Além de Curitiba, novo lote de vacinas da Pfizer será distribuído para outros cinco municípios

Cinco municípios paranaenses passam a integrar a estratégia de distribuição das vacinas contra Covid-19 produzidas pela parceria entre Pfizer e BioNTech. O terceiro lote dos imunizantes, que chega à Capital nesta terça-feira (18), com mais 39.780 doses, será distribuído para as cidades de Ponta Grossa, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Colombo e São José dos Pinhais – além de Curitiba que já recebeu doses dos dois lotes anteriores.

A descentralização faz parte da estratégia da Secretaria estadual da Saúde de colocar todas as vacinas recebidas à disposição da operacionalização do programa de imunização e de tratar todos os municípios de forma isonômica – ambas recomendações do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O imunizante produzido pela Pfizer/BioNTech necessita de cuidados específicos na sua logística. A longo prazo, eles precisam de armazenamento a -70°C, temperatura que requer freezers de alta performance. No entanto, a vacina pode ficar armazenada a -20°C por até duas semanas, e ainda entre 2º e 8ºC por até cinco dias. Estas janelas de intervalo possibilitam que, seguindo os prazos corretos, a vacina seja aplicada em municípios que não estejam equipados com os freezers ultracongelantes.

“Quando a dose chega ao Cemepar [Centro de Medicamentos do Paraná, onde é feita a logística para distribuição do Estado], ela está a -20°C. Quando são colocadas para transporte por avião, são conservadas em geladeiras comuns, de 2°C a 8°C, tendo cinco dias para serem aplicadas. Por isso, as prefeituras e secretarias municipais de saúde já precisam estar cientes disso, articulando rapidamente o público para receber essas vacinas”, explicou o secretário da pasta, Beto Preto.

Dessa maneira, a Secretaria da Saúde passou a viabilizar a distribuição do imunizante em cidades de grande e médio porte, que têm a possibilidade de receber, conservar e aplicar a vacina dentro destes prazos. O primeiro lote, composto de 32.760 doses, chegou ao Paraná em 3 de maio e foi distribuído apenas na Capital. Já no segundo lote, com 67.800 doses, a pasta ampliou os destinos: além de Curitiba, as cidades de Cascavel, Londrina e Maringá entraram na divisão. Essas doses foram distribuídas nesta terça (18).

No terceiro lote, mais cidades foram então incluídas no plano. Para a escolha, a Secretaria leva em consideração a capacidade vacinal do município – o tamanho da população que ele pode abranger dentro do prazo estipulado.

O diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior, explica que, neste momento, a palavra de ordem é praticidade. “Não adianta descentralizar apenas dois ou três frascos de vacina por município nesse momento. Isso geraria uma expectativa muito grande em função do resultado. Seguindo essa lógica, optamos por colocar a Pfizer em cidades maiores, que têm em média um mínimo de 200 mil habitantes. Essa é a linha de corte para começar uma experiência de maior descentralização, trabalhando com esse prazo mais curto”, disse.

Segundo o diretor-geral, o objetivo é fazer com que a vacina da Pfizer/BioNTech possa, eventualmente, chegar aos 399 municípios paranaenses. Para isso, será necessário o transporte das doses na temperatura de -20°C, logística que requer uma infraestrutura específica. Por isso, ele explica que, neste momento, é mais lógico contratar uma empresa já especializada no transporte de cargas congeladas, e afirma que a secretaria já está em contato com possíveis fornecedores do serviço.

Expansão

“Estamos esperando orçamentos para estudar a viabilidade da compra do serviço de transporte, uma vez que a Secretaria não tem expertise nem equipe para isso, e qualquer processo licitatório levaria mais tempo. Mas dependemos das propostas, que precisam ter um custo benefício econômico mensurável para podermos adotar essa atitude”, disse Werner Junior.

A busca pelo transporte especializado se dá junto a uma novidade comemorada pela Secretaria: a liberação do armazenamento das vacinas da Pfizer na temperatura de 2°C a 8°C durante 30 dias pela Agência Europeia de Medicamentos, a agência reguladora da União Europeia. Aumentando o período de cinco para 30 dias, a logística de aplicação das doses fica mais facilitada e viabiliza uma maior distribuição.

Essa liberação se deu com base em resultados de novos estudos realizados pelo laboratório alemão BioNTech, responsável pela vacina junto da Pfizer, que asseguram a qualidade do produto neste período. Para a mudança ser adotada no Brasil, ela precisa ser aprovada pela Anvisa.

