Tempestade em Foz do Iguaçu ganha “tornado” #FakeNews nas redes sociais

Informações, fotos e vídeos falsos ganham a adesão de pessoas mais preocupadas em parecer popular do que com verdade dos fatos

Uma moda que ganhou popularidade impressionante na última eleição, está cada vez mais presente no dia a dia da população. As #FakeNews, como são chamadas as notícias e imagens falsas disseminadas para confundir e espalhar mentidas, popularizou nas redes sociais do WhatsApp e Facebook um “tornado avassalador” durante a semana em Foz do Iguaçu. As informações são de Ronildo Pimentel, no Cabeza News.

Acionada por internautas do Facebook, a Agência Lupa da Folha de S.Paulo foi a campo e constatou que uma galeria de fotos, mais um vídeo que supostamente retrata a destruição causada por uma tempestade em Foz do Iguaçu, na última quarta-feira (12), está recheada de #FakeNews.

Dizia a manchete: “Tornado em Foz do Iguaçu na tarde de hoje, 13.12.2018” . A galeria de fotos e vídeos, as 16h30 do dia 14 de dezembro de 2018, já tinha sido compartilhada 112 mil vezes no Facebook. Isto mostra que a propagação de notícias falsas e, quase sempre sensacionalistas, agrada cada vez mais gente que se engaja em diferentes formas de propagação.

O blog registrou o temporal em Foz do Iguaçu, com fotos e vídeo da destruição na rodoviária. Os barracões do Ceasa foram severamente danificados. Um deles chegou inclusive a ficar destelhado. O prejuízo foi estimado em R$ 1 milhão.

Segundo um especialista em redes sociais, as informações, fotos e vídeos falsos ganham facilmente a adesão de pessoas mais preocupadas em parecer popular do que com a verdade dos fatos.

“Para Foz do Iguaçu, que é uma cidade com vocação turística, este tipo de informação pode atrapalhar muito, já que as pessoas se preocupam em viajar para locais que ofereçam segurança”, acredita ele.

Política
As #FakeNews, apesar dos debates em diferentes plataformas de discussão, fizeram um estrago na última campanha eleitoral. Vídeos destacando o chamado “kit gay” nas escolas da rede pública de São Paulo, apesar de desmentidos pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fizeram um estrago na campanha de um dos candidatos.

Aqui no Paraná, o deputado federal Fernando Francischini, que fez a maior votação da história para a Assembleia Legislativa, com quase 430 mil votos, está respondendo por ter espalhado um vídeo, no dia da eleição, denunciando suposta fraude em urnas eletrônicas. O parlamentar pode inclusive, ter o mandato que vai assumir em primeiro de janeiro cassado, segundo pedido do Ministério Público Eleitoral.

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Comida Boa a Gente Doa: PL de Giacobo avança no combate à fome

 

Com o objetivo de contribuir com a luta contra a fome no país, o deputado federal Giacobo (PL) protocolou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4163/2021. A proposição visa aperfeiçoar o Banco Solidário de Alimentos, que ganhará o slogan “Comida Boa a Gente Doa”, e será instituído por lei federal, incentivando ações em prol do aproveitamento de alimentos junto às Ceasas (Centrais de Abastecimento) do Brasil e concedendo benefício fiscal a doadores.

As ações tem o propósito de reduzir o descarte de alimentos não comercializados nas Ceasas para que aqueles que estejam aptos para o consumo humano sejam doados. A intenção é criar campanhas educativas para incentivar o reaproveitamento e doação desses alimentos. Os doadores não serão responsabilizados quanto aos alimentos doados, salvo em casos de dolo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a insegurança alimentar grave atinge 10,3 milhões de brasileiros. Somente no estado do Paraná a estimativa é de que 250 mil pessoas integrem esse grupo.

A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, em 2020, destacou que as Ceasas movimentaram 16.351.854 t (dezesseis milhões, trezentos e cinquenta e um mil, oitocentas e cinquenta e quatro toneladas) de hortaliças e frutas, representando aproximadamente R$ 42,3 bilhões. Ou seja, grande parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros passam pelas Ceasas.

“Nosso projeto cria o Banco Solidário de Alimentos por lei federal, ou seja, nós vamos ter Banco de Alimentos em todas as mais de 5 mil cidades do nosso Brasil. Se a fome tem nome, sobrenome, endereço e RG, o combate a ela também vai ter.”, enfatizou Giacobo.

