“Paraná atendeu 63 mil crianças com autismo em 2016”, destaca Caputo Neto

Secretário Caputo NetoPróximo ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em 2 de abril, o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, reforçou a importância da intervenção precoce em crianças diagnosticadas com a síndrome. Em 2016, segundo Caputo Neto, foram 950 mil atendimentos de reabilitação realizados no Estado, 63 mil deles em crianças. “A data foi criada para conscientizar a população e derrubar preconceitos sobre esse transtorno que acomete milhões de pessoas no mundo. No Paraná, o tema não é esquecido. A criança diagnosticada autista é atendida por uma equipe multiprofissional de forma integral pelo Sistema Único de Saúde”, explica o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

Existem hoje no Estado 234 estabelecimentos de saúde que prestam serviço pelo SUS a pessoas com autismo, dentro das Redes de Atenção Psicossocial e da Pessoa com Deficiência. Os locais estão distribuídos pelas 22 Regionais de Saúde do Paraná em Centros de Especialidade, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Centros de Reabilitação.

“O reconhecimento precoce e o atendimento integral com terapias variadas em áreas como fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, por exemplo, podem reduzir os sintomas e incentivar o desenvolvimento neuropsicomotor e a aprendizagem desses pacientes”, explica a coordenadora de Saúde da Pessoa com Deficiência, Raquel Bampi.

TRANSTORNO – O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurológico caracterizado por uma síndrome comportamental que envolve dificuldade de interação social e de comunicação. Também pode estar associado a transtornos de desenvolvimento e deficiência intelectual.

Embora o diagnóstico definitivo de transtorno do espectro do autismo só possa ser firmado após os três anos de idade, a identificação de risco deve ser feita precocemente. É o caso de Rafael, de cinco anos, que teve os sintomas reconhecidos há dois anos e hoje já tem diagnóstico de autismo moderado.

“Estava vendo uma reportagem sobre o transtorno e fui identificando meu filho naquela descrição. Ele tinha crises nervosas e quase não falava. Agora, depois de dois anos de tratamento, muita coisa mudou. Ele já consegue conviver com outras crianças e ficar em ambientes com mais pessoas. Um grande avanço”, comemora a mãe, Katlyn Klakosky.

INSTITUIÇÃO – Rafael mora em São José dos Pinhais e recebe tratamento na Associação Mantenedora do Centro Integrado de Prevenção (Amcip), em Curitiba. A instituição atende a mais de 120 pacientes de zero a 6 anos com problemas neurológicos. Atualmente, 42 desses pacientes são autistas.

“A criança vem por encaminhamento do serviço de saúde e passa por uma avaliação multiprofissional, com neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, pedagogo, assistente social. Essa equipe cria um plano de atendimento específico para ela, alguns vêm três vezes por semana, outros todos os dias”, comenta a diretora da Amcip, Anelise Pires.

A diretora também reconhece a importância do tratamento precoce. “É fácil perceber que as crianças que chegam aqui bem pequenas evoluem muito mais rápido do que aquelas que já chegam maiores e que nunca passaram por nenhum tipo de estimulação antes”, diz.

EVOLUÇÃO – O paciente Henrique, de 3 anos, já é paciente da Amcip há um ano. Recebeu laudo de autismo moderado. “Antes do tratamento era muito complicado estar com ele no meio de pessoas. Eu nem podia pensar em pegar ônibus, ele ficava agitado e nervoso. E essa foi a primeira mudança que percebi, a social”, conta a mãe Adriana dos Santos.

As mães de autistas comentam que receber o diagnóstico causa um susto, mas que a situação pode ser enfrentada. “Quando soube, não foi fácil e algumas situações ainda não são tão simples. Mas a gente tem que ter paciência, muita paciência, e principalmente muito amor. Sem isso não será fácil para eles vencerem esse problema. O apoio da família é essencial”, finaliza Katlyn.

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O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/

“Guto Silva foi um grande interlocutor do Governo junto à Assembleia”, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) recebeu nesta quinta-feira (13) o ex-secretário chefe da Casa Civil, deputado Guto Silva (PSD), que está retornando ao Legislativo depois de três anos à frente da principal pasta do Governo do Estado.

“O Guto Silva foi um grande interlocutor do Governo do Estado junto à Assembleia. Coordenou muito bem as ações do Governo em diversas áreas, dinamizou a gestão da pasta e acelerou processos que resultaram em obras e investimentos por todo o Paraná”, disse.

“Desejo ao Guto Silva um bom retorno e que tenhamos um 2022 muito produtivo”, acrescentou.