5 milhões de paranaenses estão completamente imunizados contra a Covid-19

Mais de 5 milhões de paranaenses já completaram seu ciclo vacinal e estão completamente imunizados contra a Covid-19. O novo marco foi alcançado nesta terça-feira (28), chegando a 5.018.765 pessoas que tomaram a segunda dose ou dose única – número que representa 57,55% da população adulta, estimada em 8.720.953 pessoas.

No total, já foram aplicadas 13.095.755 doses em todo o Estado. Elas são divididas entre 8.045.327 primeiras doses, 4.695.690 segundas, 323.075 doses únicas e 31.716 doses de reforço para idosos e imunossuprimidos.

“Estamos criando uma forte cobertura vacinal contra o coronavírus no Paraná, graças à adesão da nossa população à vacina e aos esforços dos municípios em aplicarem rapidamente todas as doses recebidas. Já observamos um cenário mais estável em consequência da imunização. Mesmo assim, cuidados como distanciamento e uso de máscara ainda são necessários para chegarmos ao fim da pandemia com segurança”, explica o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Entre todos os que já iniciaram a imunização, o Paraná soma 95,97% da população acima de 18 anos. Além dos adultos, nesta semana foi iniciada a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos em todo o Estado a partir de um lote de 99.450 doses da Pfizer, distribuído no último sábado (25).

MUNICÍPIOS – Todas as doses únicas aplicadas são da Janssen (Johnson & Johnson), e representam 6,4% dos completamente imunizados. Já entre as segundas doses aplicadas, a vacina mais utilizada é a Covishield (AstraZeneca/Fiocruz/Oxford), com 48% do total; seguida pela Coronavac (Butantan/Sinovac), com 34,6%; e a Comirnaty (Pfizer/BioNTech), com 10,9%.

Curitiba lidera a vacinação de segundas doses e doses únicas em números absolutos, com 908.265 vacinas aplicadas. Na sequência, estão Londrina (247.178), Maringá (243.880), Cascavel (153.404), Ponta Grossa (125.424), São José dos Pinhais (121.616), Foz do Iguaçu (111.305), Colombo (91.779), Paranaguá (82.102) e Guarapuava (70.436).

Proporcionalmente, o município mais avançado na aplicação da D2 é Santa Cecília do Pavão, com 63,22% da população contemplada. Na sequência estão Esperança Nova (62,49%), Pontal do Paraná (62,44%), Rio Bom (62,42%) e Novo Itacolomi (62,36%).

Já com relação à dose única, os municípios que mais aplicaram a vacina foram Porto Vitória (10,07% da população), Siqueira Campos (9,7%), Itaperuçu (8,85%), Sertanópolis (8,43%) e Imbaú (7,83%). Os números são do Ranking da Vacinação, mantido pela Secretaria Estadual de Saúde.

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O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/

Paraná registra 7.611 novos casos de Covid-19 no boletim deste sábado, 537 a mais que na sexta

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste sábado (8) mais 7.611 casos confirmados e três mortes — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Há ajustes ao final do texto.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.619.284 casos confirmados e 40.688 mortos pela doença.

MONITORAMENTO – A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários divulgados pela pasta. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido as festividades de fim de ano.

Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

Foto: ilustrativa/ reprodução