O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa passará a integrará a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, podendo agir em conjunto com as unidades localizadas dentro das Ceasas de todo o país para combater o desperdício e promover a doação de alimentos a quem mais precisa.

CASO DE SUCESSO NO DF

Nas Ceasas é comum observar elevado desperdício de alimentos ao final do dia. Um exemplo de ação bem-sucedida de combate a essa situação é o Programa Desperdício Zero da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). A iniciativa consiste na doação de alimentos fora dos padrões comerciais a instituições cadastradas e famílias em vulnerabilidade social.

As frutas, legumes e verduras que vão os lares e mesas dessas famílias e instituições estão próprias para o consumo humano e fazem a diferença. São produtos levemente danificados ou muito maduros, que costumavam ser descartados pelos agricultores e empresários que comercializam na Ceasa-DF.

Apenas em 2019, foram 323 toneladas de insumos que poderiam ter tido o Aterro Sanitário como destino, mas viraram refeições nutritivas a quem precisa nas 135 instituições cadastradas. Milhares de pessoas foram beneficiadas pelo programa. O Banco Solidário de Alimentos – Comida Boa a Gente Boa tem como objetivo priorizar as Ceasas de todo o país, por meio de coordenação do governo federal, evitando o desperdício e possibilitando a doação de alimentos não comercializados.

BENEFÍCIO FISCAL

Para tornar as doações mais atrativas, o projeto de lei contempla um novo benefício fiscal, que se assemelha a outras experiências exitosas, como o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD).

Pessoas físicas e pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir do imposto sobre a renda os valores correspondentes a doações diretamente efetuados em prol de projetos de e ações de captação ou recepção e de distribuição gratuita de gêneros alimentícios executados por Bancos Solidários de Alimentos.

Essa medida reduzirá o custo das doações, contribuindo para o alcance dos objetivos do programa e, consequentemente, para mitigar a grave situação de insegurança alimentar por que passa o Brasil.

Aeroporto de Foz está entre os 12 do país com certificado operacional obtido pela Infraero em 3 anos

A chancela demonstra que infraestrutura é segura e adequada aos diversos tipos de aeronaves para transporte de passageiros e cargas. O aeroporto iguaçuense recebeu mais de 984 mil passageiros no ano passado.

Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas está entre os 12 terminais com certificação operacional obtida pela Infraero nos últimos três anos. O documento atesta que o equipamento cumpre os regulamentos técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a segurança operacional e em relação à resposta emergencial.

O aeroporto iguaçuense fechou o ano de 2021 com 948,9 mil passageiros, entre embarques e desembarques. Esse movimento é 14,3% superior ao do ano anterior, quando passaram 829.689 pessoas pelo terminal. Para este mês de janeiro, a expectativa é que cem mil passageiros utilizem o aeródromo.

Segundo a Infraero, o certificado operacional gera benefícios diretos e indiretos. “Possibilita o aumento da oferta de voos e mais opções de conectividade pelas empresas aéreas, fomentando o turismo e colaborando com o desenvolvimento da economia da região e do país”, informa a empresa.

A certificação também define os tipos de operações aéreas que o aeroporto está autorizado a receber. A obtenção dessa chancela é por conta das normas da agência reguladora do setor, fruto de um trabalho conjunto entre equipes dos aeroportos e áreas técnicas da sede da Infraero para o atendimento de todos os requisitos.

Nos últimos anos, a Infraero fez o acompanhamento “robusto dos processos de certificação”, afirma o diretor de Operações da Infraero, brigadeiro André Luiz Fonseca e Silva. Assim, chegou-se à finalização dos termos de ajuste de conduta (TACs) dos aeroportos certificados e à obtenção dos 12 novos certificados.

Além de Foz do Iguaçu, receberam as certificações operacionais: Bagé, Joinville, Londrina, Macaé (concedido), Navegantes, Palmas, Ponta Porã, Santarém, São Luis, Teresina e Uberlândia. Outros três aeroportos estão em processo de certificação, sendo Congonhas, Santos Dumont e Montes Claros.

Fonte: H2Foz

Foto: Jonathan Campos/Agência Estadual de Notícias