“Aguardamos ansiosos a possibilidade de uma mudança nas orientações de armazenamento, o que possibilitaria um avanço total na nossa distribuição. Assim poderíamos entregar as doses para todos os 399 municípios paranaenses de uma única vez”, afirmou Werner Junior.

Grupos Prioritarios

Neste terceiro lote, as vacinas da Pfizer/BioNTech são todas destinadas à primeira dose dos grupos de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência. A remessa chega no Aeroporto Afonso Pena às 19h20, sendo encaminhada na sequência para o Cemepar. Sua distribuição para as novas cidades será realizada nos próximos dias.

Municípios que não recebem as doses deste imunizante são compensados na mesma proporção com doses das duas outras vacinas: Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) e Covishield (AstraZeneca/Oxford/Fiocruz).

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Ibama aceitou avaliar o estudo da nova Ferroeste com ramal até Foz

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aceitou avaliar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Nova Ferroeste. O aviso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (21). A extensão dos trilhos vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Paraná e prevê um ramal até Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina.
A ampliação da ferrovia faz parte do processo de retomada da malha ferroviária e prevê a construção de uma estrada de ferro até Litoral do Paraná. A estrutura vai facilitar o escoamento das produções de grãos e carnes do Mato Grosso do Sul até o Porto de Paranaguá e até Santa Catarina, por meio dos municípios de Maracaju (MS), Cascavel e Foz do Iguaçu.
Ao todo, serão 1.304 quilômetros de trilhos – 76 quilômetros somente na parte sul-mato-grossense. “É uma ferrovia existente no Paraná e está incorporada no projeto que vai de Paranaguá até Maracaju. Recentemente nós tivemos a autorização da ligação de Dourados a Maracaju que passa a compor a ferrovia com um prazo aí de concessão de 99 anos”, disse o secretário de Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro) do MS, Jaime Verruck.

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Secretaria de Turismo leva marca do Destino Iguaçu para feira de turismo em Madri, na Espanha

Além de estreitar laços com o mercado europeu, a participação no evento visa apresentar Foz como um destino cada vez mais diversificado e preparado

A Secretaria Municipal de Turismo e Projetos Estratégicos retomou as ações de promoção internacional do Destino Iguaçu em 2022. A pasta está representando o turismo de Foz do Iguaçu na Feira Internacional de Turismo de Madri (Fitur), na Espanha, que começou no último dia 19 e vai até 23 de janeiro.

O Destino Foz do Iguaçu é coexpositor no estande do Brasil, desenvolvido e organizado pela Embratur. A servidora Célia Andrade é a encarregada de apresentar os atrativos da cidade e destacar como Foz mantém um protocolo seguro contra o coronavírus, com todas as medidas necessárias sendo adotadas.

Outro importante objetivo é retomar e atualizar a rede de contatos, aproximando Foz do Iguaçu dos compradores internacionais de turismo da Europa. A cidade também conta com Eduardo Prinz, representante do Visit, que busca também fortalecer e potencializar as ações da gestão integrada do turismo de Foz do Iguaçu.

Os contatos durante o evento atendem diversas demandas do mercado, principalmente ao de atualizações junto aos DMCs (operadoras) no estande do Brasil, buscando informações e atualização. Um dos exemplos são os procedimentos de fronteira e trânsito de turistas entre Brasil e Argentina, atualização sobre novos atrativos, restaurantes, estrutura, serviços turísticos, documentação e atestados sanitários necessários para a entrada no Brasil, bem como informações gerais a respeito da recuperação do turismo nos dias atuais.

A Fitur abre o calendário anual de feiras de turismo no mundo, com 69 mil m² de exposição, distribuídos em sete pavilhões. A capital espanhola também é a sede da Organização Mundial de Turismo.

Parcerias europeias

Durante os dois primeiros dias de evento, além dos atendimentos do estande, Foz do Iguaçu teve a oportunidade de capacitar agentes de viagem, ao realizar uma apresentação do Destino Iguaçu.

Também pôde estabelecer diálogo com o departamento de marketing da Embaixada do Brasil em Madrid, com a finalidade de oportunizar disseminação de Informações pelos canais oficiais e fortalecer o relacionamento com a Embaixada, para atuar em futuras ações de promoção em parceria.

O secretário de Turismo e Projetos Estratégicos, Paulo Angeli, conta que a participação de Foz neste evento é essencial para que a cidade se posicione como um destino turístico mundial.

“Mesmo enfrentando uma nova onda de casos de Covid no país, seguimos todos os protocolos sanitários necessários e incentivamos a vacinação em massa. A participação de Foz do Iguaçu na feira em Madrid faz parte de uma avaliação da pasta, para termos um retorno positivo para o turismo da cidade”, ressalta Angeli.