Vargas quer Osmar para vice de Gleisi

André Vargas quer Osmar DIas para vice de Gleisi

O deputado André Vargas (PT-PR) articula freneticamente a indicação do vice-presidente do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT), para a vice-candidatura na chapa de Gleisi Hoffmann (PT) ao Governo do Paraná. Para Vargas, Osmar fortalece a campanha de Gleisi e evitaria um confronto direto com o irmão Álvaro Dias (PSDB) ao Senado. Osmar, como sempre, faz muxoxo e diz que sai ao Senado.

Em tempo: Vargas também procura viabilizar a vaga do Senado na chapa encabeçada pelo PT.

Cornélio Procópio passa a ter três voos por semana para Curitiba

A Azul Linhas Aéreas inicia a operação com voos comerciais, interligando o Norte Pioneiro com Curitiba e outras regiões do Estado. O Aeroporto Francisco Lacerda Júnior, de Cornélio Procópio, integra o programa Voe Paraná. O voo inaugural foi nesta terça-feira, 25, às 10h45.

“O Norte Pioneiro se prepara para a retomada da economia, com a integração a outros grandes centros urbanos. É um avanço para os moradores da região, que poderão se deslocar com segurança e rapidez para Curitiba e outras cidades do Paraná”, disse o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB).

Nos próximos dias deve ser iniciada a obra de pavimentação da pista do aeroporto, sem comprometimento das operações aéreas. Serão investidos R$ 4.594.065,25 para recape asfáltico da pista de pouso e decolagem, além de obras de balizamento. A pista do aeroporto tem 1,7 quilômetro, em uma área de mais de 42,7 mil metros quadrados.

Cornélio Procópio terá três voos semanais, com destino a Curitiba. Às terças e quintas, a saída *prevista às 11h10, * com chegada em Curitiba às 12h30. Já no domingo, a previsão é de saída às 13h20 e chegada à capital paranaense às 14h40.

Partindo de Curitiba, o voo será às 9h15 com previsão de chegada em Cornélio Procópio às 10h45, nas terças e quintas. Aos domingos, a saída prevista é para as 11h25, com chegada no Norte Pioneiro às 12h55.

Aeronave — Os voos do Norte Pioneiro a Curitiba serão feitos em aeronaves Cessna Gran Caravan, com capacidade para nove passageiros. Romanelli e o prefeito Amin Hannouche (PSD), de Cornélio Procópio, acompanharam as negociações entre o Governo do Paraná e executivos da companhia aérea.

Desde o final do ano passado, a Azul comercializa passagens para os dez novos destinos em todos os seus canais oficiais. Além de Cornélio Procópio, os voos também vão transportar passageiros de Cianorte, Telêmaco Borba, Arapongas, Campo Mourão, Apucarana, Guaíra, Francisco Beltrão, União da Vitória e Umuarama.

Comida Boa a Gente Doa: PL de Giacobo avança no combate à fome

 

Com o objetivo de contribuir com a luta contra a fome no país, o deputado federal Giacobo (PL) protocolou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4163/2021. A proposição visa aperfeiçoar o Banco Solidário de Alimentos, que ganhará o slogan “Comida Boa a Gente Doa”, e será instituído por lei federal, incentivando ações em prol do aproveitamento de alimentos junto às Ceasas (Centrais de Abastecimento) do Brasil e concedendo benefício fiscal a doadores.

As ações tem o propósito de reduzir o descarte de alimentos não comercializados nas Ceasas para que aqueles que estejam aptos para o consumo humano sejam doados. A intenção é criar campanhas educativas para incentivar o reaproveitamento e doação desses alimentos. Os doadores não serão responsabilizados quanto aos alimentos doados, salvo em casos de dolo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros. Somente no estado do Paraná a estimativa é de que 250 mil pessoas integrem esse grupo.

A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, em 2020, destacou que as Ceasas movimentaram 16.351.854 t (dezesseis milhões, trezentos e cinquenta e um mil, oitocentas e cinquenta e quatro toneladas) de hortaliças e frutas, representando aproximadamente R$ 42,3 bilhões. Ou seja, grande parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros passam pelas Ceasas.

“Nosso projeto cria o Banco Solidário de Alimentos por lei federal, ou seja, nós vamos ter Banco de Alimentos em todas as mais de 5 mil cidades do nosso Brasil. Se a fome tem nome, sobrenome, endereço e RG, o combate a ela também vai ter.”, enfatizou Giacobo.

O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa passará a integrará a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, podendo agir em conjunto com as unidades localizadas dentro das Ceasas de todo o país para combater o desperdício e promover a doação de alimentos a quem mais precisa.

CASO DE SUCESSO NO DF

Nas Ceasas é comum observar elevado desperdício de alimentos ao final do dia. Um exemplo de ação bem-sucedida de combate a essa situação é o Programa Desperdício Zero da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). A iniciativa consiste na doação de alimentos fora dos padrões comerciais a instituições cadastradas e famílias em vulnerabilidade social.

As frutas, legumes e verduras que vão os lares e mesas dessas famílias e instituições estão próprias para o consumo humano e fazem a diferença. São produtos levemente danificados ou muito maduros, que costumavam ser descartados pelos agricultores e empresários que comercializam na Ceasa-DF.

Apenas em 2019, foram 323 toneladas de insumos que poderiam ter tido o Aterro Sanitário como destino, mas viraram refeições nutritivas a quem precisa nas 135 instituições cadastradas. Milhares de pessoas foram beneficiadas pelo programa. O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa tem como objetivo priorizar as Ceasas de todo o país, por meio de coordenação do governo federal, evitando o desperdício e possibilitando a doação de alimentos não comercializados.

BENEFÍCIO FISCAL

Para tornar as doações mais atrativas, o projeto de lei contempla um novo benefício fiscal, que se assemelha a outras experiências exitosas, como o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD).

Pessoas físicas e pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir do imposto sobre a renda os valores correspondentes a doações diretamente efetuados em prol de projetos de e ações de captação ou recepção e de distribuição gratuita de gêneros alimentícios executados por Bancos Solidários de Alimentos.

Essa medida reduzirá o custo das doações, contribuindo para o alcance dos objetivos do programa e, consequentemente, para mitigar a grave situação de insegurança alimentar por que passa o Brasil.