4,5 milhões de paranaenses já tomaram a primeira dose ou a dose única contra a Covid-19

O Governo do Paraná e as prefeituras municipais seguem avançando no objetivo de vacinar toda sua população adulta contra o coronavírus até o fim de setembro com a primeira dose ou a dose única. Neste domingo (4), o Estado ultrapassou a marca de 4,5 milhões de paranaenses que já iniciaram sua imunização.

No total, 4.524.293 pessoas foram até um ponto de vacinação, o equivalente a 51,87% da população paranaense adulta, estimada em 8.720.953 pessoas pelo Ministério da Saúde.

As secretarias municipais de Saúde já aplicaram 5.866.036 doses nos 399 municípios. Entre elas, foram 4.470.840 primeiras doses (D1), 1.395.196 segundas doses (D2) e 53.453 doses únicas.

No total, 1.448.649 paranaenses já estão completamente imunizados, dentro das regras do Plano Nacional de Imunizações (PNI), o equivalente a 16,6% da população acima de 18 anos.

“Fazemos um apelo: vá se vacinar. Todas as vacinas aprovadas pela Anvisa salvam vidas e nos ajudam a nos proteger, independentemente da marca ou do laboratório. Queremos que, em agosto, 80% da população acima de 18 anos possa estar vacinada com pelo menos a primeira dose, e que em setembro esse número chegue a 100%. Isso vai ajudar a salvar ainda mais vidas”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), painel que atualiza em tempo real os dados fornecidos pelos municípios através da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Se o cálculo englobar a população em geral, são quase 40% imunizados com a primeira dose/dose única.

PERFIL 

O perfil dos vacinados com D1 ou dose única tem uma pequena predominância feminina: 55,9% das doses aplicadas foram em mulheres, contra 44,1% em homens. Entre os grupos que mais foram vacinados, em número absoluto de doses, estão as pessoas de 60 a 64 anos, comorbidades e os trabalhadores da saúde.

Entre as vacinas administradas para D1/dose única, a maioria é da AstraZeneca, com 57,4% do total; seguida pela Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac), com 28,5%; Pfizer, com 12,9%; e Janssen, com 1,2%.

Já as cidades que mais aplicaram D1/dose única são Curitiba, com 812.470 doses, seguidas por Maringá (242.045), Londrina (224.972), Cascavel (135.152) e Ponta Grossa (111.255). A lista segue com São José dos Pinhais (110.140), Foz do Iguaçu (106.071), Paranaguá (77.163), Colombo (71.084) e Guarapuava (67.266).

NOVAS DOSES 

Desde a última sexta-feira (2), o Paraná recebeu mais de meio milhão de vacinas do Ministério da Saúde. Do total de 548.060 doses, 181.530 são da Covishield (AstraZeneca/Fiocruz/Universidade de Oxford), 233.150 da Janssen (Johnson & Johnson) e 133.380 da Cominarty (Pfizer/BioNTech).

O lote faz parte da 28ª remessa de distribuição do Ministério da Saúde, que soma outras 361.490 doses já entregues aos municípios e totaliza 909.550 imunizantes – o maior lote desde o início da campanha.

Foto: AEN PR

A maior parte dos lotes é destinada à vacinação da população em geral, e um percentual menor, composto por vacinas da AstraZeneca, é destinado à segunda dose de grupos prioritários que já começaram a imunização.

“Desde a semana passada, fizemos uma pactuação com os municípios: os que na divisão dos grupos prioritários ficaram com um pouco menos de vacinas, agora recebem um pouco a mais para equalizar. Nossa expectativa e objetivo é que, no dia 31 de agosto, todos os municípios paranaenses batam juntos o sino dos 80% de vacinação, pelo menos na primeira dose da população alvo”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

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Presidente da Alep testa positivo para covid-19

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep),  deputado Ademar Traiano (PSDB), testou positivo para covid-19 na manhã desta sexta-feira (7) e cancelou os compromissos da agenda na região Sudoeste do Estado.

Traiano já tomou as três doses da vacina e, mesmo tomando todos os cuidados como uso de máscara, e distanciamento social, contraiu o vírus pela segunda vez.

Ele ficará cumprindo o período necessário de isolamento em casa, junto com a esposa Rose, que também está com covid.

Nesta semana, o presidente cumpriu expediente na Assembleia após realizar dois testes que deram resultado negativo. O vírus só foi detectado num terceiro teste. Traiano está com sintomas leves de tosse e dor no corpo.

Foto: reprodução

Anvisa aprova registro de insumo da Fiocruz, e Brasil terá vacina 100% nacional contra Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7), o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, o Brasil terá um imunizante produzido totalmente em território nacional (veja mais no vídeo acima).

Essa etapa era a última do processo de transferência de tecnologia da produção da vacina. Agora, o “ingrediente” da vacina (ou seja, o IFA) será produzido no país, em vez de ser importado de fora. No ano passado, a Fiocruz precisou atrasar a entrega de vários lotes de vacina por falta do IFA.

Fiocruz tem o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. A previsão é a de que as primeiras doses do imunizante sejam envasadas ainda em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

ara aprovar o registro do insumo, a Anvisa avaliou estudos de comparabilidade – que demonstraram que o ingrediente fabricado no país teve o mesmo desempenho do importado.

“É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a Covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia de Covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com essa aprovação hoje pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”, destacou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Foto: Michael Melo/Metrópoles