ao DER-PR, com prazo previsto de conclusão de 31 meses. Os investimentos totais são de R$ 101,5 milhões, incluindo supervisão, desapropriações e outros custos.

Ratinho Junior agradeceu o apoio de Itaipu, lembrando que a empresa tem papel relevante “não só pela geração de energia, mas na colaboração para o desenvolvimento do Paraná”. O governador também destacou a importância de organizar a infraestrutura do Estado para a atração de investimentos. E citou obras financiadas pela binacional, como a Ponte da Integração Brasil-Paraguai e a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. “Queremos fazer do Paraná a central logística da América do Sul”, afirmou.

O diretor Celso Torino observou que, ao cruzarem centros urbanos, trechos não duplicados de rodovias atrapalham o fluxo de veículos e geram riscos para motoristas e pedestres. “É o que acontece aqui em Cascavel”, pontuou. O acesso ao Show Rural Coopavel, por exemplo, principal evento do agronegócio da América Latina, realizado anualmente, está localizado no trecho a ser duplicado da BR-277. “As obras de duplicação propostas neste convênio com o governo do Paraná resolverão esse problema, com a vantagem de não encarecer a tarifa de pedágio nas concessões que se aproximam”, disse Torino.

Em relação ao Contorno Oeste, Torino lembrou que o tráfego de veículos pesados é intenso na região, especialmente para o transporte da produção agropecuária. “O objetivo da Itaipu ao apoiar esta obra é possibilitar que o Contorno Oeste continue a prestar importante serviço de escoamento de produtos, sem representar um gargalo para o trânsito em Cascavel”, disse. Ele completou: “A fluidez no tráfego é importante, mas, mais do que isso, estamos falando também de melhorar a segurança de todos que transitam pelo Contorno Oeste. E nada vale mais a pena do que ajudar a preservar vidas”.

Acompanharam as cerimônias o prefeito de Cascavel e presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), Leonaldo Paranhos; o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Sandro Alex; o secretário de Administração Pública e Previdência, Marcel Micheletto; o diretor-presidente do DER-PR, Fernando Furiatti; deputados estaduais, prefeitos da região, vereadores e outras autoridades.

Leonaldo Paranhos destacou o apoio da binacional e do governo do Estado aos municípios da região, ao financiar obras que há muito eram reivindicadas, e agradeceu em nome dos prefeitos e moradores. “São bandeiras que muitas vezes imaginávamos que não seriam mais possíveis”, declarou.

Pacote de obras

Os investimentos em Cascavel integram um amplo pacote de obras estruturantes financiadas por Itaipu na região Oeste do Estado, que já somam mais de R$ 2,5 bilhões. Entre elas, a nova ponte internacional entre Brasil e Paraguai, a duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469) e a ampliação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. A empresa também vai modernizar o sistema de transmissão de Furnas.

Destacam-se ainda a construção do contorno de Guaíra (com 4,6 quilômetros de extensão), a modernização da Ponte Ayrton Senna (que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul), a implantação de trecho da BR-487 (Estrada Boiadeira), que integrará a futura Rota Bioceânica, e melhorias no aeroporto de Cascavel.

Os recursos foram viabilizados a partir de um novo modelo de gestão da empresa, implantado em 2019, pautado pelas boas práticas de administração pública, austeridade e transparência, conforme orientação do governo federal. As obras também estão de acordo com a missão institucional e os objetivos estratégicos da Itaipu, visando contribuir para o desenvolvimento sustentável de Brasil e Paraguai.

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Itaipu bate recorde de produtividade pelo terceiro ano consecutivo

Pelo terceiro ano consecutivo, a Itaipu Binacional vai bater o recorde de produtividade. A usina hidrelétrica deve fechar 2021 com a marca de 1,098 megawatt produzido a cada metro cúbico por segundo de água (MWméd/m³/s), a maior produtividade em 37 anos de operação. O valor é maior que a marca de 2020 (1,087 MWméd/m³/s) e de 2019 (1,079 MWméd/m³/s). O mês de maior produtividade foi julho, com 1,1221 MWméd/m³/s.

Em mais um ano seco, então fazer mais com menos foi crucial. A equipe binacional de excelência e a tecnologia customizada ao negócio são nossas melhores ferramentas para atingirmos esses objetivos”, afirmou o diretor-técnico executivo da Itaipu, Celso Torino. “Itaipu está operando com eficiência máxima, mesmo com um ano de seca histórica”, destacou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

Para entender a produtividade e sua relação com as baixas afluências, um bom exemplo é o consumo de combustível de um carro. Quando a intenção é economizar combustível, é necessário dirigir o carro em uma rotação do motor ideal, nem alta e nem baixa. O mesmo ocorre na unidade geradora: quando ela está no melhor ponto de operação, a produção de energia será tal que o consumo de água será o menor possível. E este é o objetivo nos períodos de baixas afluências, fazer mais com menos, como destacou o diretor.

A alta produtividade foi essencial em um ano hidrológico crítico como 2021. A afluência média, ou seja, a quantidade de água que chega no reservatório e que será usada para produção de energia foi de 6.956 m³/s, a pior do histórico desde 1983, correspondendo a 61% da média observada no período.

Com a escassez hídrica, a geração de energia também foi abaixo da média, esperando-se uma produção da ordem de 66,5 milhões de MWh, ou 74% da média anual dos 25 anos anteriores. Ainda assim, essa energia é maior do que um dia do consumo mundial de eletricidade e o suficiente para abastecer o Brasil por um mês e doze dias, o Paraguai por quase quatro anos, o estado do Paraná por dois anos ou o consumo anual de 114 cidades do porte de Foz do Iguaçu.

Produtividade e produção: entenda a diferença

A produtividade é um índice calculado pela relação entre a quantidade de energia gerada e a vazão turbinada (o volume de água que passou pelas unidades geradoras, medido em metros cúbicos por segundo). É diferente da produção, que significa a quantidade absoluta de energia gerada em um determinado período de tempo.

União de fatores

De acordo com Torino, o recorde de produtividade foi atingido graças a uma série de fatores, como a orientação da diretoria binacional da Itaipu para otimizar a produção de energia, a gestão eficiente dos recursos nesses anos de baixas afluências e, principalmente, o comprometimento dos profissionais brasileiros e paraguaios da Diretoria Técnica na execução de suas atividades. “Isso tudo resultou na transformação em energia de cada gota de água que entrou no reservatório”, disse.

O diretor destaca os projetos da Superintendência de Engenharia, que garantem o bom desempenho dos equipamentos de geração e transmissão da usina; a eficiência nas atividades da Superintendência de Manutenção, garantindo a gestão eficiente das anormalidades, a alta disponibilidade e a baixíssima indisponibilidade forçada das unidades geradoras e o monitoramento da segurança de barragem realizado pela Superintendência de Obras.

Além disso, também são fundamentais as ações coordenadas de forma eficiente pelas equipes da Superintendência de Operação nas etapas de análise hidrológica, programação energética, pré e pós-operação e nas ações de supervisão e controle dos equipamentos associados à produção de energia adotadas pelas equipes de operação em tempo real”, concluiu.

Para a Diretoria Técnica, uma série de fatores contribuiu para o bom desempenho da usina e consequentemente a obtenção dos resultados na produtividade. Entre eles, a parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o uso dos softwares do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a coordenação com o Operador Nacional do Sistema (NOS) e Ande.

Também são creditados os estudos realizados pelos grupos da Comissão Mista de Operação, envolvendo Eletrobras, Ande, Furnas e Itaipu Binacional, e as diversas áreas da Itaipu que prestam apoio para a Diretoria Técnica.

Fonte: Assessoria

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

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