Coluna Boca Maldita desta sexta, 31

Boca Maldita: Coluna Boca Maldita desta sexta, 31

Consenso
O prefeito de Matelândia, Rineu Menoncin, o Teixeirinha, é o candidato de consenso à presidência da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). A eleição será nesta sexta (31), a partir das 9h30, na sede da entidade em Cascavel. Com 52 cidades associadas, a Amop é reconhecida por instituições de governo, iniciativa privada e terceiro setor como mais bem organizada e eficiente de todas as 19 entidades do gênero do estado e também do Brasil. Teixeirinha substituirá, para mandato de um ano, o ex-prefeito de Tupãssi, José Carlos Cal Mariussi.

Composição
Integram a chapa “A força vem da União” os prefeitos Aparecido José Weiller Júnior (Jesuítas), Wlademir Barella (Iguatu), Claudio Quadri (Capitão Leônidas Marques), Estanislau Mateus Franus (Cafelândia) e Germano Bonamigo (Céu Azul). Os suplentes são Luiz Carlos Ferri (Serranópolis do Iguaçu), Odair Guerreiro Oliveira (Braganey) e Ailton Caiero da Silva (Tupãssi).

15 anos e…
… quatro meses. Esta é a pena de condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro condenou ao ex-presidente da Câmara responsável por aceitar o processo de impeachment de Dilma (PT), Eduardo Cunha (PMDB), por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas. O peemedebista foi condenado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

Sem condições
Cunha afirmou ontem (30) que Moro “quer se transformar em um justiceiro político” e tenta usá-lo como “seu troféu em Curitiba”. “Esse juiz não tem condição de julgar qualquer ação contra mim, pela sua parcialidade e motivação política”, escreveu o peemedebista, após a publicação da sentença, de dentro do Complexo Médico Penal paranaense.

Mazza em livro
Memória viva do jornalismo e da política paranaense, o jornalista Luiz Geraldo Mazza, aos 86 anos, lança seu primeiro livro num formato tradicional – “A Verve e o Verbo” – no próximo dia 3, segunda-feira, às 19 horas, no bar Brahma, em Curitiba. Os textos reunidos são exemplos de todas as fases de seu trabalho e dos estilos que abraçou, desde reportagens, análises e ensaios até contos, crônicas e poemas. Ele escreve diariamente no jornal Folha de Londrina e faz comentários nas manhãs da rádio CBN da capital.

Enrolado
Parece que o inferno astral do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, não vai passar tão cedo. A PGR tem em seu poder a sequência de cinco grampos telefônicos do fiscal federal Daniel Gonçalves Filho, preso na Operação Carne Fraca, desde o dia 17, acusado de corrupção envolvendo a fiscalização do Ministério da Agricultura em frigoríficos e empresas de processados. No áudio, ele é acionado por Serraglio (PMDB-PR), para saber sobre problemas que um frigorífico.

Enrolado II
No diálogo inicial, Serraglio se refere a Daniel Gonçalves como “o grande chefe”. O peemedebista era deputado federal e não é alvo da investigação deflagrada sexta (17).

R$ 2 bilhões
Este é o montante que a Lava Jato quer que o PP devolva aos cofres públicos. Além do partido, dez políticos da legenda, além de um ex-assessor parlamentar são citados na primeira ação movida contra um partido político com base nas investigações do esquema de propina instalado na Petrobras.

Saneamento
O governador Beto Richa e o ministro das Cidades, Bruno Araújo anunciaram quarta (29), em Curitiba, o investimento de R$ 362,3 milhões para ampliação de sistemas de água e esgoto no Paraná, beneficiando as populações de 23 municípios.

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O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/

“Guto Silva foi um grande interlocutor do Governo junto à Assembleia”, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) recebeu nesta quinta-feira (13) o ex-secretário chefe da Casa Civil, deputado Guto Silva (PSD), que está retornando ao Legislativo depois de três anos à frente da principal pasta do Governo do Estado.

“O Guto Silva foi um grande interlocutor do Governo do Estado junto à Assembleia. Coordenou muito bem as ações do Governo em diversas áreas, dinamizou a gestão da pasta e acelerou processos que resultaram em obras e investimentos por todo o Paraná”, disse.

“Desejo ao Guto Silva um bom retorno e que tenhamos um 2022 muito produtivo”, acrescentou.