Sem aftosa, Paraná sobe de patamar

“O sucesso é a soma de pequenos esforços, repetidos dia sim e no outro dia também.” – Robert Collier

Luiz Claudio Romanelli

A certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que reconhece o Paraná como área livre da aftosa sem vacinação, merece todas as comemorações possíveis. Trata-se de uma conquista histórica, que vem sendo perseguida há décadas e que foi alcançada pela união de esforços do poder público e dos produtores.

O selo que qualidade que representa este reconhecimento coloca o Paraná em um novo patamar no mercado global de carnes, com possibilidade de disputar espaço entre os consumidores mais exigentes do Planeta e que pagam mais pela qualidade, como Japão, Coreia do Sul, União Europeia, Chile e México.

O resultado disso poderá, em breve, ser contado em bilhões de dólares em exportações e abertura de milhares de oportunidades de emprego e renda em diversas regiões do interior paranaense. Trata-se de um novo impulso para o agronegócio do Paraná, um setor que já é modelo para o Brasil e o mundo.

Num primeiro momento, o reconhecimento deverá gerar os primeiros impactos positivos no comércio de suínos e bovinos, mas é certo afirmar que o benefício alcançará a produção leiteira, a piscicultura e fortalecerá ainda mais a avicultura paranaense, que hoje é responsável por um terço da produção nacional e por 40,9% da exportação brasileira. Especialistas no mercado de carnes e produtores de suínos enxergam a possibilidade de dobrar a exportação a curto prazo.

Atualmente o Paraná responde por 22,3% da produção de carne do Brasil. Somando o frango, porco e o boi são aproximadamente 6 milhões de toneladas, conforme os números de 2020. O volume é expressivo, mas as carnes suína e bovina não tinham espaço para concorrer em quase um terço do mercado internacional em razão do status sanitário. Agora isso muda.

Temos muito a festejar, mas certamente aumentam as responsabilidades pela manutenção do novo status. Felizmente, o Paraná de hoje conta com uma estrutura adequada de fiscalização e estímulo à sanidade animal. A criação da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), há uma década, possibilitou acelerar o processo de reconhecimento pela OIE.

De outra parte, o engajamento dos produtores, dos frigoríficos e das cooperativas teve papel fundamental nesta conquista. A febre aftosa não é registrada em nosso Estado desde 2006 em razão da seriedade com que a cadeia da proteína animal passou a tratar do assunto. É louvável o esforço para manter os rebanhos saudáveis. Entre 2007 e 2018 o índice de vacinação ficou acima de 96%, com picos de até 99%.

Hoje, o nosso Estado é o primeiro produtor de carne de frango do Brasil (33%) e segundo maior produtor de carne suína (21%). Além disso, é líder em piscicultura e fica na vice-liderança na produção de leite (13,6%) e ovos (9%). O rebanho bovino conta 9,3 milhões de cabeças, sendo que 2,5 milhões são matrizes de corte.

Todo este acervo faz com que as indústrias olhem o Paraná de forma diferenciada e programem novos investimentos no processamento da proteína animal. De acordo com informações do governo estadual, cerca de R$ 7,5 bilhões serão aplicados no Estado até 2030 para ampliar a industrialização de carnes e derivados.

O fato concreto é que o Paraná ganha destaque no mapa mundi do comércio internacional, e demonstra plena capacidade de avançar e de se modernizar quando há esforço conjunto para a melhoria das condições socioeconômicas. Que este exemplo de dedicação coletiva estimule novas iniciativas para que deixemos para as futuras gerações o legado de um Estado ainda mais próspero.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cataratas do Iguaçu estão entre os 12 lugares mais lindos do mundo

A empresa de viagens britânica Kuoni classificou os 12 lugares mais lindo do mundo, entre eles, as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Para a escolha, a empresa se utilizou da ciência.

Por meio de rastreamento ocular e inteligência artificial, a Kuoni classificou os que seriam os locais mais atraentes ao olho humano. No Brasil, a lista foi divulgada pelo portal Melhores Destinos. Segundo a ciência, esse seria o resultado:

1 – Lago Peyto, no Canadá
2 – Ilha Meeru – Maldivas
3 – Costa Jurássica – Inglaterra
4. Parque Nacional Yosemite – Estados Unidos
5 – Lago Tekapo – Nova Zelândia
6 – Cataratas do Niágara – Canadá
7 – Snowdon – País de Gales
8 – Rio Subterrâneo Puerto Princesa – Filipinas
9 – Catedral de Mármore – Chile
10 – Floresta Nacional de El Yunque – Porto Rico
11 – Aurora Boreal – Islândia
12 – Cataratas do Iguaçu – Brasil

Trevo do Charrua deve ganhar viaduto, informou secretário de Planejamento

O secretaria de Planejamento e Captação de Recursos de Foz do Iguaçu, Leandro Costa, informou que no último mês de novembro se reuniu com a equipe da empresa Engemin, responsável pela execução do projeto que pretende resolver o problema de mobilidade no trevo do Charrua, no trecho urbano da BR 277.

Segundo Costa, no local deverá ser construído um viaduto, com projeto doado ao município pelo Fundo Iguaçu, com entrega prevista ainda para este mês de janeiro. A informação foi dada nesta sexta-feira (14) durante o programa Contraponto, da Rádio Cultura.

Rádio Cultura