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Trabalhadores dos Correios votam nova proposta, mas categoria não descarta greve nesta terça

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da Banda B

Os funcionários dos Correios de todo o país podem entrar em greve a partir das 22 horas desta terça-feira (15). Nem mesmo a reunião de mediação realizada entre os Correios e as representações dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tarde de sexta-feira (11), em Brasília, afastou a possibilidade da greve, segundo informou a diretora do Sintect-PR (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná), Rosana Carvalho.

“Eles fizeram a reunião de mediação, mas não temos hoje nenhuma garantia de que a empresa não irá cobrar mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde. As assembleias estão mantidas em todo o estado entre hoje (14) e amanhã (15) e há a possibilidade concreta de greve a partir das 22 horas desta terça”, afirmou a diretora.

A categoria pede a incorporação da Gratificação de Incentivo à Produtividade, no valor de R$200; correção linear de 12% da GIP; reajuste das perdas salariais desde 1994, no valor de 22,72%; aumento salarial de R$300; correção automática de salários e piso salarial de R$3.377,62, conforme cálculos do Dieese.

Os trabalhadores se manifestam ainda contra a CorreiosPar S.A e aos ataques ao plano de saúde da categoria impostos pelos Correios durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, como o início da cobrança de mensalidade. No ano passado, os funcionários dos Correios do Paraná paralisaram suas atividades por 43 dias contra a criação da Postal Saúde pelos Correios, que terceirizou a assistência médica dos trabalhadores.

Reunião no TST

Na reunião de sexta-feira, o vice-presidente do TST, o ministro Ives Gandra, apresentou a seguinte proposta:

1) R$ 200 de aumento linear para todos os trabalhadores, em forma de gratificação, a ser paga da seguinte maneira: R$ 150 a partir de agosto e R$ 50 em janeiro de 2016, com incorporação de 25% dos R$ 200 em agosto de 2016.

2) Reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche/babá a partir de agosto de 2015.

3) Incorporação de R$ 150 da GIP – Gratificação de Incentivo à Produtividade, sendo R$ 100 em janeiro de 2016 e R$ 50 em maio de 2016.
Ainda ficou prevista a universalização da entrega matutina até o final de 2016, conforme os critérios previstos na cláusula sobre o assunto no ACT 2014/2015 — ou seja, antecipação da fase 3 do projeto, de 60 para 30 meses.
Além disso, a proposta prevê a manutenção das demais cláusulas do ACT 2014/2015, com a criação de uma comissão paritária para discussão do plano de saúde.

Ficou acordado que as representações sindicais levarão a proposta do vice-presidente do TST para as assembleias do dia 15 e, caso seja aprovada, haverá a assinatura do acordo coletivo de trabalho.

Caso a proposta não seja aprovada, há a possibilidade de greve a partir desta terça em todo o país.