Aos 107 anos, Foz do Iguaçu é um grande centro econômico do Brasil

O prefeito Chico Brasileiro disse na quarta-feira (09) que Foz do Iguaçu, mesmo enfrentando a pandemia, chega aos seus 107 anos como um grande centro econômico do país. E os exemplos estão, segundo Chico Brasileiro, no conjunto de obras municipais, estaduais, federais e da iniciativa privada que apontam para R$ 4 bilhões em investimentos, com o potencial de criação de cerca de cinco mil novos postos de empregos.

“Vamos vencer a pandemia e temos todas as condições de uma rápida retomada econômica baseada na atividade turística. O setor produtivo, em especial o imobiliário, já está com um elenco de obras surpreendente. O mesmo já acontece com as obras públicas, graças às importantes parcerias que temos com a Itaipu Binacional e os governos estadual e federal”, completou Chico Brasileiro.

As obras, segundo Brasileiro, não se resumem somente as de grande porte. “Há pequenos e médios empreendimentos, salas comerciais, novas lojas, condomínios de moradias e casas sendo construídas. A prefeitura mesmo está com execução de asfalto nos bairros, escolas e creches em reformas ou em construção”, disse.

Potencial

Essa avaliação, disse Chico Brasileiro, é real, atualizada e compartilhada com setores empresariais da cidade. “Hoje, Foz se transformou num grande centro de investimentos. Não é qualquer cidade, mesmo as cidades de regiões metropolitanas não estão recebendo o volume de recursos, com obras tão estratégicas como Foz do Iguaçu”, disse.

O novo conjunto de obras prepara a cidade para um ciclo virtuoso de desenvolvimento baseada no turismo, nos serviços e num entreposto comercial de expressão no Mercosul. “Os estudos já apontam que o brasileiro quer retomar as viagens perto ou próximas às suas cidades de origem. O mesmo acontece com os países próximos a nossa fronteira. Acredito muito que teremos uma forte atividade turística a partir deste final do ano e no ano que vem”.

Os investidores, segundo prefeito, avaliam cidade por cidade e escolhem Foz do Iguaçu porque têm as melhores perspectivas de retorno dos investimentos. “E Foz do Iguaçu hoje é uma das cidades que mais tem possibilidade de retorno devido esse conjunto, ou seja, uma cidade turística reconhecida, que tem infraestrutura adequada, aeroporto, rodovia, e agora com a segunda ponte também, uma cidade geograficamente bem localizada”. 

Investidores

Essas condições somam muitos pontos inclusive, reafirma Brasileiro, para investidores internacionais, não apenas para investidores brasileiros. “O mundo inteiro está de olho em Foz do Iguaçu porque o turismo será um dos segmentos que mais vai crescer nos próximos anos pós-pandemia. Eu tenho certeza que Foz do Iguaçu está no rol, nessa lista de cidades prioritárias para investimentos”.

“Além de conhecer os atrativos turísticos, os empresários procuram a prefeitura para identificar o potencial da cidade, se vamos concretizar essas obras, enfim, conhecer as perspectivas da cidade. Nós sempre apontamos tudo o que está recebendo e os grande investimentos, principalmente no corredor turístico”, exemplifica. 

Chico Brasileiro enumera investimentos privados de mais de R$ 100 milhões, de R$ 50 milhões, entre outros considerados de médios e pequenos portes. “Temos de potencial nos próximos anos, já de imediato, no próximo ano, claro, as obras que vão ocorrer em 2021, 2022 e 2023, mas nos próximos anos serão em torno de R$ 1 bilhão de investimento privado em Foz do Iguaçu”.

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Multinacional busca recém-formados para programa de trainee focado em diversidade; salário é de R$ 10 mil

Uma multinacional do ramo de alimentos está com inscrições abertas até 4 de fevereiro para programa de trainee focado em diversidade direcionando todas as vagas para minorias dos grupos LGBTQIA+, étnico-racial, pessoas com deficiência e mulheres.

O programa tem duração de 20 meses e ao final do processo seletivo os candidatos serão alocados em uma das cidades participantes que são: CuritibaSão Paulo ou Vitória de Santo AntãoO salário oferecido é de R$ 10 mil.

As inscrições podem ser feitas pelo site do processo seletivo. O início do programa está previsto para março deste ano. O número de vagas disponível não foi divulgado.

Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Itaipu sediará a primeira Conferência Global sobre Água e Energia em 2022

A Itaipu Binacional irá sediar a primeira Conferência Global sobre Água e Energia em 2022. A proposta foi anunciada e aprovada nesta quinta-feira (20), durante a 5ª Reunião do Conselho Consultivo da Parceria Soluções Sustentáveis em Água e Energia, entre a Itaipu e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa). Por conta dos protocolos de enfrentamento da pandemia de covid-19, a data do evento ainda está por ser confirmada.
A reunião contou com a participação dos diretores gerais da Itaipu, general João Francisco Ferreira (Brasil) e Manuel María Cáceres Cardozo (Paraguai); dos embaixadores de ambos os países junto à ONU, Ronaldo Costa Filho e Julio César Arriola Ramírez; e representantes das diversas instituições que fazem parte da iniciativa.
O sub-secretário geral da ONU, Liu Zhenmin, enviou uma mensagem gravada em vídeo, em que agradeceu o apoio da Itaipu à iniciativa, e destacou realizações da parceria, como o anúncio dos Compromissos de Energia (Energy Compacts) durante o Fórum Político de Alto Nível, no último mês de setembro, e o evento realizado em parceria com a Undesa, durante a última Conferência do Clima (COP 26), em novembro, em Glasgow, na Escócia. “A Itaipu é um destacado líder global na implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030”, elogiou Zhenmin, ressaltando, também, a urgência de cooperação internacional para o cumprimento dessas agendas para reverter a crise climática.
A parceria entre Itaipu e Undesa teve início em 2018, com um plano trabalho de quatro anos. Apesar das limitações impostas pela pandemia, diversas metas foram atingidas, como: a criação da Rede Global de Soluções Sustentáveis em Água e Energia (que atualmente conta com 29 membros de todos os continentes); a implantação de uma plataforma para a disseminação de boas práticas na abordagem conjunta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 6 (água) e 7 (energia); a produção de estudos de caso e relatórios; e a realização de seminários presenciais e webinars abordando diversos temas ligados a esses ODS.
Porém, em função da covid-19, a realização da conferência não foi possível. Assim, as instituições decidiram por estender a parceria neste ano de 2022, para a promoção do evento e de outras ações inicialmente previstas. A Conferência Global será realizada na Itaipu de forma binacional, com a participação de cerca de 300 pessoas de instituições de todo o mundo que trabalham com água e energia. A programação deverá incluir visitas de campo a projetos desenvolvidos pela Itaipu nas margens brasileira e paraguaia.
“Ao longo desses quatro anos, tivemos ações bem-sucedidas no compartilhamento de informações e boas práticas, que nos permitiram construir uma base que permitirá ações ainda mais efetivas ao longo de 2022, ampliando o alcance da Rede Global”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general Ferreira. “A conferência será uma oportunidade para Itaipu reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável na região e com a implementação da Agenda 2030 em parceria com organizações locais e internacionais”, completou o diretor-geral paraguaio, Manuel Cardozo.
Em suas mensagens, os embaixadores brasileiro e paraguaio destacaram o fato de Itaipu ser um projeto exitoso de cooperação binacional que, agora, contribui também no contexto multilateral da ONU, com ações efetivas na geração de energia limpa, e nos cuidados com o meio ambiente e com as pessoas. Também chamou a atenção dos diplomatas a expansão da rede global e os bons resultados alcançados apesar das restrições da pandemia.
A reunião do Conselho Consultivo da Parceria Soluções Sustentáveis em Água e Energia acontece anualmente para aprovação do plano de trabalho e recebimento de sugestões das instituições envolvidas. O evento desta quinta-feira, além das autoridades já nominadas, contou com a participação de Alexander Trepelkov, da Divisão para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Undesa; Haitian Lu, do escritório de Desenvolvimento de Capacidades da Undesa; Helena Felip Salazar, diretora-geral de Políticas Multilaterais, do Ministério de Relações Exteriores e coordenadora nacional da Comissão de ODS do Paraguai; Sheila Oparaocha, diretora executiva da Energia; Leena Srivastava, vice-diretora de Ciência da IIASA; Ricardo Andrade, diretor da Agência Nacional de Águas do Brasil; Manuel Menéndez Prieto, diretor-geral de Água do Ministério da Transição Ecológica da Espanha; María Haydée Jiménez, do Conselho Mundial de Energia; e Eddie Rich, diretor executivo da Associação Internacional de Hidroletricidade (IHA).

Saiba mais sobre a Rede Global:
https://www.un.org/en/waterenergynetwork

Imprensa de Itaipu
Foto: Sara Cheida/Itaipu.