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Saldo de empregos na indústria mais que dobrou em 2021 no Paraná

Saldo de empregos na indústria mais que dobrou em 2021 no Paraná Com destaque para a produção de alimentos, confecções e artigos do vestuário e madeira, a indústria do Paraná fechou 2021 com saldo positivo de 44.183 novo empregos formais (com carteira assinada) gerados. O estado foi o quarto no país que mais abriu vagas no setor industrial, ficando atrás apenas de São Paulo (112.821), Minas Gerais (65.587) e Santa Catarina (53.516). O Brasil contratou mais de 475 mil novos trabalhadores neste segmento no ano passado. O Paraná representou 9,3% do total de vagas abertas pela indústria nacional. Os números foram divulgados nesta manhã (31/1), pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Com destaque para a produção de alimentos, confecções e artigos do vestuário e madeira, a indústria do Paraná fechou 2021 com saldo positivo de 44.183 novo empregos formais (com carteira assinada) gerados. O estado foi o quarto no país que mais abriu vagas no setor industrial, ficando atrás apenas de São Paulo (112.821), Minas Gerais (65.587) e Santa Catarina (53.516). O Brasil contratou mais de 475 mil novos trabalhadores neste segmento no ano passado. O Paraná representou 9,3% do total de vagas abertas pela indústria nacional. Os números foram divulgados nesta manhã (31/1), pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Os setores de serviços e comércio lideraram o ranking do mercado de trabalho paranaense no período, com 66 mil e 45,4 mil novos postos de trabalho abertos, respectivamente. Mas para o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Thiago Quadros, o resultado não surpreende. “Embora tenha ficado atrás destes segmentos no ano passado, a indústria já vinha numa recuperação forte do baque inicial da pandemia da Covid 19 desde o segundo semestre de 2020, após ter sido considerada atividade essencial. Com isso, a recuperação dos empregos ocorreu antes dos demais setores”, avalia. “Com o avanço da vacinação e o retorno à ‘normalidade’ de outras atividades, a indústria se beneficiou porque teve de aumentar o ritmo de produção nas fábricas para atender à demanda por novos produtos gerada por estes segmentos”, explica.

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O crescimento dos empregos na indústria foi puxado especialmente pelo desempenho do setor alimentício, o maior empregador do estado, com 7.661 novas contratações. Em seguida, vem a atividade de confecções e artigos do vestuário (5.373), madeira (4.331), máquinas e equipamentos (3.694) e produtos de metal (3.354). Das 24 áreas pesquisadas pelo Novo Caged, apenas três mais dispensaram trabalhadores do que contrataram. Foi o caso de petróleo (-184), fumo (-53) e artefatos de couro e calçados (-41). “O estoque de empregos nessas atividades ainda é alto e o percentual de dispensas ficou baixo, ou seja, praticamente estáveis em relação à quantidade de vagas ocupadas”, informa o economista.

O bom resultado do mercado de trabalho na indústria em 2021 também é consequência do perfil econômico do estado. “A forte presença do agronegócio favorece outros setores da cadeia industrial, como o setor de alimentos e de máquinas e equipamentos, por exemplo”, explica. Outro fator citado pelo economista é a diversificação da indústria paranaense, com polos industriais em várias regiões do estado, como o moveleiro, em Arapongas; do vestuário, nas regiões norte, noroeste e sudoeste; o automotivo, na região metropolitana de Curitiba; e o madeireiro, no Centro e Campos Gerais. “Essa característica de ter uma boa distribuição da atividade industrial por todo o estado resulta num maior dinamismo no mercado de trabalho. Outro fato é que os segmentos que mais abriram vagas foram os que tiveram maior crescimento da produção industrial ao longo do ano, como vínhamos observando nas pesquisas anteriores”, resume.

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Resultado mensal

O Novo Caged também divulgou o resultado mensal dos empregos. No Paraná, a indústria fechou mais de 6.500 vagas em dezembro. No Brasil, foram 92 mil vagas a menos no setor neste mesmo mês. “Dezembro é um período que tradicionalmente ocorrem mais desligamentos, principalmente em relação ao término dos contratos das vagas temporárias de fim de ano. O mais correto é avaliar o resultado de todo o ano. Ele dá a base de como está o ritmo de contratações no mercado de trabalho formal no estado e no país”, conclui o economista da Fiep.

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