UEM se destaca entre as universidades mais empreendedoras do Brasil

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) figura na 10ª posição entre as melhores instituições de ensino superior do Brasil em 2021, na área de extensão. A informação consta na quarta edição do Ranking de Universidades Empreendedoras (RUE), publicado nesta semana pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). Os resultados da classificação foram divulgados em sessão solene, no plenário da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, em Brasília.

Conforme os critérios do ranking, a extensão abrange a percepção acerca de ações empreendidas pelas universidades para promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de pesquisas compartilhadas com a sociedade. Esse indicador pontuou o número relativo à quantidade de ações extensionistas registradas nas instituições, dividido pelo número de alunos das respectivas universidades.

Para o reitor Júlio César Damasceno, o resultado reflete, principalmente, o apoio da UEM para o fortalecimento das empresas juniores nos vários câmpus da instituição. “Podemos dizer que a UEM se consolida como uma universidade comprometida com a cultura empreendedora. E os alunos, por iniciativa própria, vêm se engajando, cada vez mais, em projetos conectados com a sociedade e o mercado”, afirma.

A pró-reitora de Extensão e Cultura da UEM, professora Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, destaca a influência de ações extensionistas no fomento da cultura empreendedora entre os estudantes. “Nesse cenário, há uma participação muito significativa dos alunos envolvidos nas iniciativas de empresas juniores, o que reforça o peso das ações de extensão paralelas às atividades de ensino e pesquisa”, salienta.

Atualmente, a UEM dispõe de 31 empresas juniores (EJs) ligadas a todas as áreas do conhecimento. O câmpus sede, em Maringá, reúne 27 EJs, enquanto o restante está distribuído entre os câmpus de Cianorte, Goioerê e Umuarama. A primeira EJ da UEM foi fundada em 1991, quando o Movimento Empresa Júnior (MEJ) ainda era uma novidade no Brasil. Uma nova EJ está em fase de implantação na instituição, vinculada ao curso de Medicina.

 

RESULTADOS – O RUE avaliou seis dimensões: cultura empreendedora, internacionalização, infraestrutura, inovação, capital financeiro e a extensão. Na classificação geral, a UEM aparece na 27ª colocação nacional e em nono lugar entre as universidades do Sul do Brasil. Considerando somente as instituições estaduais, a UEM figura na primeira posição na região. Ao todo, foram ranqueadas 34 instituições dos três estados do Sul, sendo sete estaduais.

Além da UEM, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) também se destacou no ranking, posicionada no 10º lugar geral e na primeira colocação entre as instituições da Região Sul.

Desde 2016, o Movimento Empresa Júnior (MEJ), representado pela Brasil Júnior, organiza essa pesquisa de universidades mais empreendedoras. O levantamento já é considerado o maior relatório brasileiro sobre o tema e o maior ranking feito por estudantes em todo o mundo. Nesta quarta edição, foram 126 universidades avaliadas e mais de 24 mil estudantes consultados.

ATUAÇÃO – O Movimento Empresa Júnior (MEJ) teve início na década de 1960, na Europa. No Brasil, as primeiras EJs surgiram no final dos anos 1980. Regulamentadas pela Lei 13.267/2016, as empresas juniores são organizações sem finalidade lucrativa, compostas e geridas por estudantes matriculados em cursos de graduação. O objetivo é proporcionar uma vivência empresarial, capacitando os universitários para o mercado de trabalho.

Atualmente, em todo o Brasil, são mais de 26 mil empresários juniores em 285 instituições de ensino superior. A rede de EJs vinculada à Brasil Júnior, por meio das federações estaduais de empresas juniores, conta com mais de 1.470 empresas. Juntas, essas EJs somam cerca de 34 mil projetos executados e faturamento em torno de R$ 34 milhões.

Desde 2010, segundo dados da Brasil Júnior, o MEJ já impactou mais de R$ 70 milhões na economia brasileira. Os recursos foram integralmente reinvestidos na educação empreendedora dos estudantes.

Foto: UEM

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Medicamento à base de Cannabis é liberado pela Anvisa; já são 11 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o décimo medicamento no país à base de Cannabis, nesta terça-feira (18).

O Extrato de Cannabis Sativa Ease Labs 79,14 mg/ml é obtido por meio do extrato vegetal da Cannabis sativa, planta conhecida como ‘maconha’.

A Anvisa diz que o medicamento, fabricado na Colômbia, será importado e distribuído no Brasil como produto acabado e pronto para uso.

O órgão informa que a medida foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.), por meio da Resolução RE 136, de 17 de janeiro de 2022.

Segundo a agência, o remédio estará disponível sob a forma de solução em gotas para uso oral, contendo 47,5 mg/ml de canabidiol (CBD) e não mais do que 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC) — substâncias da planta.

O medicamento será comercializado em farmácias e drogarias a partir da orientação médica por meio de receita do tipo B (de cor azul) — especial para prescrição de psicofármacos, diz a Anvisa.

Com isso, até o momento,o país dispõe 11 produtos aprovados pela Anvisa nessa categoria, de acordo Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 327/2019.

A agência reguladora reitera que, desses 11 produtos, cinco são à base de extratos de Cannabis sativa e seis de canabidiol. Confira a lista:

Canabidiol Prati-Donaduzzi (20 mg/mL; 50 mg/mL e 200 mg/mL);
Canabidiol NuNature (17,18 mg/mL);
Canabidiol NuNature (34,36 mg/mL);
Canabidiol Farmanguinhos (200 mg/mL);
Canabidiol Verdemed (50 mg/mL);
Extrato de Cannabis sativa Promediol (200 mg/mL);
Extrato de Cannabis sativa Zion Medpharma (200 mg/mL);
Canabidiol Verdemed (23,75 mg/mL);
Extrato de Cannabis sativa Alafiamed (200 mg/mL);
Extrato de Cannabis sativa Greencare (79,14 mg/mL); e
Extrato de Cannabis sativa Ease Labs (79,14 mg/mL).

CNN Brasil

Paraná registra nesta terça-feira 23.870 novos casos de covid

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (18) mais 23.870 casos confirmados e 21 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas, que são de 16.809 casos e três óbitos.

O monitoramento da Covid-19 mostra que o Paraná soma 1.721.264 casos confirmados e 40.727 mortos pela doença.

Os casos divulgados nesta data são de janeiro (22.499) de 2022; dezembro (113), novembro (49), outubro (90), setembro (159), agosto (218), julho (66), junho (83), maio (76), abril (49), março (85), fevereiro (29) e janeiro (34) de 2021; e dezembro (83), novembro (128), outubro (28), setembro (26), agosto (26), julho (24), junho (3), maio (1) e abril (1) de 2020.

Os óbitos são de março (3), abril (4) e dezembro (2) de 2021 e janeiro (12) de 2022.

INTERNADOS – 68 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (27 em UTIs e 41 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 856 pacientes internados, 305 em leitos de UTI e 551 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais 21 pacientes. São sete mulheres e 14 homens, com idades que variam entre 38 e 92 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de março de 2021 e 18 de janeiro de 2022.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (6), Ponta Grossa (2), Maringá (2), Umuarama, Rosário do Ivaí, Pontal do Paraná, Pinhais, Pato Branco, Londrina, Ibiporã, Curiúva, Borrazópolis, Araucária e Almirante Tamandaré.